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segunda-feira, novembro 12, 2007

Mancha de fuleóleo dirige-se para a costa ucraniana do Mar Negro

A situação no Mar de Azov está muito próxima de uma catástrofe ecológica, devido ao derrame de enxofre e fuelóleo, afirmou hoje à agência ITAR-TASS uma fonte do Ministério para Situações de Emergência da Rússia
De acordo com Alexandre Kozlikin, chefe da Direcção de Krasnodar daquele ministério, «mantém-se o perigo de poluição da linha costeira ucraniana e russa no Estreito de Kerch», na sequência do naufrágio de quatro navios, que derramaram cinco mil toneladas de enxofre e mais de quatro mil toneladas de fuelóleo.
As autoridades russas reiniciaram hoje de manhã as operações de salvamento de oito marinheiros desaparecidos do cargueiro Nakhitchevan, um dos cinco navios que domingo se afundaram no Mar Negro.
«Confirmamos que três marinheiros do cargueiro afundado faleceram, os seus corpos foram encontrados a um quilómetro da ilha de Tuzla (Distrito de Krasnodar)» - informou o Ministério para Situações de Emergência da Rússia, acrescentando que «vão continuar as buscas de cinco marinheiros que continuam desaparecidos» .
«Durante as operações de socorro, foram salvos 35 tripulantes dos vários navios. A realização das operações de socorro e a monitorização do meio marítimo estão a ser dificultadas pelas condições climatéricas» - acrescentou aquele departamento governamental.
Fortes ventos e ondulação no Mar Negro afundaram, durante o domingo, cinco navios (dos quais quatro originaram derrames para o mar), enquanto outros dois continuam à deriva.
O Ministério para Situações de Emergência da Rússia fala da maior catástrofe nos mares Negro e Azov.
Na madrugada de domingo, o petroleiro VolgaNetf-139 partiu-se em duas partes, derramando parte significativa das 4.000 toneladas de fuleóleo que transportava, enquanto a tripulação foi salva.
Mais tarde, afundaram-se dois navios de carga que transportavam enxofre, o Volnogorsk e o Nakhitchevan. A tripulação do primeiro foi toda salva, mas entre a tripulação da segunda há a registar três mortos e cinco desaparecidos, tendo-se conseguido salvar três marinheiros.
Onze marinheiros da tripulação do cargueiro «Kobel», que transportava enxofre, tentaram salvar o navio todo o dia, mas acabou por afundar-se também.
A tripulação foi toda resgatada com vida. Estes acidentes ocorreram no interior do porto russo Kavkaz, situado no estreito de Kerch, que liga os mares Negro e Azov.
O cargueiro Ismail, que transportava sucata de Mariupol (Ucrânia) para a Síria, afundou-se perto do porto ucraniano de Sebastopol.
Dos 17 homens que constituíam a tripulação, apenas dois se salvaram, estando 15 dados como desaparecidos. Na mesma zona, a barcaça Demetra, que transporta três mil toneladas de resíduos de petróleo, anda à deriva e é empurrada pela corrente para a praia de Tuzla.
Além disso, dois cargueiros, um georgiano e outro turco, encalharam em bancos de areia perto do porto russo de Novorrossisk.
Os cientistas e especialistas em meio ambiente falam em «catástrofe ecológica».
«As consequências poderão fazer-se sentir durante meses, anos, décadas. As medidas que as equipas de salvamento estão a tomar são o máximo que podem fazer, mas de pouco servem», considerou Vladimir Tchuprov, da organização ecologista Greenpeace.
Segundo ele, «os absorventes biológicos que devem absorver o combustível têm efeito eficaz apenas a temperaturas superiores a 10 graus, enquanto que, agora, a temperatura da água na região ronda os 7 graus. As barreiras também não ajudarão muito, porque os combustíveis pesados pousaram no fundo do mar e as ondas são muito altas».
«O derramamento de petróleo é uma grande problema, mas é ainda maior o problema da carga de enxofre que se afundou. A envergadura do prejuízo ecológico possível depende das operações do Ministério para Situações de Emergência, mas, em qualquer dos casos, trata-se de uma série catástrofe ecológica», considerou o académico russo Serguei Baranovski.
A Procuradoria-Geral da Rússia deu início a investigações em conformidade com dois artigos do Códido Penal russo: 352 (poluição de águas) e 263 (violação das normas de segurança de navegação e exploração de transporte marítimo).
Lusa/SOL

