25 de Setembro de 2007, 20:37
Sintra, 25 Set (Lusa) - A Câmara Municipal de Sintra e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa assinaram hoje um protocolo para um estudo sobre as consequências das alterações climáticas naquele Concelho.
O estudo custará à autarquia 150 mil euros, segundo o vereador do Ambiente, Marcos Almeida, "um esforço que vale a pena".
"Este estudo tem duas vertentes: por um lado fazer um diagnóstico das alterações climáticas nos próximos setenta anos e, por outro, saber quais as suas implicações no território de Sintra, assim como nas actividades económicas nos recursos hídricos, na floresta e nas populações locais", disse o vereador.
Para Marco Almeida, o estudo é "essencial para a indicação de um conjunto de medidas que o Município deve tomar para poder minimizar essas implicações no território".
Já o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, partilha da opinião de que o estudo é "significativo para saber qual o impacto ambiental [no Concelho], em especial na zona costeira".
"Dada a localização deste Concelho, decidimos avançar com este estudo", justificou Fernando Seara, referindo-se à zona costeira, enquadrada pela serra.
A maior probabilidade de incêndios e riscos para a saúde humana são algumas das possíveis consequências das alterações climáticas em Sintra, segundo Ricardo Aguiar, um dos coordenadores do estudo.
O especialista enumerou outros impactos possíveis, nomeadamente na agricultura e saúde humana, como a malária, a febre de dengue ou alergias.
"Está em curso uma alteração climática que já está a ter os seus efeitos", disse o professor Filipe Duarte Santos, também coordenador do projecto, salientanto no entanto que "nem todos os efeitos são negativos".
Ricardo Aguiar referiu que "a questão das alterações climáticas tem duas vertentes, a redução das emissões de gás com efeito de estufa e a adaptação", que consiste em minimizar os impactes adversos.
No próximo ano, a autarquia divulgará os resultados do estudo que, segundo o vereador Marco Almeira, "acabará por beneficiar todos os concelhos que fazem fronteira com Sintra (Cascais, Oeiras, Odivelas e Mafra), uma vez que o território está limitado por fronteiras mas não deixa de ser contínuo"
JYR.
Lusa/Fim
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