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quinta-feira, setembro 27, 2007

Cientistas propõem “misturar” oceanos para reduzir sobre-aquecimento global



James Lovelock, pai da teoria de Gaia, e Chris Rapley, director do Museu de Ciência de Londres, propuseram numa carta publicada esta semana na revista “Nature” misturar águas profundas com águas de superfície nos oceanos para reduzir o sobre-aquecimento do planeta. Este, dizem, pode ser um “tratamento de emergência”.
Enormes condutas verticais poderiam, dizem, ser usadas para misturar as águas profundas, ricas em nutrientes, com as águas superficiais. Isto ajudaria à multiplicação de algas à superfície que, através da fotossíntese, podem absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, um dos gases com efeito de estufa responsáveis pelo sobre-aquecimento do planeta.Segundo a revista “Nature”, estas algas poderiam produzir químicos que favorecem a formação de nuvens, ajudando a arrefecer o planeta.Esta proposta não passa de uma sugestão e não tem validação científica, sublinham. Mas acontece que “o que está em risco é tanto” que sugerem utilizar a própria energia da Terra para ajudar a “curar” o planeta. James Lovelock é o autor da teoria de Gaia, segundo a qual a Terra é um sistema único capaz de recuperar das perturbações que lhe são infligidas. “Acreditamos que não vamos conseguir salvar o planeta com as abordagens tradicionais, como o Protocolo de Quioto e as energias renováveis”, comentou James Lovelock à BBC News. Os dois cientistas duvidam que os planos actuais para reduzir as emissões consigam ter efeitos a tempo.Mas não é nova a ideia de fertilizar o oceano para aumentar a sua produtividade biológica e reduzir o CO2 na atmosfera. Além disso, é apenas mais uma das controversas técnicas propostas para arrefecer o clima, como a colocação de espelhos reflectores da luz solar no espaço.Esta semana, cientistas e políticos estão a debater aspectos científicos e legais implicados na fertilização dos oceanos numa conferência em Massachusetts, no Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI).Uma empresa norte-americana, a Atmocean, já começou a testar uma tecnologia semelhante às condutas verticais de Lovelock e Rapley. O director da Atmocean, Phil Kithil, estima que pôr em funcionamento 134 milhões de condutas poderá absorver um terço do CO2 emitido pelas actividades humanas no espaço de um ano.Rapley não acredita que esta seja a resposta certa para o problema do sobre-aquecimento do planeta mas permite ganhar tempo enquanto a sociedade desenvolve uma resposta mais completa.

terça-feira, setembro 25, 2007

Energia: EDP inaugura primeiro parque eólico nos EUA, investimento de 129ME

25 de Setembro de 2007, 20:03
Lisboa, 25 Set (Lusa) - A EDP inaugurou segunda-feira o parque eólico de Pairie Star, nos Estados Unidos, o primeiro desde que a adquiriu a empresa Horizon Wind Energy, num investimento de 129 milhões de euros, anunciou hoje a Energias de Portugal.
Em comunicado, a energética refere que, "através da sua empresa de energia eólica para o mercado norte-americano, Horizon Wind Energy, inaugurou ontem [segunda-feira] o parque eólico de Prairie Star, no Estado do Minnesota, com uma potência instalada de 100,65 MW e que representou um investimento de 182 milhões de dólares (129 milhões de euros)".
Este empreendimento, "o primeiro a ser inaugurado desde que o grupo EDP adquiriu a Horizon em Julho deste ano, "abrange os municípios de Clayton, Bennington, Marshall e Grand Meadow e, quando estiver totalmente operacional, em Dezembro de 2007, irá gerar 362.000 MW/h de energia limpa, o suficiente para abastecer cerca de 36 mil casas da região e evitando a emissão anual de 290 mil toneladas de C02", refere a EDP.
A nota acrescenta que a electricidade produzida será adquirida pela Great River Energy of Elk River, segundo maior fornecedor de electricidade no estado do Minnesota.
Quando o parque de Pairie Star estiver totalmente operacional, acrescenta a EDP, a Horizon Wind Energy "passará a deter um total de 821 MW de capacidade líquida instalada em todo o mercado dos EUA, bem como mais de 500 MW em construção".
A Horizon Wind Energy é detida em 100 por cento pela energética portuguesa.
As acções da EDP encerraram hoje na Euronext Lisboa a cair 0,75 por cento, para 3,99 euros.
MRE.
Lusa/Fim

Sintra: Câmara investe 150 mil euros em estudo sobre consequências das alterações climáticas

