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quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Degelo é pior do que o previsto





15h40m - Lusa
O gelo nos pólos norte e sul está a derreter mais depressa do que previsto, levando à subida do nível da água do mar e à aceleração do aquecimento climático, advertiram cientistas, esta quarta-feira, em Genebra.


A apresentação dos resultados do estudo para o Ano Polar Internacional, realizado em 2007 e 2008 por milhares de cientistas, revelou que o aquecimento na Antártida "é muito maior do que previsto", enquanto os gelos árticos estão a diminuir, ao mesmo tempo na Gronelândia o gelo está a derreter mais rapidamente.
As regiões geladas, e muitas vezes inacessíveis, dos pólos são consideradas há muito tempo como um dos indicadores mais fiáveis das mudanças climáticas e influenciam as condições gerais dos oceanos e da atmosfera.
As águas em redor da Antártida aqueceram mais rapidamente que a média mundial, de acordo com as primeiras conclusões do estudo apresentado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Conselho Internacional para a Ciência (CIS).
Medidas realizadas mostraram também a aceleração do desaparecimento do manto de gelo no continente antártico e na Gronelândia.
O aquecimento do "permafrost", terras até aqui constantemente geladas, pode também contribuir para acelerar o processo de alterações climáticas ao libertar gás de efeito de estufa até aqui presos no solo.
"A mensagem do Ano Polar Internacional é forte e clara: o que acontece nas regiões polares tem consequência para o resto do mundo e diz respeito a todos", sublinharam a OMM e o CIS.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Ambiente: Ecologistas portugueses contra refinaria em Espanha


22h31m

Lisboa, 24 Fev (Lusa) - As associações ambientalistas portuguesas concluíram hoje que "existem razões mais que suficientes para o Governo recusar a instalação da refinaria" de Balboa, junto à fronteira, disse hoje à agência Lusa um dirigente da Quercus.
A Quercus, o Geota, a Fapas e a Liga de Protecção da Natureza entendem, num parecer a que a Lusa teve acesso, que o promotor espanhol, mesmo após insistência das autoridades portuguesas, não apresentou explicações cabais sobre o projecto, as quais "são claramente insuficientes" e "não revelam a "realidade do projecto".
De acordo com as associações ecologistas muitos dos prejuízos da instalação da refinaria "são remetidas para futuros regulamentos de segurança que são por agora desconhecidos, não se mencionando qualquer probabilidade de ocorrência de eventos com consequências ambientais graves".
As quatro organizações não governamentais alertam que "a refinaria depois de construída, em caso de funcionamento com problemas ou de acidente grave as consequências serão principalmente para o rio Guadiana e para as actividades dele dependentes", esclarece o dirigente da Quercus, Francisco Ferreira.
As associações ecologistas aconselham o Governo português a manifestar-se "veementemente contra o projecto", já que os riscos associados para o ambiente e para diversas actividades económicas são "demasiado elevados, pondo em causa investimentos de centenas e centenas de milhões de euros efectuados em Portugal".
Francisco Ferreira esclarece que na ausência de impactes no território português, e tendo em conta um conjunto de operações que implicam descarga, armazenagem e oleoduto de transporte de crude, e o próprio funcionamento da refinaria, implica riscos associados.
As organizações entendem que "a acumulação de riscos implicados, tornam indispensável o equacionar de outras alternativas de localização para a refinaria", que não impliquem impactes ambientais em território português, concluiu.
Mais de mil activistas e responsáveis de plataformas ambientais das regiões espanholas de Extremadura e Andaluzia manifestaram-se dia 07 de Fevereiro, em Santa Olall Del Cala, contra a construção da refinaria Balboa, proposta para a região de Badajoz.
De acordo com o projecto de construção, a refinaria de petróleo deverá ser construída a cerca de cem quilómetros da fronteira portuguesa, uma localização que poderá ter impactes ambientais negativos não só para Espanha mas também para Portugal, segundo alertas de ambientalistas.
Na acção de protesto, contra a refinaria de petróleo e o necessário oleoduto, que decorreu de forma pacífica, muitos participantes percorreram a pé três quilómetros, desde os arredores da localidade situada na província de Huelva (Andaluzia), onde começou a manifestação, até à Praça da Constituição, onde se concentraram.
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou no início de Fevereiro que "nada será feito se puser em causa os valores ambientais desta zona (Alqueva)".
A promotora do projecto, Refinería Balboa, S.A., do grupo Alfonso Gallardo, defendeu que estas fábricas "são compatíveis com o desenvolvimento agrícola, pecuário e turístico da sua zona de influência".
A refinaria Balboa está projectada para o município de Santos de Maimona, província de Badajoz (Extremadura), a cerca de cem quilómetros da fronteira com Portugal.
MPC/TCA
Lusa/fim