Ano Internacional do Planeta Terra em Portugal lançado hoje

Como gerir e utilizar adequadamente os recursos naturais para resolver os diversos problemas que afectam o planeta é um dos principais temas abordados hoje durante o lançamento oficial do «Ano Internacional do Planeta Terra» em Portugal.
No dia em que se celebra o Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento, o Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, acolhe a cerimónia de lançamento em Portugal do «Ano Internacional do Planeta Terra» (AIPT).
No âmbito desta iniciativa vão ser realizados vários eventos em todo o país ao longo de três anos, subordinados ao tema «Ciências da Terra para a Sociedade».
Proclamado pela ONU e promovido pela UNESCO, o AIPT está centrado em 2008, mas abarca o triénio 2007-2009 e insere-se na Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014).
Através desta iniciativa, a ONU pretende que o conhecimento sobre o potencial das Ciências da Terra e o seu contributo na vida dos cidadãos e na salvaguarda do planeta esteja na ordem do dia em todo o mundo durante os próximos doze meses.
Além de colóquios com investigadores, o lançamento do AIPT em Portugal será ainda assinalado com vários seminários, módulos interactivos, ateliês e exposições, entre as quais uma sobre o primeiro geoparque português membro da rede mundial apoiada pela UNESCO.
A apresentação de uma proposta para a construção de um segundo geoparque português e uma exposição de fotografia das duas novas reservas da biosfera portuguesas (as ilhas do Corvo e Graciosa, nos Açores) são outros das actividades previstas.
No lançamento oficial do programa de actividades, que tem o patrocínio do Presidente da República, Cavaco Silva, participam do director executivo do AIPT junto da UNESCO, Eduardo de Mulder, e o presidente da Comissão Nacional da UNESCO, Fernando Andresen Guimarães.
Na iniciativa está ainda prevista a participação do ministro do Ambiente, Nunes Correia, e do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, entre outros.
Diário Digital / Lusa
10-11-2007 6:43:00

Autoridades evacuam 50 navios - Desastre ambiental no Mar Negro



A violência de uma tempestade partiu ao meio um petroleiro. Do combustível que transportava pelo menos duas mil toneladas já foram derramadas. Num outro acidente morreram dois homens.
Pedro Chaveca
12:39 Domingo, 11 de Nov de 2007






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Por enquanto foram derramadas duas mil toneladas de óleo combustível
O petroleiro "Volga-Neft" dirigia-se da cidade de Azvov para o porto de Kerch e acabou por se partir ao meio junto ao porto de Kavkaz, no estreito de liga o Mar de Azvov ao Mar Negro, quando a inclemência de uma tempestade partiu o navio ao meio.
Este incidente fez com que o "Volga-Neft" se afundasse e começasse a libertar parte do óleo combustível que continha nos tanques, o que rondará as duas mil toneladas.
Segundo fonte ligada à agência ambiental russa "Rosprirodnadzor", este acidente vai ter consequências dramáticas. "Este problema ainda vai levar alguns anos até ser resolvido. O óleo combustível é uma substância pesada e está agora a afundar-se em direcção ao leito do mar", assegurou.
As condições climatéricas agrestes têm impedido os esforços para socorrer os 13 tripulantes, que continuam a bordo do "Volga-Neft". Segundo autoridades portuárias de Kavkaz encontram-se abrigados na popa do navio.
Dois mortos e um desaparecido
As tentativas para impedir um maior derramamento do combustível também estão a ser dificultadas pela meteorologia. No terreno já está a ser realizada uma investigação para apurar as causas do acidente, contudo, ainda não é certo se aconteceu em águas ucranianas ou russas.
Neste momento para além do naufrágio do "Volga-Neft" que ocorreu à 01h45 (hora de Lisboa) há mais navios no Mar Negro a lutarem contra a violenta tempestade e um cargueiro que transportava metal já se afundou perto do porto ucraniano de Sebastopol. O acidente provocou a morte de dois tripulantes e um desaparecimento de outro. Os restantes membros da tripulação foram salvos.
Às 09h00 da manhã foi a vez de um outro petroleiro, o "Valganeft-123" passar por uma situação complicada. O navio está em risco de se afundar e o casco apresenta algumas fissuras, mas segundo o capitão do porto de Novorrossiski "não há fuga de combustível".
O fantasma do "Prestige"
Antes, já um cargueiro de enxofre já se tinha afundado, com a tripulação de nove homens a ser salva sem qualquer problema. "No Mar de Azov afundou-se um navio de carga. Os membros da tripulação conseguiram passar para uma baleeira. A vida deles não corre qualquer tipo de perigo", assegurou um porta-voz do ministério russo para Situações de Emergência, que salientou não haver perigo de derrame.
Ainda não existem previsões para a melhoria do tempo, o que já fez como que as autoridades marítimas ordenassem a evacuação de 50 navios do porto de Kavkaz para locais mais seguros.
Este desastre traz à memória dos europeus o derrame do petroleiro "Prestige", que há cinco anos poluiu com cerca de 64 mil toneladas de combustível as costas de Portugal, Espanha e França, sendo o país vizinho o mais fustigado por esta tragédia ambiental.
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Naufrágio de petroleiro russo derrama duas mil toneladas de combustível no Mar Negro