25 de Setembro de 2007, 20:37

Sintra, 25 Set (Lusa) - A Câmara Municipal de Sintra e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa assinaram hoje um protocolo para um estudo sobre as consequências das alterações climáticas naquele Concelho.
O estudo custará à autarquia 150 mil euros, segundo o vereador do Ambiente, Marcos Almeida, "um esforço que vale a pena".
"Este estudo tem duas vertentes: por um lado fazer um diagnóstico das alterações climáticas nos próximos setenta anos e, por outro, saber quais as suas implicações no território de Sintra, assim como nas actividades económicas nos recursos hídricos, na floresta e nas populações locais", disse o vereador.
Para Marco Almeida, o estudo é "essencial para a indicação de um conjunto de medidas que o Município deve tomar para poder minimizar essas implicações no território".
Já o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, partilha da opinião de que o estudo é "significativo para saber qual o impacto ambiental [no Concelho], em especial na zona costeira".
"Dada a localização deste Concelho, decidimos avançar com este estudo", justificou Fernando Seara, referindo-se à zona costeira, enquadrada pela serra.
A maior probabilidade de incêndios e riscos para a saúde humana são algumas das possíveis consequências das alterações climáticas em Sintra, segundo Ricardo Aguiar, um dos coordenadores do estudo.
O especialista enumerou outros impactos possíveis, nomeadamente na agricultura e saúde humana, como a malária, a febre de dengue ou alergias.
"Está em curso uma alteração climática que já está a ter os seus efeitos", disse o professor Filipe Duarte Santos, também coordenador do projecto, salientanto no entanto que "nem todos os efeitos são negativos".
Ricardo Aguiar referiu que "a questão das alterações climáticas tem duas vertentes, a redução das emissões de gás com efeito de estufa e a adaptação", que consiste em minimizar os impactes adversos.
No próximo ano, a autarquia divulgará os resultados do estudo que, segundo o vereador Marco Almeira, "acabará por beneficiar todos os concelhos que fazem fronteira com Sintra (Cascais, Oeiras, Odivelas e Mafra), uma vez que o território está limitado por fronteiras mas não deixa de ser contínuo"
JYR.
Lusa/Fim

Alterações climáticas: Pequim «faz mais do que admite»

O Governo chinês faz mais no combate às alterações climáticas do que admite na sua retórica, disseram hoje ambientalistas chineses, um dia depois de Pequim ter recusado novamente metas obrigatórias para reduzir emissões de dióxido de carbono.
Um dia depois de, na conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês ter remetido para os países desenvolvidos «a liderança na redução de emissões» e se ter oposto a limites obrigatórios de redução, ambientalistas em Pequim disseram à Agência Lusa que a China deve ser julgada mais pelas acções do que pela retórica.
«Na arena internacional, os comentários chineses são muito duros e obstinados quanto aos direitos de manutenção do desenvolvimento económico, algo com que a maioria da sociedade civil concorda», considera Ailun Yang, especialista em clima e energia da Greenpeace na China.
No entanto, acrescenta, «as boas notícias são que a China está a fazer muito e a comunidade internacional deve olhar mais para as medidas internas do que para a retórica».
A posição chinesa, semelhante à da maioria dos países em vias de desenvolvimento é que a imposição de metas de redução obrigatórias de emissão de gases de efeito estufa (GEE), causadores do aquecimento global, cria um obstáculo ao crescimento económico e à redução da pobreza e são injustas, uma vez que os países industrializados são responsáveis por 70% das emissões.
O que os ambientalistas concordam é que, para além da posição de princípio, a liderança chinesa já se apercebeu das consequências económicas negativas do aquecimento global e estão a dar passos para as solucionar.
«Mais do que aceitar metas obrigatórias de emissões, a China deveria fazer mais para aplicar no terreno as políticas que já existem e que são positivas» disse à Lusa Rebecca Gunning, directora do escritório de Pequim da consultora britânica de energias renováveis IT Power, com presença na China há 26 anos.
«A China já se apercebeu que ser verde não é só um caso de ser bem-vista e tem tudo a ver com a estabilidade social. O governo central está por isso seriamente empenhado no combate às alterações climáticas, aprovando inclusive um plano de combate que tem como objectivo melhorar a eficiência energética em 20%até 2010 e aumentar para 16% o peso das energias renováveis», considera Ailun Yang.
«São metas muito ambiciosas, muito mais que as de muitos países desenvolvidos, como a Austrália e os Estados Unidos», acrescenta.
No que as ambientalistas concordam é na dificuldade de aplicação das políticas públicas e das boas intenções de Pequim, com Rebecca Gunning a afirmar que «existe uma patente falta de recursos e de pessoas para o fazer», além de falta de capacidade política.
A dependência chinesa do carvão tem consequências sociais ao nível da poluição local - doenças respiratórias, contaminação das águas, chuvas químicas - que põem a população em fúria, algo que o governo central quer evitar, mas no qual tem dificuldades em envolver as autoridades regionais e locais.
«Qualquer que seja a posição internacional da China, a implementação cá dentro é que é fundamental», realçou Gunning, com Ailun Yang, por seu lado, a admitir que a Greenpeace «não está contente com as dificuldades de aplicação do plano de redução de emissões», que está aquém do proposto por Pequim.
«Ao nível local os responsáveis ainda pensam como antigamente e acham que, primeiro podem poluir para desenvolver a economia e depois limpar o que sujaram», lamentou Yang.
De qualquer das formas, a China ultrapassou já os Estados Unidos da América como maior emissor mundial de GEE, ultrapassando as seis mil milhões de toneladas, o que torna qualquer acção de Pequim vital para combater as alterações climáticas.
«Se a China não fizer nada, as consequências serão enormes, impensáveis», alertou Ailun Yang.
Diário Digital / Lusa
25-09-2007 16:12:00