Quatro reactores de terceira geração para produzir um quarto da electricidade do país


Itália dá mais um passo em direcção ao nuclear com acordo feito hoje com França
24.02.2009 - 14h34 PÚBLICO, Agências

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, assinaram hoje em Roma um acordo de cooperação nuclear. Este é o primeiro passo concreto do regresso da Itália à energia atómica e que abre as portas do seu mercado às empresas francesas.“Quando os processos legislativos e técnicos para o retorno do nuclear em Itália terminarem, a Enel e a EDF [companhias de electricidade italiana e francesa] juntam-se para desenvolver, construir e porem a trabalhar, pelo menos quatro unidades tendo como referencia a tecnologia EPR”, indicou um comunicado da Enel, citado pela AFP. Segundo o comunicado, a Itália quer ter o primeiro reactor a trabalhar até 2020. Os quatro reactores EPR são de terceira geração.Com o regresso ao poder de Silvio Berlusconi em Maio de 2008, a Itália decidiu regressar à energia nuclear 21 anos depois de ter renunciado a esse programa num referendo. O objectivo é atenuar a sua dependência relativamente ao gás e ao petróleo, o país pretende produzir a prazo 25 por cento da sua electricidade a partir do nuclear.

domingo, fevereiro 15, 2009

Ártico desaparece dentro de duas décadas


O Ártico tal como é conhecido hoje vai deixar de existir dentro de duas décadas, devido ao aquecimento global que pode fazer aumentar a temperatura na região até 7ºC até meados deste século, segundo especialistas citados pela Folha de S. Paulo.
Segundo o jornal, "o atestado de óbito do Ártico está assinado", observando-se já todos os anos uma reacção em cadeia, que de acordo com especialistas em ciência polar reunidos em Chicago, EUA, não deverá tratar-se de "um mero ciclo passageiro".
"Teremos um Verão sem gelo no Ártico em 2030 ou antes disso", calculou um especialista da Universidade de Colorado, que falava no âmbito da 175ª Reunião Anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência.
O especialista referiu que "com menos gelo, a preocupação com uma certa ocupação da região ártica também deve aumentar", prevendo ainda que "pode aumentar não apenas a navegação em toda a área, como a exploração de petróleo".
"Todo cuidado é importante, porque o Ártico está mais quente em todas as estações do ano, não apenas no Verão. Já temos problema de erosão costeira em algumas zonas. Sem gelo, o vento movimenta mais a água", disse o cientista.
Para o especialista, acrescenta a Folha de S. Paulo, a mudança de comportamento registada em todo o Ártico é "tão crítica, que o ciclo de carbono também pode ser drasticamente alterado", pois com o calor, a tendência é para que toda a matéria orgânica congelada no solo do Ártico liberte carbono para a atmosfera, acrescentou outro cientista

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Companhia aérea japonesa experimenta novo biocombustível num Boeing 747


