
terça-feira, janeiro 30, 2007
Nível da água dos oceanos poderá subir entre 28 e 43 cm

"Ao contrário do que se pensa comummente, o aumento do nível médio do mar deve-se ao degelo da Antárctida e da Gronelândia e não aos gelos polares que vemos à deriva", disse ao JN o climatologista Ricardo Trigo, explicando que estas fontes de água doce correspondem a 97% da que existe na Terra. Segundo este especialista da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, as taxas de derretimento das calotes de gelo da Antárctida e da Gronelândia têm aumentado muito desde 2001. Ricardo Trigo refere que nessas zonas da Terra em cada ano e em cada fim de Verão há cada vez menos gelo. E no Árctico, o degelo pode vir a ser tão intenso que, em cinco ou seis décadas, serão por ali viáveis rotas marítimas entre a Europa e o Japão.Explica que o nível das águas sobe sobretudo porque, quando a água aumenta de temperatura, as distâncias das moléculas aumentam. Dá-se, assim, a expansão térmica dos oceanos. Este fenómeno surge em primeiro lugar de importância na subida dos oceanos, a que se segue a influência da água da Gronelândia e Antárctida e, logo depois, a das águas provenientes do degelo dos chamados pequenos glaciares (Noruega, Andes e Alpes). Na base de tudo, está o aquecimento global, segundo o relatório internacional. Um dos dados revistos desde 2001 foi precisamente a capacidade de absorção pelo oceano.Ricardo Trigo, que participou no estudo SIAM (sobre os cenários climáticos para Portugal ao longo deste século), considera que a subida dos mares entre 28 e 43 centímetros é um cenário a ter em conta "se as coisas correrem muito bem". Para além da subida da temperatura média, haverá que ter em conta factores como as marés diárias e semidiárias e outras variantes assim, só os valores indicados nesta parte do estudo internacional não são decisivos para avaliar o que vai passar-se na costa portuguesa. EF
Nível da água dos oceanos poderá subir entre 28 e 43 cm
ONU admite cimeira de emergência sobre aquecimento global
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, vai discutir com responsáveis desta organização e do Quénia a possibilidade de convocar uma cimeira de emergência para desbloquear o impasse na redução das emissões de gases com efeito de estufa.
A reunião de Ban com os responsáveis das Nações Unidas para a área do ambiente está agendada para quarta-feira, disse à agência Associated Press, Nick Nuttall, porta-voz do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.
Nuttal acrescentou que o impulso para esta cimeira de líderes mundiais foi dado pelo reconhecimento, por parte de George W. Bush, da necessidade de lidar com as alterações climáticas e pelas propostas da União Europeia para a nova política energética que sublinham a necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono a que está associado o aquecimento global.
Aquecimento global: 600 milhões com fome, 3.200 milhões com seca

O texto preliminar do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas só deverá ser divulgado em Abril, mas o jornal australiano The Age teve acesso a alguns dos seus dados.
O documento adianta que a escassez de água afectará sobretudo a China, Austrália e partes da Europa e Estados Unidos, enquanto que inundações litorais podem submergir cerca de 7 milhões de casas.
O Painel Intergovernamental foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa Ambiental da ONU para orientar as políticas globais sobre o aquecimento global.
O grupo deve divulgar sexta-feira em Paris um relatório prevendo que até 2100 a temperatura média do mundo estará entre 2 a 4,5 graus centígrados acima dos níveis pré-industriais, sendo que a estimativa mais provável é de 3 graus.
Este relatório deve resumir a base científica das alterações climáticas, enquanto o texto de Abril enumerará os pormenores das consequências do aquecimento e as opções para que seja possível adaptar-se-lhe.
O relatório preliminar contém um capitulo inteiro sobre a Austrália, que vive actualmente a pior seca da sua história, alertando que a Grande Barreira de Recifes se tornará «funcionalmente extinta» devido à destruição dos corais.
Além disso, a neve deve desaparecer das montanhas no sudeste do país, enquanto o fluxo de água na bacia do rio Murray-Darling, principal área agrícola australiana, deve cair de 10 a 25% até 2050.
Na Europa, os glaciares deverão desaparecer dos Alpes centrais, enquanto algumas ilhas do Pacífico devem ser gravemente atingidas pela elevação dos mares e intensificação da frequência das tempestades tropicais.
Estudo prevê degelo mais rápido