Clima: ONU apela a líderes que assumam responsabilidades

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, deverá pedir hoje aos líderes mundiais que assumam as suas responsabilidades no aquecimento global, para sair do impasse que ameaça a próxima conferência mundial sobre alterações climáticas em Bali.
Ban Ki-Moon preside hoje a uma reunião sem precedentes sobre as alterações climáticas na sede da organição das Nações Unidas, que conta com a participação de cerca de 150 países, 80 dos quais representados ao mais alto nível.
O primeiro-ministro português, José Sócrates, vai discursar enquanto presidente da União Europeia num dos painéis temáticos da reunião (mitigação e medidas para reduzir a poluição ambiental), devendo propor um conjunto de acções a adoptar pelos países no final do Protocolo de Quioto, em 2012.
O encontro, que acontece na véspera da 62ª sessão da Assembleia Geral da ONU, intitula-se «O futuro nas nossas mãos: respondendo aos desafios das alterações climáticas».
O governador da Califórnia e antiga estrela de cinema, Arnold Schwarzenegger, que lidera a luta contra o aquecimento global entre os 50 estados norte-americanos, também vai discursar, ao contrário do presidente George W. Bush, que não participa nas reuniões.
Espera-se igualmente a participação de outras personalidades mundiais, como a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o ex-vice-presidente norte-americano e defensor da luta contra o aquecimento global Al Gore.
Os países europeus, que lideram os Estados industrializados a nível dos compromissos assumidos para reduzir as emissões poluentes, deverão apelar a um acordo global com o objectivo de se atingirem progressos reais na conferência de Bali (3 a 14 de Dezembro).
Nesta conferência deverá ser lançado um calendário de negociações que conduzam, no final de 2009, a um acordo para acelerar e acentuar a redução das emissões de gases com efeito de estufa.
Depois da sua ratificação, que deve demorar dois anos, o acordo sucederá à primeira fase de cumprimento do Protocolo de Quioto que termina em 2012.
O tratado tem sido discutido desde 2001, quando os Estados Unidos da América, os maiores poluidores do mundo, anunciaram que não iriam ratificá-lo.
O presidente George W. Bush tem sido um opositor dos constrangimentos impostos pelas metas de Quioto e advoga a adopção de medidas voluntárias, apoiadas pela transferência de tecnologias.
Os ambientalistas consideram, no entanto, que esta posição é uma estratégia para atrasar o processo de Quioto e dividir os seus apoiantes, lançando a ideia de uma solução alternativa menos limitativa.
O encontro de Nova Iorque desenrola-se em quatro sessões paralelas: adaptação ao aquecimento global, atenuação das emissões de gases com efeitos de estufa, tecnologia e financiamento.
Ban Ki-Moon vai apresentar as conclusões no final do dia, que termina com um jantar com os representantes dos países mais poluentes, incluindo George W. Bush.
Quinta e sexta-feira, a secretária de Estado norte-americana Condoleeza Rice recebe, em Washington, os 16 países mais poluidores do mundo, bem como representantes da União Europeia e da ONU.
No seu conjunto, estas economias representam cerca de 90 por cento das emissões mundiais.
Diário Digital / Lusa
24-09-2007 14:11:00