30.01.2009 - 15h23 PÚBLICO
A principal companhia aérea japonesa, Japan Airlines (JAL) efectuou esta manhã um voo experimental com um Boeing 747-300, sem passageiros ou carga, em que um dos quatro reactores foi alimentado com uma mistura de um novo biocombustível de "segunda geração", processado a partir de três tipos de plantas não-alimentares.O avião descolou às 11h50 locais (02h50 em Lisboa) do aeroporto de Haneda, Tóquio, para um teste que durou hora e meia. Foi o culminar de doze meses de trabalhos para testar a viabilidade de um novo tipo de biocombustível. Dos quatro motores do Boeing, um foi alimentado com uma mistura de 50 por cento de querosene e 50 por cento de biocombustível. A JAL, o fabricante americano Boeing e a Pratt & Whitney, que concebeu os motores, utilizaram um biocombustível de “segunda geração”, ou seja, produzido a partir de plantas que não são utilizadas para alimento do ser humano. Trata-se de uma mistura de três vegetais: 84 por cento de camelina, menos de 16 por cento de jatrofa e um por cento de algas. Este é um biocombustível de segunda geração porque, contrariamente ao óleo de girassol, por exemplo, "não interfere com a alimentação ou recursos hídricos e não contribui para agravar o problema da desflorestação", explica a JAL em comunicado.“Tudo correu bem. Não me apercebi de diferenças entre o motor alimentado com biocombustíveis e os outros”, garantiu o piloto da JAL, Keiji Kobayashi.Segundo Yasunori Abe, responsável pelo departamento ambiental da JAL, o teste pretendeu testar o funcionamento do motor em condições de voo normais e anormais, incluindo acelerações rápidas, abrandamentos e desactivação e activação dos motores.“Não fizemos nenhuma alteração material ao aparelho, da frota da JAL, nem ao motor”, salienta a companhia. Os dados recolhidos desta experiência serão agora analisados em detalhe pelos engenheiros da Pratt & Whitney e da Boeing, "o que vai demorar várias semanas”, precisou a companhia. Os combustíveis alternativos concebidos especificamente para o sector aéreo devem ter as mesmas propriedades indispensáveis (como a estabilidade e o comportamento face às variações de temperatura) que o querosene.“Queremos muito contribuir para fazer avançar a investigação sobre a utilização de combustíveis alternativos e hoje foi um dia importante nesse sentido”, comentou o director-geral da companhia aérea, Haruka Nishimatsu. “Esperamos que os aviões parcialmente alimentados a biocombustíveis comecem a voar dentro de três a cinco anos”, declarou a directora-geral da filial da Boeing no Japão, Nicole Piasecki.Actualmente, o transporte aéreo civil é responsável por dois por cento das emissões mundiais de dióxido de carbono, segundo dados da Associação Internacional do sector (IATA)."A experiência aproxima-nos cada vez mais de uma alternativa 'verde' ao combustível tradicional, baseado no petróleo. Quando forem produzidos biocombustíveis em quantidades suficientes para os tornar comercialmente viáveis, esperamos ser uma das primeiras companhias aéreas do mundo a utilizá-los", comprometeu-se Haruka Nishimatsu.O concorrente europeu da Boeing, a Airbus, também se lançou em experiências semelhantes. O objectivo é duplo: combater as alterações climáticas e permitir às companhias reduzirem a sua dependência dos hidrocarbonetos, cujos preços são muito variáveis e cujas reservas são limitadas.

Plante uma árvore


A Associação Desnível organiza a 14 de Fevereiro, em parceria com a Cascais Natura, a iniciativa Plante uma árvore, na serra de Sintra, no Zambujeiro (Cascais), junto à Fundação S. Francisco de Assis.O encontro será às 09h00 e a actividade durará até às 14h00.Esta iniciativa "está inserida no programa Oxigénio 2, onde estão previstas várias acções de plantação de árvores, protecção e recuperação dos solos, erradicação de espécies invasoras (como por exemplo a acácia e o chorão), limpeza e requalificação de ribeiras, limpeza de matos, entre outras actividades", explicam os organizadores.Contactos:Telef/Fax: 21.484.70.84Telem: 96.130.49.29Email: mail@desnivel.pt

Biólogos descobriram dez novas espécies de anfíbios na Colômbia


02.02.2009 - 18h47 Reuters, PÚBLICO

Uma equipa de biólogos da Conservation International descobriu nove espécies de sapos e uma de salamandra nas montanhas da Colômbia. A notícia foi divulgada hoje, Dia Mundial das Zonas Húmidas.As novas espécies, incluindo três sapos venenosos, foram descobertas na zona montanhosa de Tacarcuna, perto da fronteira da Colômbia com o Panamá. Esta região servia de passagem entre espécies de plantas e de animais entre a América do Norte e a América do Sul.“Sem dúvida alguma podemos dizer que esta zona é uma verdadeira Arca de Noé”, comentou José Vicente Rodriguez-Mahecha, director científico da Conservation International na Colômbia, citado pela agência Reuters.Actualmente, Tacarcuna é uma zona que sofre com o abate florestal, exploração de gado, caça, exploração mineira e fragmentação dos habitats. Estima-se que 30 por cento da sua vegetação natural já desapareceu.“O elevado número de novas espécies de anfíbios é um sinal de esperança, mesmo com a grave ameaça de extinção que enfrentam estes animais em muitas outras regiões do mundo”, acrescentou.Robin Moore, especialista em anfíbios na Conservation International, sublinhou que actualmente um terço de todas as espécies de anfíbios do planeta está ameaçada de extinção. “Os anfíbios são muito sensíveis às mudanças no ambiente (…). São uma espécie de barómetro e são os primeiros a responder a essas mudanças, como por exemplo as alterações climáticas”, explicou. Os anfíbios ajudam a controlar a progressão de doenças como a malária e o dengue porque se alimentam dos insectos que transmitem essas doenças às pessoas. A equipa quer trabalhar com as populações locais de Tacarcuna para que “encontrem formas mais sustentáveis para proteger os seus recursos naturais, também para seu benefício”, considerou Moore. Hoje comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas, habitat de muitas espécies de anfíbios, para relembrar a assinatura da Convenção de Ramsar, a 2 de Fevereiro de 1971.