A actividade industrial introduz na atmosfera da Terra gases com efeito de estufa, nomeadamente dióxido de carbono, que causam um aumento das temperaturas. Mas o planeta parece ter sistemas para reabsorver parte importante desta causa do aquecimento global.Um destes mecanismos de protecção é muito maior do que se pensava: enormes oásis marinhos florescem em torno dos icebergues que se separam das camadas polares. Quanto mais gelo houver a flutuar no mar, em maior número serão estes jardins e o respectivo impacto. Oceanógrafos americanos descobriram que a formação de icebergues na Antárctida, que o aquecimento global está a facilitar, aumenta por seu turno a actividade bio- lógica nos mares frios do sul. Isto pode ter implicações num outro fenómeno menos conhecido: a captura oceânica de dióxido de carbono, um dos principais gases com efeito de estufa.Um estudo dirigido por Kenneth Smith, da Universidade de Monterey, nos EUA, e publicado na Science Express chegou à conclusão de que a formação de icebergues potencia a cadeia alimentar marinha. Separadas da camada de gelo, as gigantescas montanhas flutuantes vão derretendo devagar. E, no ambiente de água doce que se forma à sua volta, floresce a vida, sobretudo organismos de fitoplâncton, normalmente constituído por seres microscópicos.Esta base da cadeia alimentar tem clorofila e é, provavelmente, responsável pela produção de 98% do oxigénio do planeta, além de um importante factor de absorção de dióxido de carbono. Com esta base, o oceano enriquece-se com kril, o principal alimento de peixes. Nestes surpreendentes jardins marinhos proliferam ainda aves e mamíferos.O ciclo da vida tem impacto na captura de dióxido de carbono, embora os cientistas não consigam calcular a dimensão do fenómeno. Os organismos morrem e afundam no oceano, em cujo leito o carbono se vai acumulando.O estudo foi conduzido pela equipa americana no mar de Weddell, na Antárctida, com ajuda de imagens de satélite e equipamento sofisticado, incluindo um robot submarino. Na zona estudada havia mais de mil icebergues, mas os cientistas concentraram a sua atenção em dois deles, o primeiro com 2 quilómetros por meio quilómetro e o segundo muito maior, com 21 por 5. A estimativa dos oceanógrafos aponta para um aumento de produtividade de 40% em todo o mar de Weddell, devido à presença de tantos icebergues. No próximo ano, a equipa tenciona prosseguir estas medições.
domingo, junho 24, 2007
Jardins marinhos crescem em torno dos icebergues
A actividade industrial introduz na atmosfera da Terra gases com efeito de estufa, nomeadamente dióxido de carbono, que causam um aumento das temperaturas. Mas o planeta parece ter sistemas para reabsorver parte importante desta causa do aquecimento global.Um destes mecanismos de protecção é muito maior do que se pensava: enormes oásis marinhos florescem em torno dos icebergues que se separam das camadas polares. Quanto mais gelo houver a flutuar no mar, em maior número serão estes jardins e o respectivo impacto. Oceanógrafos americanos descobriram que a formação de icebergues na Antárctida, que o aquecimento global está a facilitar, aumenta por seu turno a actividade bio- lógica nos mares frios do sul. Isto pode ter implicações num outro fenómeno menos conhecido: a captura oceânica de dióxido de carbono, um dos principais gases com efeito de estufa.Um estudo dirigido por Kenneth Smith, da Universidade de Monterey, nos EUA, e publicado na Science Express chegou à conclusão de que a formação de icebergues potencia a cadeia alimentar marinha. Separadas da camada de gelo, as gigantescas montanhas flutuantes vão derretendo devagar. E, no ambiente de água doce que se forma à sua volta, floresce a vida, sobretudo organismos de fitoplâncton, normalmente constituído por seres microscópicos.Esta base da cadeia alimentar tem clorofila e é, provavelmente, responsável pela produção de 98% do oxigénio do planeta, além de um importante factor de absorção de dióxido de carbono. Com esta base, o oceano enriquece-se com kril, o principal alimento de peixes. Nestes surpreendentes jardins marinhos proliferam ainda aves e mamíferos.O ciclo da vida tem impacto na captura de dióxido de carbono, embora os cientistas não consigam calcular a dimensão do fenómeno. Os organismos morrem e afundam no oceano, em cujo leito o carbono se vai acumulando.O estudo foi conduzido pela equipa americana no mar de Weddell, na Antárctida, com ajuda de imagens de satélite e equipamento sofisticado, incluindo um robot submarino. Na zona estudada havia mais de mil icebergues, mas os cientistas concentraram a sua atenção em dois deles, o primeiro com 2 quilómetros por meio quilómetro e o segundo muito maior, com 21 por 5. A estimativa dos oceanógrafos aponta para um aumento de produtividade de 40% em todo o mar de Weddell, devido à presença de tantos icebergues. No próximo ano, a equipa tenciona prosseguir estas medições.