Alterações Climáticas:Lula quer nova conferência no Rio/2020

O presidente brasileiro defendeu hoje na abertura da 62ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, a realização em 2012 de uma nova conferência sobre meio ambiente e desenvolvimento, 20 anos depois da Rio-92.
«Precisamos avaliar o caminho percorrido e estabelecer novas linhas de actuação. Se o modelo de desenvolvimento global não for repensado, crescem os riscos de uma catástrofe mundial e humana sem precedentes», salientou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula da Silva afirmou ser «imprescindível» que os países industrializados cumpram os compromissos estabelecidos pelo Protocolo de Quioto, em vigor desde 2005, ratificado por 175 países, para redução de emissões de gases até 2012.
«Necessitamos de metas mais ambiciosas a partir de 2012 e devemos agir com rigor para que se universalize a adesão ao protocolo«, sublinhou o presidente do Brasil, que tradicionalmente faz o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU.
Lula da Silva anunciou ainda o lançamento do Plano Nacional [brasileiro] de Enfrentamento às Mudanças Climáticas, cujo ponto central será a ampliação do controlo da desflorestação da Amazónia.
«O Brasil não abdica, em nenhuma hipótese, de sua soberania nem de suas responsabilidades na Amazónia. Os êxitos recentes são fruto da presença cada vez mais e mais efectiva do Estado brasileiro na região», disse Lula da Silva.
Segundo o presidente brasileiro, entre Agosto de 2005 e Julho de 2006, o ritmo de desflorestação da Amazónia diminuiu 25%.
A área total desflorestada diminiu de 27 mil quilómetros quadrados, em 2004, para 14 mil quilómetros, em 2006, o que evitou a emissão de 410 millhões de toneladas de dióxido de carbono (CO²), preveniu a destruição de 600 milhões de árvores e a morte de mais de 20.000 aves e 750.000 primatas.
No seu discurso, Lula da Silva defendeu igualmente o consumo de bicombustíveis, como forma de reduzir a emissão de gases e contribuir para a redução das mudanças climáticas.
«Não haverá solução para os terríveis efeitos das mudanças climáticas se a humanidade não for capaz também de mudar seus padrões de produção e consumo. O mundo precisa, urgentemente, de uma nova matriz energética. Os biocombustíveis são vitais para construí-la«, disse.
O presidente sublinhou que, no Brasil, a utilização crescente de etanol evitou, nos últimos 30 anos, a emissão de 644 milhões de toneladas de CO² para a atmosfera.
Lula da Silva salientou que os biocombustíveis »podem abrir excelentes oportunidades para mais de uma centena de países pobres e em desenvolvimento na América Latina, na Ásia e África«.
«Podem propiciar autonomia energética, sem necessidade de grandes investimentos. Podem gerar emprego e renda e favorecer a agricultura familiar. E podem equilibrar a balança comercial, diminuindo as importações e gerando excedentes exportáveis», defendeu.
O presidente negou que a produção de biocombustíveis coloque em risco a segurança alimentar, nomeadamente porque a cana de açúcar ocupa apenas um por cento das terras cultiváveis do Brasil.
«O problema da fome no planeta não decorre da falta de alimentos, mas da falta de renda que golpeia quase mil milhões de homens, mulheres e crianças. É plenamente possível combinar biocombustíveis, preservação ambiental e produção de alimentos», afirmou.
Lula da Silva anunciou que o Brasil vai organizar uma conferência internacional sobre biocombustíveis, em 2008, para iniciar »uma ampla cooperação mundial no setor« e convidou os chefes de Estado a participar no encontro.
Sobre os resultados de seu Governo, o presidente disse que conseguiu combinar crescimento da economia com redução da desigualdade social.
«A sustentabilidade do desenvolvimento não é apenas uma questão ambiental, é também um desafio social. Estamos construindo um Brasil cada vez menos desigual e mais dinâmico. Nosso país voltou a crescer, gerando empregos e distribuindo renda. As oportunidades agora são para todos», afirmou.
Lula da Silva salientou que o programa Fome Zero beneficia 45 milhões de pessoas e que o Brasil, com dez anos de antecedência, superou a primeira das Metas do Milênio, reduzindo em mais da metade a pobreza extrema.
«O combate à fome e à pobreza deve ser preocupação de todos os povos. É inviável uma sociedade global marcada pela crescente disparidade de renda. Não haverá paz duradoura sem a progressiva redução das desigualdades«, disse.
O presidente voltou a defender um novo padrão de relação comercial entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, ao salientar que a «superação definitiva da pobreza exige mais do que solidariedade internacional».
«Ela passa, necessariamente, por novas relações econômicas que não penalizem os países pobres. A Ronda de Doha deve promover um verdadeiro pacto pelo desenvolvimento, aprovando regras justas e equilibradas para o comércio internacional», afirmou.
«São inaceitáveis os exorbitantes subsídios agrícolas, que enriquecem os ricos e empobrecem os mais pobres. É inadmissível um proteccionismo que perpetua a dependência e o subdesenvolvimento», criticou.
Lula da Silva sublinhou que o «Brasil não poupará esforços para o êxito das negociações, que devem beneficiar sobretudo os países mais pobres».
O presidente voltou a defender igualmente a reforma da ONU, nomeadamente do Conselho de Segurança, no qual o Brasil reivindica uma cadeira permanente.
«Todos concordamos ser necessária uma maior participação dos países em desenvolvimento nos grandes foros de decisão internacional, em particular o Conselho de Segurança das Nações Unidas. É hora de passar das intenções à acção», afirmou.
Diário Digital / Lusa
25-09-2007 18:56:00