2007-01-29 20:35
ONU
O aquecimento global está aí, provocando Verões mais quentes e também Invernos mais frios. Em Paris, cientistas de todo o mundo dão os últimos retoques num extenso relatório a divulgar no final da semana e que se espera que seja um alerta claro para o aumento das temperaturas e a subida geral do nível dos oceanos.
O «Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas» foi criado há 18 anos pelas Nações Unidas. As suas conclusões baseiam-se nas últimas descobertas científicas, mas também em dados mais profundos sobre o passado.
Um conjunto de cientistas e especialistas na matéria elaboraram e editaram o estudo, cujo resumo sairá, esta sexta-feira, traçando o panorama geral.
Quercus duvida das metas para renováveis

segunda-feira, janeiro 29, 2007
Turismo será um dos sectores mais afectados
O Turismo será um dos sectores económicos mais afectados pelas alterações climáticas e, apesar dessas consequências ainda não se fazerem sentir, algumas regiões de turismo antevêem dias difíceis para o sector. Já o secretário de Estado do Ambiente garante que estão a ser tomadas medidas adequadas.
( 13:02 / 29 de Janeiro 07 )
O Turismo será um dos sectores da economia portuguesa mais afectados pelo aquecimento global, caso não se tomem medidas urgentes para encarar as alterações climáticas que têm vindo a ocorrer nos últimos anos.Em declarações à TSF, o secretário de Estado do Ambiente opinou que «a actividade turística é inteligente ao ponto de também pensar em alternativas» e em medidas para encarar as alterações climáticas, uma preocupação que, na sua opinião, já está a merecer a atenção dos profissionais do sector. «Não prevemos qualquer cenário iminente de dificuldade transcendental em termos de água», porque o sector está a saber geri-la, como por exemplo, ao usar águas residuais na rega de campos de golf.Pelo menos na Serra da Estrela e do Algarve, as Regiões de Turismo já estão a tomar medidas para se adaptarem às possíveis consequências das alterações climáticas, embora este fenómeno ainda não esteja a ser sentido junto dos agentes turísticos.«Não podemos dizer que as alterações são visíveis a partir de agora ou desde há alguns anos porque continuaremos a assistir», na última década, a «anos em que neva muito e mais cedo e outros em que neva menos e mais tarde», contou à TSF o presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela.Jorge Patrão adiantou que «este Inverno é daqueles em que a falta de neve está a ser sentida», com o turismo da Serra da Estrela a registar uma diminuição de 20 por cento. Contudo, «como ela está a chegar, talvez as pessoas possam vir a ultrapassar aquilo que foi o ano passado», acrescentou.Também no Algarve, as mudanças de clima não têm afastado os turistas, tendo mesmo o número de visitantes aumentado nos últimos dois anos. A seca dos últimos tempos não tem sido, no entanto, um bom cartão de visita para a região, confessou o presidente da Região de Turismo do Algarve, ao contar quando promovem a região no estrangeiro, como por exemplo a «Taça do Mundo de Golfe», a «primeira pergunta» é se a região tem «água para regar os campos de golfe». «Este aquecimento de um ou dois graus pode ter implicações» e é necessário «estarmos «preparados para reagir e ir criando reservas estratégicas», por exemplo, «a nível de água para não estarmos dependentes excessivamente da água do subsolo», alertou Hélder Martins, presidente da Região de Turismo do Algarve.
Clima reúne cientistas em Paris
Os principais especialistas em alterações climáticas reúnem-se a partir desta segunda-feira em Paris, durante quatro dias, para analisar o actual conhecimento científico sobre o assunto, prevendo-se conclusões pessimistas que acentuam a responsabilidade humana no aquecimento global
VISAOONLINE 29 Jan. 2007
Reunido em Paris, o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa), um grupo científico criado pelas Nações Unidas em 1988, deverá confirmar a extensão do aquecimento global em curso e o grau de responsabilidade humana, fornecer previsões sobre o fenómeno, suas consequências e impactos regionais e apontar pistas para os decisores políticos.A divulgação pública do quarto relatório do IPCC está prevista para o dia 2 de Fevereiro, mas alguns dados preliminares foram já avançados pelo jornal El Pais.O relatório das bases científicas do aquecimento, o primeiro e o mais importante (existem outros dois, sobre o impacto no planeta e tecnologias de mitigação) destaca que 2005 e 1998 foram os anos mais quentes desde que existem registos e que seis dos sete anos mais quentes de sempre ocorreram desde 2001. A temperatura média da superfície aumentou desde 1850. As observações do oceano, da atmosfera, a neve o gelo mostram dados consentâneos com o aquecimento global.A temperatura do ar nas zonas terrestres aumentou o dobro da do oceano desde 1979. A temperatura do oceano a grandes profundidades também aumentou desde 1955, refere o relatório preliminar citado pelo El Pais. Embora o aumento de temperatura do oceano seja muito pequeno, a sua importância advém da imensa quantidade de calor necessária para elevar a temperatura do mar.O estudo apresenta também dados sobre a redução de neve no mundo: o derretimento dos glaciares fez subir o nível do mar cerca de 0,5 milímetros ao ano entre 1961 e 2003 e 0,8 entre 1993 e 2003. O Ártico perde em cada década, desde 1978, 7,4% da sua superfície gelada no Verão.Como principal causa os cientistas apontam os gases de efeito de estufa, sobretudo o dióxido de carbono, mas também o metano ou os óxidos de nitrogénio que se libertam durante a queima de carvão, petróleo ou gás.
Alterações climáticas: Indonésia pode ficar sem 2.000 ilhas