Um petroleiro russo quebrou-se em dois durante uma tempestade esta manhã e já derramou duas mil toneladas de combustível no Mar Negro, informaram as agências de imprensa russas, citando responsáveis do Ministério dos Transportes.
“O petroleiro ‘Volga-Neft’, que transportava cerca de quatro mil toneladas de combustível, quebrou-se em dois durante uma tempestade”, disse um porta-voz do ministério.Segundo a agência de notícias russa Itar-Tass, já começaram as operações de resgate aos 13 membros da tripulação do "Volga-Neft", no estreito de Kerch."A nossa principal missão agora é resgatar as pessoas do que ainda resta do cargueiro", disse a delegação do Ministério russo para as Emergências no distrito de Temryuk. A Itar-Tass citou autoridades segundo as quais nenhum os membros da tripulação está ferido e que a comunicação está a ser mantida de forma constante com a tripulação

Dois cargueiros com enxofre naufragam no estreito de Kertch


Além do cargueiro russo “Volganeft-139”, que se quebrou em dois derramando 1300 toneladas de fuelóleo, outros dois cargueiros carregados com enxofre naufragaram hoje no estreito de Kertch, que separa o Mar Negro do Mar de Azov, durante uma tempestade com vagas de cinco metros e ventos de cem quilómetros/hora.
O cargueiro russo “Volnogorsk” transportava 2400 toneladas de enxofre quando naufragou no porto de Kavkaz, informou um porta-voz do departamento regional do Ministério das Emergências.Os nove membros da tripulação, que se refugiaram num barco salva-vidas, não ficaram feridos e estão sãos e salvos, segundo o ministério, citado pela agência russa Itar-Tass.O outro cargueiro, o russo “Nakhitchevan”, com onze membros de tripulação, naufragou sem fazer feridos.Além destes dois navios, um terceiro, o “Kovel” – também com enxofre – emitiu um pedido de socorro no estreito de Kerch, informa a agência Interfax. Mas as más condições meteorológicas pioram a cada hora que passa, estimando-se que os ventos possam chegar aos 125 quilómetros/hora. O mau tempo deverá manter-se nos próximos três dias.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Municípios e empresas vão financiar projectos ecológicos contra a pobreza - ONG

9 de Novembro de 2007, 17:24
Lisboa, 09 Nov (Lusa) - A organização não governamental Oikos está a lançar uma iniciativa para levar pequenas empresas e municípios a compensar as emissões poluentes financiando projectos ecológicos que ajudem também a reduzir a pobreza nos países em desenvolvimento ou mesmo em Portugal.
João José Fernandes, director-geral executivo da Oikos, explicou à agência Lusa que este projecto visa convidar a sociedade civil, o poder local e as empresas de menor dimensão a mitigar o efeito das alterações climáticas investindo em projectos que tenham também impacto na redução da pobreza.
"Uma pequena empresa que produza 25 mil toneladas de carbono por ano e que fez um projecto de eficiência energética mas ainda tem 20 mil toneladas que não consegue reduzir, poderá compensar voluntariamente as suas emissões investindo voluntariamente em projectos limpos noutros países", exemplificou João José Fernandes.
A Oikos, em parceria com a Ecoprogresso, vai fazer uma selecção dos vários projectos existentes nos países em que está a trabalhar, de forma a ter uma bolsa de ideias para apresentar às empresas ou às autarquias.
O objectivo da iniciativa "Carbono Contra a Pobreza" será também financiar projectos ou instituições em Portugal, já que o país também tem carências: "Cerca de 20 por cento dos portugueses vive no limiar da pobreza".
Desta forma, as autarquias podem fazer uma contabilização das suas emissões de gases com efeito de estufa e, o que for um excedente, aplicá-lo em dinheiro (usando o preço da tonelada de dióxido de carbono) numa instituição que necessite.
"Várias podem ser as instituições a ajudar, como por exemplo uma instituição particular de solidariedade social que tenha um lar numa zona deprimida do país e que precise de mudar a sua cadeia de frio, mas tem poucos recursos para investir em equipamentos eficientes e amigos do ambiente. Um município poderá financiar esta cadeia de frio e, com esse investimento, compensar as suas emissões poluentes", explicou o responsável da Oikos.
Também as escolas poderão ser um alvo preferencial destes projectos em Portugal.
O objectivo, segundo João José Fernandes, é "fazer com que os municípios tenham planos de adaptação e mitigação às alterações climáticas, contribuindo para que reduzam também a pobreza".
Numa tentativa de dar o exemplo, a Oikos fez também um cálculo das suas próprias emissões de dióxido de carbono e aplicou o correspondente em dinheiro (3.630 euros) no financiamento de um projecto na Índia: uma central de produção de biomassa, projecto que, além de reduzir as emissões, tem contribuído para o desenvolvimento da localidade onde se encontra, nomeadamente através da criação de 650 postos de trabalho
ARP.
Lusa/fim

Novos projectos vão sofrer corte na licença de emissões de CO2

Por Ioli Campos
A REDUÇÃO em três por cento das emissões de dióxido de carbono - imposta pela Comissão Europeia, em finais de Outubro - afectará sobretudo a reserva para novos projectos, segundo soube o SOL junto do Ministério da Economia