ANO POLAR INTERNACIONAL
Para teres mais informações sobre este dossier consulta
http://dossiers.publico.pt/dossier.asp?idCanal=2112
Cientistas descobrem que icebergues são "hotspots" ecológicos
22.06.2007
Uma equipa de cientistas norte-americanos que procurava conhecer o impacto dos icebergues que flutuam no mar de Weddell no ambiente marinho descobriu que estes blocos de gelo são "hotspots" ecológicos, que permitem às águas que os circundam absorver um volume maior de dióxido de carbono.
Segundo o resultado da investigação, que decorreu em Dezembro de 2005 e que foi publicado na revista online "Science Express", os minerais libertados no degelo desencadeiam explosões de fitoplancton — plantas microscópicas que absorvem dióxido de carbono (CO2).Devido ao sobreaquecimento do planeta, o número de icebergues nas águas em redor da Antártida tem aumento nas últimas décadas."Obtivemos uma imagem de satélite que abrangeu cerca de onze mil quilómetros quadrados" e que contou mil icebergues naquela área, explicou à BBC Ken Smith, oceanógrafo do Monterey Bay Aquarium Research Institute, na Califórnia.A equipa focou as investigações em dois icebergues — um com dois quilómetros por meio quilómetro e outro com 21 quilómetros por cinco quilómetros.Os cientistas recolheram amostras da água perto dos blocos de gelo, num raio de nove quilómetros, e encontraram um "enriquecimento substancial" de minerais, fitoplancton, krill e aves marinhas até aos 3,7 quilómetros de distância, em relação às áreas sem icebergues.Smith disse que esta investigação será aprofundada no próximo ano. "Vamos voltar lá e ver até que ponto os icebergues mais pequenos são importantes e se também eles estão associados a um enriquecimento das águas que os envolvem".
quarta-feira, junho 20, 2007
Clima: Greenpeace prevê 200 milhões de refugiados até 2040
As condições de vida de centenas de milhões de pessoas, em particular nos países mais pobres do mundo, deverão deteriorar-se de tal forma que estas terão de abandonar os seus países para conseguirem sobreviver, segundo o estudo de Cord Jakobeit.
Actualmente existem já mais de 20 milhões de pessoas deslocadas devido às consequências do aquecimento climático, sobretudo no Sahel africano, no Bangladesh e nas ilhas do Pacifico Sul, segundo este estudo.
O perito em clima do Greenpeace Andree Böhling, insurgiu-se afirmando que «enquanto os países mais pobres do mundo, que não pode têm nada a haver com o aquecimento climático, são os primeiros a serem atingidos, os Estados industriais negam as suas responsabilidades e protegem-se dos exilados através de leis».
Diário Digital / Lusa
19-06-2007 22:23:00
Enupor não desiste de central nuclear em Portugal
O consultor do projecto da Enupor, um consórcio de investidores lançado por Patrick Monteiro de Barros, afirmou que a empresa vai «esperar o tempo que for necessário» para retomar o projecto.
«É algo que não se pode forçar», defendeu.
Sampaio Nunes afirmou ainda que a Enupor «está atenta a possibilidade de promover o uso de nuclear civil em outros países».
«Os contactos com outros países são muito promissores porque até ao momento os investidores estavam muito relutantes em investir na energia nuclear, mas agora já não», afirmou.
«Não tenho dúvidas que [o nuclear] vai ser necessário», sublinhou.
Sampaio Nunes defendeu ainda que para o nuclear avançar em Portugal, terá de existir uma «autoridade de segurança forte e independente» responsável pelo licenciamento de todo o processo.
A Agência para a Segurança Nuclear já foi constituída e é presidida por José Carvalho Soares, mas carece de meios, afirmou Sampaio Nunes.
Patrick Monteiro de Barros apresentou em Junho de 2005 um projecto para a construção de uma central de energia nuclear no país, com um investimento de 3,5 mil milhões de euros.
O projecto previa uma central nuclear com uma potência instalada de 1.600 megawatts (MW), com tecnologia de última geração.
Com esta iniciativa, Monteiro de Barros relançou o debate da energia nuclear em Portugal, não obstante o primeiro-ministro já ter afirmado que o tema não faz parte da agenda do Governo.
Diário Digital / Lusa
20-06-2007 17:51:00
terça-feira, junho 19, 2007
Energia: Produção de biocombustíveis criará oportunidades entre Brasil e Portugal
Curitiba, Brasil, 20 Jun (Lusa) - A produção de biocombustíveis vai criar oportunidades de negócios entre empresas do Brasil e de Portugal, disse hoje o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-brasileira (CCIL), em Curitiba, região Sul do país.
António Espírito Santo Bustorff salientou que, nos próximos 20 anos, os países da América Latina serão responsáveis por cerca de 78 por cento da produção de biocomubustíveis exportáveis de todo o mundo.
"O Brasil terá a maior fatia nesse bolo, sendo uma potência mundial na área de produção de combustíveis limpos, nos próximos anos, o que vai gerar muitas oportunidades de negócios", afirmou Bustorff.
O presidente da CCIL sublinhou, na abertura do primeiro Encontro Luso-brasileiro de Negócios em Bicombustíveis, que decorre de hoje até sábado, na capital do Estado do Paraná, que o tema dos combustíveis limpos "é extremamente oportuno".