Segundo o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, em inglês), reunido esta semana em Paris, o nível do mar poderá subir oito a 29 centímetros até 2030, afirmou Rachmat Witoelar.
«Cada um no mundo sofre directamente os efeitos das alterações climáticas, seja através de inundações, secas ou, Deus nos livre, da subida do nível dos oceanos», declarou.
A Indonésia tem entre 17.500 e 18.100 ilhas e ilhotas, de acordo com os institutos científicos. Cerca de 6.000 são habitadas.
No seu terceiro relatório, publicado em 2001, o IPCC previa um aumento das temperaturas entre 1,4 e 5,8 graus Celsius entre 1990 e 2100, e uma subida do nível dos oceanos entre 9 e 88 centímetros.
O ministro sublinhou que o aquecimento do planeta entrava o desenvolvimento, nomeadamente na Indonésia, onde a subida das temperaturas afecta a agricultura e atrasa a apanha do arroz.
A Indonésia será o país anfitrião da próxima conferência sobre alterações climáticas, prevista para Dezembro de 2007, em Bali.
Diário Digital / Lusa

OZONO
Informação da Direcção-Geral do Ambiente sobreo Ozono Troposférico
Limites excedidos recentemente
Historial dos limites excedidos
Informações sobre o Ozono Trosférico
Ozono Estratosférico no Instituto de Meteorologia
Diminuição da espessura da camada de ozono sobre Portugal nos anos 1968-1997 (Instituto de Meteorologia)
ULTRA VIOLETA
Ultra Violeta Instituto de Meteorologia
Previsão do Índice UV para várias cidades do País (Instituto de Meteorologia)
Mapa da previsão do Índice UV máximo para hoje (Instituto de Meteorologia)
Qualidade da Agua
Qualidade da Água para Consumo HumanoResultados do Controlo
Geral
1999 1998 1997 1996 1995 1994
Comissão Europeia lança a primeira Semana da Energia Sustentável