O reajustamento terá sido decidido por um grupo de trabalho com membros do Ministério do Ambiente e da Economia e, ao que o SOL apurou, a redução não afectará a indústria, como o sector temia, mas a reserva de novos projectos.
O novo Plano Nacional de Alocação de Licenças de Emissão (PNALE) deverá entrar em discussão pública no início da próxima semana, de acordo com o Ministério da Economia. No novo documento, a distribuição de emissões é redefinida de modo a corresponder à exigência da Comissão Europeia que aprovou o plano mas impôs a Portugal a redução de 3,1%.
Assim, o país terá direito a emitir 34,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono anuais entre 2008 e 2012, menos 1,08 milhões que o Governo tinha inicialemente proposto.
ioli.campos@sol.pt


Redução de 3 por cento nas licenças de CO2 é problema da Economia - ministro do Ambiente

9 de Novembro de 2007, 14:44
Lisboa, 09 Nov (Lusa) - O ministro do Ambiente afirmou hoje que a forma como vão ser reduzidas as licenças de emissão de dióxido de carbono atribuídas às indústrias portuguesas, em resultado das exigências de Bruxelas, "é um problema da Economia".
Francisco Nunes Correia, questionado pela Agência Lusa sobre o processo relativo ao Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão de gases poluentes (PNALE II), que a Comissão Europeia obrigou a reduzir, afirmou que a Comissão para as Alterações Climáticas (CAC), que vai determinar como cumprir esta decisão, reuniu recentemente devendo "haver resposta dentro de uma ou duas semanas".
Na CAC têm assento representantes de vários departamentos do Estado com competências nesta área, tendo o ministério da Economia "uma palavra muito importante a dizer", sublinhou o governante, à margem de um encontro informal com jornalistas.
"A redução dos três por cento não é um problema ambiental, é da economia", justificou.
O PNALE II, que inicialmente atribuía à indústria portuguesa 37,9 milhões de toneladas de licenças de emissão, foi aprovado em Outubro pela Comissão Europeia limitando as licenças para o período 2008-2012 a 34,8 milhões de toneladas, um corte de três por cento face à última proposta de Lisboa.
O regime comunitário de comércio de licenças de emissão (CELE) pretende assegurar a redução das emissões de gases com efeito de estufa dos sectores da indústria e energia abrangidos ao menor custo para a economia, contribuindo para o cumprimento dos compromissos assumidos pelos Estados-membros no âmbito do Protocolo de Quioto.
A segunda fase do CELE, relativa ao período 2008-2012, tem início a 01 de Janeiro.
A Agência Lusa procurou saber a posição do ministério da Economia sobre este processo, mas não obteve resposta em tempo útil.
VP/RCR.
Lusa/fim

Ambiente: China cria fundo ambiental com venda de créditos de emissões de gases de efeito estufa

9 de Novembro de 2007, 14:51
Pequim, 09 Nov (Lusa) - A China, um dos maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa (GEE) causadores do aquecimento global, criou hoje um fundo governamental para canalizar verbas da venda de créditos de redução de emissões para projectos de protecção ambiental.
O novo fundo vai buscar parte das verbas que as empresas chineses recebem ao abrigo dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), os mecanismos de mercado do Protocolo de Quioto que permitem aos países desenvolvidos investir em projectos de redução de emissões em nações em vias de desenvolvimento, recebendo créditos pelas emissões poupadas e compensando assim o seu excesso de emissões.
"A criação deste fundo de desenvolvimento limpo é uma importante actividade do governo chinês para dar resposta aos problemas do aquecimento global", disse o ministro das Finanças da China, Xie Xuren, na cerimónia de inauguração do fundo.
As verbas, disse Xie, vão financiar os esforços chineses "para encorajar as medidas de poupança energética e proteger o ambiente".
No final de Outubro, a China tornou-se no maior mercado mundial de créditos de emissão de GEE, com a aprovação de 855 projectos de MDL, segundo dados da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, o ministério chinês responsável pela planificação económica e a autoridade coordenadora dos processos de MDL.
Segundo o ministro das Finanças, os projectos já aprovados poderão dar à China receitas de 15 mil milhões de dólares, três milhões dos quais vão constituir o novo fundo ambiental
A China, que por ser um país em vias de desenvolvimento não tem metas obrigatórias de redução de emissões, recusa também aceitar metas obrigatórias de redução de emissões após 2012, quando terminar o presente período de cumprimento do Protocolo de Quioto.
Segundo cálculos de governo holandês, a China já ultrapassou os Estados Unidos da América como maior emissor mundial de GEE, com mais de seis mil milhões de toneladas.
RBV.
Lusa/Fim

