24 de Setembro de 2007, 23:13
Nações Unidas, Nova Iorque, 24 Set (Lusa) - A França está "pronta a ajudar qualquer país" a dotar-se do nuclear civil", disse hoje na ONU o presidente francês, defendendo ser "a melhor resposta" a dar a países como o Irão, suspeito de querer o nuclear para fins bélicos.
Nicolas Sarkozy falava durante a cimeira sobre o clima organizada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
"A França está pronta a ajudar qualquer país que queira dotar-se da energia nuclear civil. Não há uma energia do futuro para os países ocidentais e países do Oriente que não deviam ter acesso a ela", afirmou.
"É aliás a melhor resposta àqueles que querem, em violação dos tratados, dotar-se da arma nuclear", acrescentou o presidente francês, aludindo ao Irão mas sem o nomear.
"Quanto ao nuclear civil, a França está disposta a ajudar os países que desejem obtê-lo", insistiu.
Enquanto isto, as discussões entre peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e responsáveis iranianos, que visam responder às questões pendentes sobre o programa nuclear do Irão, recomeçaram hoje em Teerão, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.
"As negociações entre a AIEA e o Irão começaram (hoje) e vão prosseguir durante dois ou três dias" declarou o porta-voz do Ministério iraniano, Mohamed Ali Hosseini, citado pela agência central de imprensa.
"As negociações são sobre as centrifugadoras (de gerações) P1 e P2", precisou o porta-voz.
Este novo encontro entra no quadro do acordo celebrado a 21 de Agosto entre a AIEA e Teerão, que fixa um calendário para que o Irão responda às perguntas pendentes sobre o seu programa nuclear.
O director da AIEA, Mohamed ElBaradei, declarara no início de Setembro que este acordo era necessário para impedir um confronto que pode levar à guerra.
O Conselho de Segurança da ONU impôs por duas vezes sanções ao Irão por Teerão recusar suspender o enriquecimento de urânio.
As grandes potências reuniram-se sexta-feira em Washington para discutir novo pacote de sanções, como exigem os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha, embora a Rússia e a China pareçam reticentes, pelo menos nesta fase.
TM.
Lusa/Fim
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