"É uma preocupação da humanidade o facto de que mais de 50 por cento das reservas mundiais de petróleo estão em regiões de conflitos incontroláveis, com motivações de difícil negociação", afirmou.
"Por isso, a utilização do petróleo está em causa em todo o mundo, dando início a um novo ciclo de desenvolvimento de produção de energia limpa", salientou Bustorff.
O presidente da CCIL sublinhou que os investimentos mundiais na produção de energia limpa vão aumentar de 55 mil milhões de dólares (41 mmil milhões de euros), no ano passado, para cerca de 226 mil milhões de dólares (168,5 mil milhões de euros), em 2016.
Só nos Estados Unidos da América, os investimentos de risco em tecnologias limpas passaram de 468 milhões de dólares (350 milhões de euros), em 1999, para 2,4 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros), no ano passado.
O secretário de Agricultura do Paraná, Valter Bianchini, salientou que o Estado é um dos principais produtores brasileiros de grãos, com uma safra de cerca de 30 milhões de toneladas por ano, com destaque para soja e milho.
Segundo o secretário, o Paraná terá uma "forte" participação na meta do Governo brasileiro de produzir cerca de dois mil milhões de litros de biodiesel até 2010, no âmbito da redução da dependência por petróleo.
No encontro, o embaixador de Portugal em Brasília, Francisco Seixas da Costa, sublinhou que o desenvolvimento de biocombustíveis será uma "área do futuro" e que a União Europeia planeia ter o Brasil como seu "parceiro estratégico" nesse sector.
O diplomata salientou que a Cimeira UE-Brasil, que decorerá em Lisboa, a 04 de Julho, transformará o Brasil no sétimo parceiro estratégico da União Europeia, ao lado dos Estados Unidos, Japão, Canadá, China, Índia e Rússia.
Após a Cimeira UE-Brasil, haverá uma conferência internacional de biocombustívies em Bruxelas, para a qual o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi convidado.
"O Brasil foi o primeiro país a desenvolver com êxito uma produção nacional de biocombustíveis. A UE vive hoje um momento de reflexão nesse domínio, e para nós é uma prioridade ter o Brasil como parceiro nesse processo", afirmou.
"A União Europeia é um dos maiores consumidores e emissores de gases que causam o efeito estufa, e a adopção do plano de acção comunitário para redução de 20 por cento das emissões até 2020 representará uma espécie de revolução industrial", afirmou.
O vice-governador do Paraná, Orlando Pessutti, negou que o aumento da produção de biocombustíveis representará a intensificação da desflorestação ou da redução de áreas utilizadas actualmente para a produção de alimentos.
"Poderemos utilizar áreas de pastagens hoje degradadas para produção de oleaginosas e continuar a ser o maior produtor mundial de carne bovina e suína, sem tirar áreas utilizadas o cultivo de comida", afirmou.
MAN.
Lusa/Fim
Empresa do grupo EDP vai investir 2630 milhões em parques eólicos até 2010
A subsidiária da EDP para as energias renováveis, a Neo Energia, vai investir 2630 milhões de euros entre 2007 e 2010 em parques eólicos, 72,4 por cento dos quais destinados a Espanha, anunciou hoje o administrador-delegado Dionísio Fernandez.
Do investimento total, 1710 milhões de euros serão investidos em Espanha, 200 milhões em Portugal e 630 milhões de euros em outros mercados. O responsável afirmou que Espanha tem um grande potencial de crescimento na energia eólica, mas que a Neo está "constantemente" à procura de oportunidades em toda a Europa, especialmente nos países que têm de cumprir o objectivo de ter 20 por cento de energia renovável.Dionisio Fernández disse, em conferência de imprensa, que a Neo Energía procura oportunidades em mercados "atractivos, estáveis, rentáveis e com muito potencial de crescimento".Dentro de três anos, a Neo Energia prevê alcançar uma capacidade instalada de 4200 megawatts (MW) na Europa, 2200 MW dos quais em finais deste ano.Tem ainda planos para colocar em funcionamento pequenos projectos de instalação de painéis de energia solar em Espanha e avançar na investigação da energia das ondas em Portugal.A Neo Energia está actualmente presente em Espanha, Portugal, França e Bélgica, gerindo actualmente um total de 1722 MW de energia eólica e 11 MW de outras fontes.
China já é o país com mais emissões de dióxido de carbono
A China ultrapassou os Estados Unidos como o maior emissor de dióxido de carbono em todo o mundo, segundo os dados fornecidos hoje por um organismo de investigação governamental holandês.
No ano passado, as emissões de dióxido de carbono na China foram oito por cento superiores às norte-americanas, segundo a Agência de Monitorização Ambiental Holandesa (MNP).Em 2005, os Estados Unidos tinham emitido mais dois por cento do que a China, segundo a mesma agência.Ao longo do ano passado, as emissões chinesas cresceream nove por cento, contra um aumento de 1,4 por cento nas emissões norte-americanas.As indústrias consumidoras de energias fósseis (gás, petróleo e carvão) são as principais responsáveis pelas emissões de CO2, que contribuem para o sobre-aquecimento global.