The World’s Worst Polluted Places” (Setembro de 2007)

http://www.blacksmithinstitute.org/wwpp2007/finalReport2007.pdf

Discurso de Ban Ki-moon na conferência da ONU sobre clima (24 de Setembro)

http://www.un.org/webcast/climatechange/highlevel/2007/pdfs/sg.pdf

“Precisamos desenvolver e introduzir no mercado novas tecnologias energéticas que transcendam o actual sistema dos combustíveis fósseis, emissões de carbono e actividade económica. No fundo, o mundo precisa de uma revolução tecnológica”.

Condoleezza Rice, secretária de Estado norte-americana, 24-09-2007

Al Gore propõe cimeiras trimestrais sobre alterações climáticas


24.09.2007

Reuters



Os líderes mundiais deveriam reunir-se trimestralmente, a partir de 2008, até que seja definido um plano para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), propôs hoje o antigo vice-Presidente dos Estados Unidos, Al Gore.
Al Gore, que fez das alterações climáticas a sua imagem de marca desde que saiu da Casa Branca, disse na conferência da ONU que os Presidentes e primeiros-ministros deveriam ir a Bali este ano para negociar um futuro protocolo para o clima. Normalmente, são os ministros do Ambiente ou negociadores que participam nessas reuniões mas Al Gore diz que os líderes mundiais devem passar a ir.“Gostaria de propor... que os chefes de Estado de todo o mundo convoquem uma sessão de emergência para o início do próximo ano a fim de rever os resultados de Bali”, acrescentou.Estes líderes devem “continuar a reunir todos os três meses até que se chegue a um tratado”, documento que o G8 pediu até 2009. No entanto, o processo não será pacífico.Os Estados Unidos, que se recusaram ratificar o Protocolo de Quioto (1997), têm resistido a metas de redução obrigatórias, enquanto a Europa insiste em limites vinculativos.

Informações úteis

http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/multimedia/flash_terramotos.htm