Agência McCann Erickson adere à Gestão Voluntária de Carbono

A McCann Erickson é a primeira agência de publicidade em Portugal a aderir ao programa de Gestão Voluntária de Carbono, com o qual pretende atingir o equilíbrio entre a empresa e o respeito pelo meio ambiente, nomeadamente no que diz respeito à optimização energética e redução das emissões de carbono para a atmosfera.
O projecto, desenvolvido pela EcoProgresso, terá início esta semana, com a realização de um inventário, que visa quantificar o impacto que a actividade da empresa tem no clima.
O programa terá a duração de seis meses, no final dos quais a McCann terá reduzido os custos actuais e futuros, através de uma maior eficiência na utilização de recursos.
O sistema de Gestão Voluntária de Carbono compreende três fases fundamentais:, que passam pela caracterização da pegada carbónica (estendido ao consumo e poupança de água e gestão de resíduos), elaboração de programa de redução de emissões de carbono (com definição de política interna de compensação de emissões) e comunicação dos resultados obtidos.
09-11-2007 11:13:14

quarta-feira, novembro 07, 2007

Supremo autoriza queima de resíduos perigosos


Alfredo Maia*O Supremo Tribunal Administrativo (STA) autorizou a Cimpor a queimar resíduos industriais perigosos (RIP) na fábrica de cimentos de Souselas, contrariando as decisões do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra e do Tribunal Central Administrativo do Norte. Estas instâncias tinham dado provimento à providência cautelar interposta pela Câmara de Coimbra, no final de 2006, para suspender o despacho do ministro do Ambiente que dispensava a co-incineração de avaliação de impacte ambiental. O presidente da Câmara, Carlos Encarnação, desvaloriza o acórdão do STA e recorda que ainda falta decidir a acção principal apresentada na mesma altura. Mas o advogado coimbrão co-autor de duas acções populares, Castanheira Barros, sugere que a autarquia adira à segunda delas (visando a anulação dos licenciamentos ambiental e de instalação concedidos pelos institutos do Ambiente e dos Resíduos) e proponha como apenso uma acção cautelar de suspensão. O autarca disse respeitar a decisão do STA, mas vincou que continua em vigor uma postura municipal que proíbe a circulação de veículos transportando RIP."A imediata execução do despacho (do ministro do Ambiente) permitirá que o procedimento de licenciamento prossiga mais agilmente, propiciando à Cimpor uma obtenção mais rápida e mais simples das almejadas licenças", lê-se no acórdão do STA. Segundo a agência Lusa, a decisão conclui que a relação entre a co-incineração e os prejuízos invocados pela autarquia "é apenas eventual ou hipotética" e que não decorre da execução do despacho "a produção de tais danos".O epidemiologista Massano Cardoso, que é catedrático da Universidade de Coimbra e integrou a comissão científica independente de avaliação da co-incineração, considera que a decisão não afasta os perigos para a saúde pública. "A co-incineração é uma actividade que comporta riscos", pois, "em termos científicos, existem suspeitas e algumas evidências de perigos", disse o também provedor local do Ambiente.Para o dirigente da Quercus Rui Berkemeier, o STA "prestou um mau serviço ao país" e o processo "está envolvido num clima de suspeição", desde que lei permite que os RIP sejam encaminhados "directamente para as cimenteiras" e o regulamento dos centros de tratamento está a ser elaborado por cientistas "ligados há muitos anos ao processo de co-incineração". * com Lusa

Óleos alimentares convertidos em biodiesel

O município de Penacova vai implantar um novo sistema de reciclagem para óleos alimentares usados. O programa Penacova EcoOleo é feito em parceria com a empresa Bio Oeste e pretende distribuir contentores por restaurantes e pontos municipais, onde serão depositados os óleos, que depois serão reaproveitados para a produção de biodiesel.Segundo Pedro Carpinteiro, vereador da Câmara de Penacova, a reciclagem de óleos alimentares é uma área que "sempre preocupou o município, uma vez que os resíduos não tinham um destino final definido". Com esta medida, a Autarquia pretende evitar que este tipo de óleos "seja despejado no saneamento ou depositado noutro local qualquer, prejudicando a natureza".O vereador ressalva a importância de se ter um papel dinamizador e de sensibilização (há um programa nas escolas e para o público em geral) e explica a parceria com a Bio Oeste "a Autarquia não tem o 'know-how' para este tipo de iniciativas, mas encontrou parceiros para as poder desenvolver".O protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal de Penacova e a Bio Oeste foi assinado ontem, e já foram distribuídos alguns contentores a proprietários de restaurantes presentes no evento. Os restantes serão distribuídos pelos estabelecimentos aderentes e pelos pontos municipais, como os armazéns da Espinheira e do Silveirinho, as piscinas municipais ou as juntas de freguesia. Um dos sócios da Bio Oeste, Nuno Soares, explicou que cada contentor vale pontos, e que os donos dos restaurantes podem trocar esses pontos por material necessário, dando o exemplo de termómetros ou kits de saturação.Pedro Carpinteiro salientou ainda que as preocupações do município relativamente à reciclagem não se centram só nos óleos alimentares usados. "A vida útil dos aterros está quase extinta e não se pode desprezar este ponto", alerta o vereador. Outra iniciativa da Autarquia nesta matéria está ao nível das pilhas, tendo o município arranjado pilhões, em conjunto com a Empresa de Resíduos Sólidos Urbanos do Centro (ERSUC). Para o futuro, Pedro Carpinteiro espera alargar a iniciativa a todo o concelho. João Pedro Campos