Mais de 40 eventos em cidades europeias
A Comissão Europeia revelou hoje que vai lançar segunda-feira a primeira Semana da Energia Sustentável da União Europeia, iniciativa que prevê realizar 44 eventos em várias cidades europeias.
O objectivo é ajudar a acelerar a mudança para uma energia baixa em carbono e promover a eficiência energética, no âmbito da nova Política energética para a Europa, lançada a 10 de Janeiro.
“A política energia não diz apenas respeito à legislação, mas também à comunicação entre todos os agentes (...) para que, juntos, empreendam uma verdadeira revolução”, comentou o comissário para a Energia, Andris Piebalgs.
Durante a Semana da Energia Sustentável, a primeira iniciativa organizada em conjunto pelas instituições europeias e várias autoridades públicas e privadas, será promovida a troca de ideias sobre como desenvolver o sector.
Serão debatidas as últimas ideias e desenvolvimentos na área da energia sustentável e das renováveis e promovidas parcerias.
Site da Semana europeia da Energia Sustentável
Renováveis podem satisfazer metade das necessidades energéticas do mundo em 2050

Metade das necessidades energéticas do mundo em 2050 podem ser satisfeitas pelas energias renováveis e pela maior eficiência, revelou o relatório “Revolução da Energia”, do Centro Aeroespacial alemão.
O documento, encomendado pela organização ecologista Greenpeace e pelo Conselho Europeu de Energias Renováveis, diz que as renováveis podem fornecer cerca de 70 por cento da electricidade mundial e 65 por cento das necessidades térmicas globais.
Sven Teske, da Greenpeace, considera este relatório como um guia para a satisfação das futuras necessidades energéticas sem agravar o problema das alterações climáticas e promovendo o crescimento económico global, cita hoje a edição online da BBC.
A estratégia adoptada no relatório, onde são apresentados dez cenários regionais, mostra que é economicamente viável reduzir as emissões de dióxido de carbono em 50 por cento nos próximos 43 anos.
O relatório defende a substituição das centrais a carvão e nucleares pela geração de renováveis, quando chegarem ao fim da sua vida útil.
“Agora temos cinco grandes fontes de energia: petróleo, carvão, gás, nuclear e hídrica. No nosso cenário, temos solar, eólica, geotérmica, biomassa e hídrica”, disse Teske à BBC.
Os autores do estudo adiantam ainda que, em 2050, a maioria dos combustíveis fósseis será utilizada no sector dos transportes.
Teske explicou que o esperado aumento na procura de energia nas economias emergentes e países em desenvolvimento será equilibrado pelo aumento de eficiência nas nações desenvolvidas.
“Aquilo que queremos acreditar é que existe uma alteração na mentalidade dos políticos, especialmente depois do que vimos estar a acontecer com o clima”, comentou Arthouros Zervos, presidente do Conselho Europeu para as Energias Renováveis. “Esperamos que este relatório tenha um efeito na decisão política”.
Relatório "Revolução da Energia" (em pdf)
Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas reunido hoje em Paris
Os principais especialistas em alterações climáticas reúnem-se a partir de hoje em Paris para analisar o actual conhecimento científico sobre o assunto, prevendo-se conclusões pessimistas que acentuam a responsabilidade humana no aquecimento global.