Combate às alterações climáticas


Exige acordo entre países desenvolvidos, diz Sócrates
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que a credibilidade de qualquer futuro acordo sobre combate às alterações climáticas exige um empenhamento e um entendimento global quanto a metas precisas por parte dos países mais desenvolvidos
"Os países mais desenvolvidos têm que acordar metas em torno da redução de emissões" poluentes para a atmosfera, declarou o presidente em exercício da União Europeia (UE), no discurso que proferiu esta segunda-feira na Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. A existência de um compromisso detalhado entre os países mais desenvolvidos do mundo "é o ponto mais importante de ordem política", disse. "A credibilidade de qualquer futuro plano (de combate às alterações climáticas) passa por aqui". Sócrates expôs em pormenor os objectivos da UE para o combate às alterações climáticas, sustentando que as consequências negativas da poluição ambiental "exigem agora um grau de cooperação internacional sem precedentes". "A cooperação internacional deverá ser baseada num princípio comum, mas com graus de responsabilidade diferentes" em termos de metas de cumprimento por parte de cada país. Neste contexto, Sócrates referiu que a UE está "preparada para reduzir as emissões de dióxido carbono (CO2) em 30 por cento até 2020", mas isto "no contexto de um acordo internacional em que outros países desenvolvidos façam um esforço comparável e mais profundo em termos económicos". Sócrates defendeu também que as metas de redução de emissões de gases poluentes deverão tomar em linha de conta as emissões provocadas por fenómenos como "a desflorestação, a aviação internacional e o transporte marítimo". "A UE acredita que o objectivo de redução de emissão de gases poluentes pode ser concretizada com uma boa gestão de custos, particularmente através da elevação do mercado global de carbono e do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CDM)", disse. Em termos políticos, o chefe do Governo português sublinhou que o processo para um futuro acordo em torno do combate às alterações climáticas "deverá passar pelas Nações Unidas". "No final deste ano, a próxima cimeira de Bali poderá constituir-se como um marco" no caminho negocial para um acordo sobre alterações climáticas, afirmou. Em relação aos perigos das consequências das alterações climáticas, Sócrates frisou que sobre esta matéria "os cientistas já falaram e os economistas já também falaram". "Chegou a hora de nós, políticos, começarmos a actuar", advertiu o presidente em exercício da UE. Secretário-geral da ONU também apela a acções imediatas " O tempo das dúvidas passou. O painel intergovernamental das Nações Unidas sobre as alterações climáticas afirmou inequivocamente que o nosso sistema climático está a aquecer e que isso se deve directamente às actividade humanas ", disse Ba Ki-Moon, na conferencia. " A reunião das Nações Unidas sobre alterações climáticas é o fórum adequado para negociar uma acção global ", declarou Ban Ki-Moon, num aviso indirecto ao que alguns analistas consideram como um esforço dos Estados Unidos da América para seguir um caminho negocial separado. O secretário-geral também abordou uma das principais reticências manifestadas pelos Estados Unidos à imposição de limites para as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), a de que seria demasiado penalizante para a economia norte-americana. "Não fazer nada agora será a acção mais cara de todas a longo prazo", sublinhou. Ban Ki-Moon organizou esta cimeira a fim de criar condições políticas para impulsionar as negociações que terão lugar no final do ano, em Bali, para acentuar a redução das emissões de dioxide de carbono e outros GEE. Os Estados Unidos estão representados no debate pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, mas outros dois norte-americanos - o governador do Estado da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e o ex-vice-presidente Al Gore - participam como convidados especiais. Arnold Schwarzenegger apela ao governo federal "A Califórnia está a pressionar os Estados Unidos para que se vá além do debate e das dúvidas rumo à acção", disse Schwarzenegger no plenário. A Califórnia - liderada por um governador republicano e com uma legislatura democrata - aprovou uma lei que obriga as indústrias locais a reduzirem as emissões de gases com efeitos de estufa em 25 por cento até 2020, ao mesmo tempo em que a Administração Bush continua a recusar um compromisso que obrigue os Estados Unidos a reduzir as emissões. "Estamos a mudar a dinâmica", acrescentou o ex-actor. Por outro lado, o presidente do Grupo Intergovernamental da ONU sobre alterações climáticas (IPCC), Rajendra Pachauri, afirmou que "a raça humana mudou substancialmente a atmosfera do planeta". "A mudança na temperatura agravará os incidentes atmosféricos extremos e reduzirá a disponibilidade de água, o que pode afectar mais de 700 mil pessoas na Ásia", disse Pachauri. As discussões de hoje decorrem em quatro grupos nos quais se analizam aspectos concretos como a "adaptação", "mitigação", "tecnologia" e "financiamento" do fenómeno das alterações climáticas. Estados Unidos fazem reunião à parte Na quinta e sexta-feira, o presidente norte-americano, George W. Bush, vai acolher um encontro dedicado às alterações climáticas, limitado aos 16 países mais poluidores do mundo. Muitos ambientalistas temem que este "caminho" norte-americano separado, que vai envolver a China e a Índia, possa fragilizar o processo negocial global das Nações Unidas. Mas outros manifestaram a esperança de que possa ajudar os dois grandes países em desenvolvimento e outras nações a juntarem-se a um novo regime de emissões negociado sob a égide da ONU.
Com Lusa