terça-feira, novembro 06, 2007

AMBP: 19 concelhos vão ter recolha de óleos alimentares

Os 19 concelhos da Associação de Municípios do Planalto Beirão (AMPB) vão passar a dispor de «oleões» onde podem ser colocados os óleos usados nas frituras domésticas, evitando assim a poluição de muitos milhões de litros de água.
O projecto foi hoje lançado em Tondela, o primeiro dos 19 concelhos a receber os «oleões» e, segundo o administrador-delegado da AMPB, António Pereira, será depois alargado aos restantes.
António Pereira explicou que foram comprados 50 contentores, representando um investimento de cerca de 20 mil euros, que, a seguir a Tondela, vão ser distribuídos por Mortágua, Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Viseu e Tábua.
«Depois vamos alargando à medida que for possível», acrescentou, estimando que, durante o próximo ano, todos os 19 concelhos possam estar cobertos pelos «oleões».
Trata-se de um projecto dinamizado em parceria com a empresa Tratris - Tratamento de Resíduos Industriais Perigosos S.A., que há já três anos recolhe os óleos alimentares usados pelos restaurantes e cantinas, submetendo-os ao tratamento necessário (filtragem e centrifugação) e encaminhando-os depois para as unidades licenciadas para produção de biodisel.
«Estes oleões servem apenas para depositar os óleos resultantes das frituras das nossas casas. Funcionam como um sistema de triagem», frisou, junto a um dos cinco da cidade de Tondela, Pedro Tenreiro da Cruz, administrador da Tratris, uma empresa criada em 1999 e que desde Junho de 2006 está sedeada neste concelho.
Pedro Tenreiro da Cruz pediu aos munícipes que, ao invés de deitarem os óleos alimentares usados pela pia ou a sanita abaixo, causando graves prejuízos ambientais, os coloquem em recipientes de plástico que depois despejam nos «oleões».
Durante o lançamento da campanha, foram mostrados uns recipientes de cinco litros que permitem guardar e transportar de forma limpa e segura os óleos alimentares usados, que, futuramente, poderão ser vendidos ou distribuídos.
Pedro Tenreiro da Cruz disse que, «além da experiência de Sintra, ainda não há nada feito» no país ao nível da recolha dos óleos alimentares usados nas casas.
O projecto que hoje foi lançado em Tondela tinha inicialmente sido pensado pela Tratris para Vizela, onde, no entanto, a empresa diz não ter recebido «o apoio das entidades locais».
Outro dos administradores da empresa, António Tenreiro da Cruz, sublinhou que, além de permitir produzir biodisel, a recolha de óleos alimentares usados evita também graves problemas nas canalizações e a degradação das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).
Citando dados do Ministério do Ambiente, disse que serão usadas por ano 125 mil toneladas de óleos alimentares.
Sublinhando que actualmente, a recolha de óleos usados não é superior a 15 mil toneladas, questionou onde estão as restantes, para concluir que se gasta mais óleo nas casas do que nos restaurantes e lamentando que o seu destino habitual seja as pias.
Por fim, frisou que um litro de óleo pode poluir um milhão de litros de água.
Diário Digital / Lusa

Ambiente: CTT investem cerca de 6 M€ para reduzir impacto

Os Correios de Portugal (CTT) vão investir cerca de 6 milhões de euros em políticas ambientais para reduzir o impacto da sua actividade no ambiente, anunciou hoje o Director de Qualidade de Sustentabilidade, Luís Paulo.
O maior investimento dos CTT centralizou-se na modernização tecnológica da sua frota, «com 4,5 milhões de euros para nesta área», revelou o vice-presidente, Pedro Coelho, no âmbito do acordo com o Instituto de Conservação de Natureza e da Biodiversidade assinado na Central de Tratamento de Correspondência de Cabo Ruivo, que se insere na iniciativa Business & Biodiversity promovida pela União Europeia.
«Todos os anos os veículos do CTT percorrem 63 milhões de quilómetros, o equivalente a 164 idas à Lua», disse Pedro Coelho, explicando a necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa com uma nova frota de carros menos poluente.
«Temos também o objectivo de chegar a 2008 com uma idade média por veículo de 2,3 anos, contra os actuais 3,1 anos», acrescentou o vice-presidente.
Com 3.600 veículos a operar diariamente, os CTT também dedicaram um investimento de 20 mil euros para formação em condução defensiva e ecológica, um valor revelado por Luís Paulo.
Para além desta modernização, os CTT também vão remodelar os sistemas de climatização «dos dois principais centros de tratamento de correspondências de Cabo Ruivo e Vila Nova de Gaia, projectos que terão um custo de 1,5 milhões de euros», afirmou o responsável da empresa.
«Estes investimentos em tecnologias mais eficientes pretendem uma redução dos custos actuais a longo prazo», afiançou o Director de Qualidade de Sustentabilidade.
Segundo a empresa, os esforços para a redução de emissões de gases com efeito de estufa já tiveram um resultado de menos 10 por cento em 2006, comparativamente com o ano anterior.
«Gastámos menos para percorrer os mesmo quilómetros», assegurou o vice- presidente dos CTT.
Diário Digital / Lusa