Alerta de Ban Ki-moon para alterações do clima



Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, confrontou ontem os representantes de 150 países com a responsabilidade de virem a ser julgados por aquilo que não fizerem perante o "desafio sem precedentes" do aquecimento global.A três meses da conferência que decidirá o futuro da Terra, no âmbito da redução das emissões de gases com efeitos de estufa, Ban Ki-moon lançou o seu alerta durante a maior reunião de chefes de Estado ou de Governo já realizada para debater este problema. O encontro decorreu em Nova Iorque, na véspera da abertura do debate geral da 62.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU."Já não há dúvidas. O grupo intergovernamental da ONU sobre as alterações climatéricas declarou, sem equívocos, que o nosso sistema climático está a aquecer por acção directa das actividades humanas", afirmou Ban Ki-moon, apelando a uma acção imediata.O dirigente da ONU falava perante representantes de 150 países - entre os quais se contavam 80 chefes de Estado ou de Governo -, a quem deu um "sinal político" para que as negociações formais do acordo substituto do Protocolo de Quioto (PQ) comecem durante a reunião da Convenção-Quadro da ONU sobre Alterações Climatéricas (UNFCCC, na sigla inglesa), agendada para Dezembro próximo, em Bali (Indonésia). O presidente norte-americano, George W. Bush - que é forte opositor dos limites máximos estabelecidos pelo PQ - esteve ausente da reunião de ontem, mas fez-se representar pela sua secretária de Estado, Condoleezza Rice.O PQ, que determina que os países industrializados reduzam as emissões de gases com efeitos de estufa em 5,2% em relação a 1990, expira em 2012. A continuidade do protocolo tem de ser negociada em 2007, se o Mundo quiser evitar os piores efeitos das alterações climatéricas. Países como a China, os Estados Unidos da América e a Rússia - três dos maiores poluidores - opõem resistências a um novo tratado, alegando prejuízos para as economias. Com a reunião de ontem, Ban Ki-moon quis inviabilizar impasses susceptíveis de ameaçar o êxito desejado para a reunião da UNFCCC. Segundo o grupo de trabalho da ONU sobre as alterações climatéricas, se o Mundo não agir para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a temperatura da Terra poderá aumentar 4,5 graus centígrados ou mais, com grande impacto nos ecossistemas e nas populações mais pobres e vulneráveis. Como consequências, prevêem-se a fusão dos glaciares e o risco do abastecimento de água, o que afectará muita gente nas regiões mais secas.Intervenções de SócratesA reunião de Nova Iorque foi articulada com quatro painéis temáticos sobre a adaptação ao aquecimento, redução dos efeitos da poluição ambiental, tecnologia e o financiamento das soluções para as alterações climatéricas.Segundo a agência Lusa, o primeiro-ministro português, José Sócrates, discursou, enquanto presidente da União Europeia (UE), no painel sobre redução dos efeitos da poluição, propondo um conjunto de acções a adoptar pelos países, em 2012. Sócrates referiu que a UE está "preparada para reduzir as emissões de dióxido carbono em 30% até 2020", mas "no âmbito de um acordo internacional em que outros países desenvolvidos façam um esforço comparável e mais profundo em termos económicos". Sócrates defendeu ainda que as metas de redução de emissões de gases poluentes deverão abarcar as resultantes de fenómenos como "a desflorestação, a aviação internacional e o transporte marítimo".O primeiro-ministro português participa e discursa, hoje, enquanto presidente do Conselho Europeu, na sessão de abertura da Assembleia-Geral da ONU.

ONU: Termina cimeira sobre o clima com discurso de Ban Ki-moon

Nações Unidas, Nova Iorque, 25 Set (Lusa) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, encerrou segunda-feira uma Conferência inédita sobre as Alterações Climáticas, afirmando ter ouvido " um apelo claro dos dirigentes do mundo para um progresso decisivo" durante uma cimeira crucial em Dezembro.
"Este acontecimento enviou um poderoso sinal político ao mundo e à conferência de Bali, segundo o qual existem ao mais alto nível a vontade e a determinação de romper com o passado e agir de forma decisiva", disse Ban numa declaração final.
A conferência de Bali (Indonésia), de 03 a 04 de Dezembro, visa traçar o roteiro das negociações que vão conduzir a um novo acordo global para lutar contra as alterações climáticas a fim de substituir, a prazo, o Protocolo de Quioto.
TM.
Lusa/Fim

reflorestação faz melhor ao clima do que os biocombustíveis



A quantidade de dióxido de carbono sequestrado pela reflorestação é maior do que as emissões evitadas pelo uso de biocombustíveis, constata um estudo publicado hoje na revista “Science” sobre as estratégias de mitigação deste gás com efeito de estufa e um dos causadores do sobre-aquecimento do planeta.

Num período de 30 anos, a reflorestação permite capturar entre duas e nove vezes mais dióxido de carbono do que as emissões deste gás que seriam economizadas pela utilização de biocombustíveis, concluíram Renton Righelato, do World Land Trust (organização de conservação dos ecossistemas) e Dominick Spracklen, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.Na luta contra o sobre-aquecimento do planeta, “os responsáveis políticos fariam melhor, a curto prazo (30 anos) em concentrar-se na melhoria da eficiência energéyoca dos combustíveis fósseis, na conservação e na recuperação das florestas em terrenos que não são necessários à alimentação”, escrevem os autores deste estudo.Ao absorver o dióxido de carbono necessário ao seu crescimento, a vegetação e as árvores actuam como “sumidouros de carbono” da atmosfera.Os combustíveis “verdes” são defendidos para substituir as fontes fósseis (petróleo, carvão e gás natural) e assim reduzir as emissões de dióxido de carbono.