segunda-feira, novembro 05, 2007

Eco-Dicas




Se queres ser um cidadão ecológico e não sabes como sobreviver ao consumismo da selva urbana, poderás encontrar aqui algumas respostas.
- Se não sabes o que fazer aos pacotes quando os vais deitar para o eco-ponto, pois o simples espalmar não resulta, segue as nossas instruções e descobre um forma eficaz de dobrar qualquer pacote sem que este ocupe muito espaço.



1. Lava sempre tudo o que colocares para reciclar. Tudo o que vai para os Eco-pontos é sujeito a um processo de triagem feito por pessoas e à mão. Isto significa que as condições de trabalho por si só não são muito agradáveis. Podemos minimizar certos odores com um gesto simples como o lavar as embalagens antes.


2. Levanta as abas do pacote, mas só as da parte superior



3. Espalma o pacote como indica a figuras





4. Dobra as abas laterais para trás.




5. Dobra o pacote e prende-o na zona inferior de forma a que este não se solte. Desta forma ocupa menos espaço e não se corre o risco do pacote abrir.


6. E eis o resultado final!!



- Diminui os teus gastos de electricidade e farás baixar o nível de CO2 produzido pelas centrais eléctricas
- Uma forma de ajudar a proteger a camada de ozono é assegurarmo-nos de que, ao comprarmos um frigorífico novo, ele é um dos recentes modelos com o mínimo de CFCs.
- Uma maneira de ajudares é assegurares-te de que a tua casa é energeticamente eficiente de modo a aproveitar ao máximo a energia "indispensável" consumida.
- Se vais comprar artigos de toilette (sabonete, sais de banho, etc.), dá preferência aqueles que trazem no rótulo "Cruelty free".
- Quando fores ao supermercado tenta usar, e se possível reutilizar, sacos biodegradáveis (Ex: papel ou pano) em vez dos usuais sacos de plástico que demoram uma eternidade a degradarem-se naturalmente.
Da palavra à acção:
- Dá preferência a embalagens de vidro. Permite infinitas reciclagens e não se decompõe na natureza. Das embalagens usadas pela industria, são consideradas das mais ecológicas, desde que não desperdiçadas no lixo.

- Procura produtos que tenham escrito "Not tested on animals" (Não testado em animais). Segue uma lista de empresas que não fazem testes em animais dá preferência a essas empresas.
Almay (Revlon)
Amway
Aramis, Inc. (Estée Lauder)
Amitée Cosmetics, Inc.
Avon
Carlson Laboratories
Chanel, Inc.
Christian Dior
Clarins of Paris
Clinique Labs.
Lancôme
Donna Karan Beauty Co. (Estée Lauder)
Garnier (L'Oreal)
Norelco
Gucci Parfums (Wella)
Nivea (Beiersdorf)
Revlon
L'Oreal (Cosmair, Maybelline*,Lancôme)
Ralph Lauren Fragances
Victoria Secrets

* indica que a empresa parou com os testes em animais, mas ainda está sob investigação.
- Prefere pilhas recarregáveis. As pilhas, depois de usadas, libertam metais no ambiente, como o zinco, o mercúrio, o cádmio, etc., que produzem efeitos nocivos ao ecossistema e à saúde das pessoas.
- Dá preferência à utilização de produtos biodegradáveis e recicláveis. Não utilizes aerosóis que contenham clorofluorcarbonetos (CFC), pois estes contribuem para a destruição da camada de ozono.
- Troca regularmente o óleo do carro e utiliza um filtro anti-poluente no escape.
- Separa papéis, vidros, latas e plásticos, para serem reciclados. Com isto estás a ajudar a diminuir o lixo acumulado e a obtenção de matéria prima sem que se precise extrair do meio ambiente.

Supremo dá luz verde à co-incineração em Souselas


Supremo Tribunal Administrativo deu luz verde à co-incineração na cimenteira de Souselas, em Coimbra, contrariando as decisões do Tribunal Central Administrativo do Norte e do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra.
A Câmara Municipal de Coimbra esgotou assim o último recurso judicial para impedir a queima de resíduos industriais perigosos na cimenteira, no âmbito da providência cautelar que tinha interposto em finais do ano passado para travar de imediato o processo.
A co-incineração em Coimbra vai ainda ser analisada pelos tribunais, em resposta à acção principal que o município entregou ao mesmo tempo que a providência cautelar, mas enquanto isso não acontece a cimenteira está autorizada a iniciar a queima dos resíduos perigosos.
Diário Digital / Lusa
05-11-2007 13:35:00