ONU: Termina cimeira sobre o clima com discurso de Ban Ki-moon

25 de Setembro de 2007, 00:36
Nações Unidas, Nova Iorque, 25 Set (Lusa) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, encerrou segunda-feira uma Conferência inédita sobre as Alterações Climáticas, afirmando ter ouvido " um apelo claro dos dirigentes do mundo para um progresso decisivo" durante uma cimeira crucial em Dezembro.
"Este acontecimento enviou um poderoso sinal político ao mundo e à conferência de Bali, segundo o qual existem ao mais alto nível a vontade e a determinação de romper com o passado e agir de forma decisiva", disse Ban numa declaração final.
A conferência de Bali (Indonésia), de 03 a 04 de Dezembro, visa traçar o roteiro das negociações que vão conduzir a um novo acordo global para lutar contra as alterações climáticas a fim de substituir, a prazo, o Protocolo de Quioto.

Nuclear: França "pronta a ajudar qualquer país" a dotar-se do nuclear civil

24 de Setembro de 2007, 23:13

Nações Unidas, Nova Iorque, 24 Set (Lusa) - A França está "pronta a ajudar qualquer país" a dotar-se do nuclear civil", disse hoje na ONU o presidente francês, defendendo ser "a melhor resposta" a dar a países como o Irão, suspeito de querer o nuclear para fins bélicos.
Nicolas Sarkozy falava durante a cimeira sobre o clima organizada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
"A França está pronta a ajudar qualquer país que queira dotar-se da energia nuclear civil. Não há uma energia do futuro para os países ocidentais e países do Oriente que não deviam ter acesso a ela", afirmou.
"É aliás a melhor resposta àqueles que querem, em violação dos tratados, dotar-se da arma nuclear", acrescentou o presidente francês, aludindo ao Irão mas sem o nomear.
"Quanto ao nuclear civil, a França está disposta a ajudar os países que desejem obtê-lo", insistiu.
Enquanto isto, as discussões entre peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e responsáveis iranianos, que visam responder às questões pendentes sobre o programa nuclear do Irão, recomeçaram hoje em Teerão, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.
"As negociações entre a AIEA e o Irão começaram (hoje) e vão prosseguir durante dois ou três dias" declarou o porta-voz do Ministério iraniano, Mohamed Ali Hosseini, citado pela agência central de imprensa.
"As negociações são sobre as centrifugadoras (de gerações) P1 e P2", precisou o porta-voz.
Este novo encontro entra no quadro do acordo celebrado a 21 de Agosto entre a AIEA e Teerão, que fixa um calendário para que o Irão responda às perguntas pendentes sobre o seu programa nuclear.
O director da AIEA, Mohamed ElBaradei, declarara no início de Setembro que este acordo era necessário para impedir um confronto que pode levar à guerra.
O Conselho de Segurança da ONU impôs por duas vezes sanções ao Irão por Teerão recusar suspender o enriquecimento de urânio.
As grandes potências reuniram-se sexta-feira em Washington para discutir novo pacote de sanções, como exigem os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha, embora a Rússia e a China pareçam reticentes, pelo menos nesta fase.
TM.
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Sócrates garante que Portugal vai superar metas climáticas do Protocolo de Quioto


O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal superará em 2012 as metas de limitação da poluição ambiental previstas no Protocolo de Quioto e considerou que os Estados Unidos estão a evoluir em matéria de combate às alterações climáticas.
Em declarações aos jornalistas, após ter discursado na Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, José Sócrates disse que Portugal assumiu já "metas mais ambiciosas do que as definidas dentro da União Europeia" (UE). Na perspectiva de Sócrates, em matérias como as energias renováveis, "Portugal está na linha da frente da Europa, tendo já 39 por cento da sua energia eléctrica com base renovável". "Nas energias a partir do vento e da água está no centro nacional da produção de energia", sustentou o actual presidente em exercício da UE, antes de referir que também ao nível dos biocombustíveis as metas de Portugal "são mais ambiciosas" do que as de Bruxelas. "As nossas metas não só garantem o cumprimento dos objectivos inerentes ao protocolo de Quioto, como também projectam para além de 2012 uma eficiência energética e uma economia baseada em fontes de energia alternativas", advogou. Interrogado sobre a possibilidade de falhar um futuro acordo global em torno das alterações climáticas por os Estados Unidos não subscreverem um compromisso a esse nível, Sócrates manifestou-se optimista em relação ao comportamento da administração de Washington. "A resistência norte-americana a qualquer compromisso sobre metas ambientais já foi maior. Os Estados Unidos encontram-se em evolução, precisamente porque há uma liderança da UE neste domínio". Na perspectiva de Sócrates, a administração de Washington e as autoridades de muitos dos estados norte-americanos "estão progressivamente interessados em responder ao problema do aquecimento global". "Não é possível um compromisso global sobre o maior problema que se coloca à humanidade com os Estados Unidos de fora. Nos próximos tempos, haverá certamente uma grande cooperação entre a UE e muitos dos governadores dos estados norte-americanos neste domínio".