Protótipo do avião solar é apresentado segunda-feira


O suíço Bertrand Piccard, o homem que realizou a primeira volta ao Mundo num balão sem efectuar escalas, quer repetir a circum-navegação ao planeta num avião solar. O protótipo é apresentado segunda-feira, na Suíça, com transmissão em directo no site do Expresso.
Nelson Marques

Protótipo do avião solar é apresentado segunda-feira
Um impulso solar para um mundo melhor


Em 2011 o avião estará pronto para a sua viagem de circum-navegação
O sonho de Bertrand Piccard já esteve mais longe de se tornar realidade: o aventureiro suíço que, em 1999, completou a primeira volta ao Mundo num balão sem realizar qualquer escala, quer repetir a circum-navegação do planeta, desta vez a bordo de um avião movido unicamente por energia solar.
O projecto, iniciado há quatro anos com o objectivo de promover as energias renováveis, entra segunda-feira numa fase decisiva. Em Dübendorf, uma localidade nos arredores de Zurique, na Suíça, será revelado o protótipo do aparelho que, em 2009, irá tentar manter-se no ar durante 36 horas, abrindo caminho para a concretização do objectivo final, dois anos mais tarde.
Avião solar voará à noite
Os detalhes técnicos do protótipo, conhecido como HB-SAI, só serão revelados na conferência de imprensa de amanhã, mas alguns pormenores são já conhecidos. Construído com materiais ultraleves, resistentes e elásticos para evitar rupturas, o avião pesará menos de duas toneladas e terá células fotovoltáicas instaladas nas imensas asas de 61 metros de envergadura, que captarão a energia e a armazenarão em baterias de lítio.
Este pormenor é decisivo, já que garantirá autonomia de voo "mesmo após o pôr-do-sol". Os actuais aviões solares não foram concebidos para armazenar energia, pelo que são obrigados a aterrar após algumas horas de voo, quando a luz solar se torna insuficiente (devido ao céu nublado ou ao cair da noite). "O Solar Impulse não é o primeiro avião solar concebido pelo homem, mas é certamente o mais ambicioso", garantem os promotores da iniciativa.
Testes, testes e mais testes
A construção do aparelho arrancou em Junho e deverá estar concluída no próximo Verão. Se o calendário for cumprido, antes da realização de um voo de 36 horas em 2009, o aparelho será submetido a rigorosos testes que deverão começar no Outono de 2008. Esta fase é decisiva, já que na mente de todos está ainda o desfecho do Hélios, o avião solar da NASA que, em 2003, se partiu ao meio 29 minutos depois de ter descolado. Até lá, permanecerá o suspense sobre a possibilidade do avião resistir à noite e prosseguir a sua missão.
Com os conhecimentos adquiridos durante o processo, será depois desenvolvido um outro avião para tentar realizar vários ciclos de voo de 24 horas, levando ao primeiro voo solar transatlântico em 2011 e, depois, à circum-navegação do planeta. A aeronave poderá levar apenas um passageiro de cada vez e deverá fazer cinco paragens, uma em cada continente, para apresentar a iniciativa ao público e às autoridades políticas e científicas.
70 milhões de investimento
Dois pilotos irão alternar com Piccard nos comandos do aparelho: Bryan Jones, companheiro de viagem do suíço na aventura do Breitling Orbiter 3, e o engenheiro e piloto de caças André Borschberg, director executivo do projecto. Cada etapa irá demorar quatro a cinco dias, considerado o tempo máximo que um piloto pode aguentar.
Para completar a aventura, serão investidos ao longo dos próximos anos cerca de 70 milhões de euros, 44 dos quais dedicados ao desenvolvimento do primeiro protótipo.
Bertrand Piccard: O Philleas Fogg do séc. XXI
Piccard é filho e neto de peixe, que para além de saber nadar, também sabe voar
O suíço Bertrand Piccard é uma espécie de Philleas Fogg dos tempos modernos. Psiquiatra de formação, Piccard, de 49 anos, já havia realizado em 1999, a bordo do Breitling Orbiter 3, a primeira volta ao Mundo num balão sem qualquer escala.
O desejo de aventura faz parte do código genético da família, já que Piccard representa a terceira geração de uma família de exploradores famosos. No início dos anos 30 do século XX, o avô, Auguste Piccard, realizou os primeiros voos na estratosfera numa cápsula pressurizada.
Duas décadas mais tarde, desceu com o filho Jacques até aos 3150 metros de profundidade, ganhando a alcunha de "o homem dos extremos", aquele que tinha subido à maior altitude e descido às profundezas do oceano.
Foi já sozinho que, na década de 60, Jacques, estabeleceu o recorde de profundidade em mergulho ao comandar o submersível Triest 1 ao maior abismo da Terra, a "Challenge Deep", localizada na Fossa das Marianas, no Pacífico Ocidental, a quase 11 mil metros de profundidade. Dando seguimento ao trabalho do pai, acabaria por construir o primeiro submarino turístico.
Com uma herança assim, Bertrand só podia dedicar-se a desafiar utopias, como num romance de Júlio Verne