O quarto relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa), um grupo científico criado pelas Nações Unidas em 1988, deverá confirmar a extensão do aquecimento em curso e o grau de responsabilidade humana, fornecer previsões sobre o fenómeno, suas consequências e impactos regionais e apontar pistas para os decisores políticos.A divulgação pública está prevista para o dia dois de Fevereiro, mas alguns dados preliminares foram já avançados pelo jornal "El País".O relatório do IPCC supõe um mínimo denominador comum científico sobre o aquecimento, mas a redacção final do texto pode mudar durante a reunião de Paris, de 29 de Janeiro a um de Fevereiro de 2007, quando serão apresentadas as conclusões do painel.O que pode mudar, sobretudo, é o resumo para políticos, que é aprovado frase a frase, através de delegados mandatados pelos respectivos governos.O relatório das bases científicas do aquecimento, o primeiro e o mais importante (existem outros dois, sobre o impacto no planeta e tecnologias de mitigação) destaca que 2005 e 1998 foram os anos mais quentes desde que existem registos e que seis dos sete anos mais quentes de sempre ocorreram desde 2001.A temperatura média da superfície aumentou desde 1850. As observações do oceano, da atmosfera, a neve o gelo mostram dados consentâneos com o aquecimen to global.A temperatura do ar nas zonas terrestres aumentou o dobro da do oceano desde 1979. A temperatura do oceano a grandes profundidades também aumentou desd e 1955, refere o relatório preliminar citado pelo "El País".Embora o aumento de temperatura do oceano seja muito pequeno, a sua imp ortância advém da imensa quantidade de calor necessária para elevar a temperatur a do mar.É muito improvável que o aquecimento observado se deva à variabilidade do clima, sublinha o documento.O estudo apresenta também dados sobre a redução de neve no mundo: o derretimento dos glaciares fez subir o nível do mar cerca de 0,5 milímetros ao ano entre 1961 e 2003 e 0,8 entre 1993 e 2003.O Ártico perde em cada década, desde 1978, 7,4 por cento da sua superfície gelada no Verão.Uma vez que existe a certeza do aquecimento, os cientistas passam pela difícil tarefa de atribuir as causas.Por isso, o IPCC define causas como "muito provável" (o que significa que o grau de atribuição é superior a 90 por cento), provável (mais de 66 por cen to) ou tão provável como não (entre 33 e 66 por cento).E a principal causa são os GEE, sobretudo o dióxido de carbono, mas também o metano ou os óxidos de nitrogénio que se libertam durante a queima de carvão, petróleo ou gás.Estes gases acumulam-se durante séculos na atmosfera. Embora deixem passar a radiação solar para a Terra, travam a saída de calor que a superfície terrestre emite a superfície terrestre aquecendo o planeta A este efeito há que juntar o das partículas em suspensão, também procedentes das fábricas e dos automóveis que travam a chegada da radiação solar ao planeta e arrefecem-no.Tendo em conta os factores que incidem no balanço energético, predomina o aquecimento dos GEE."É muito provável que os GEE sejam a causa dominante do aquecimento observado nos últimos 50 anos no mundo", estima o relatório.A concentração actual de GEE na atmosfera é a maior em 650 mil anos. Os modelos prevêem um aumento da temperatura de três graus em apenas um século, sem excluir subidas de mais de 4,5 graus.A atribuição do aquecimento ao homem é agora maior do que em 2001, data do último relatório.Na altura os cientistas foram mais cautelosos e agora consideram essa causa como muito mais provável.O relatório de 2007 assinala que o incremento de situações extremas - como secas e ondas de calor - "pode ser atribuído à mudança climática antropogénica", ou seja produzida pela acção do homem.
domingo, janeiro 28, 2007
Mudanças climáticas são maior ameaça que terrorismo

O cientista inglês Stephen Hawking defendeu em Londres que as mudanças climáticas são uma ameaça maior do que o terrorismo, considerando que a comunidade científica tem o dever de alertar o público para os riscos que corre.
Hawking falava durante a cerimónia de acerto do relógio do Juízo Final, criado na década de 1940 para alertar para os perigos da proliferação nuclear, que foi adiantado das 23:53 para 23:55, aproximando-se da meia-noite, a hora que simboliza o holocausto nuclear e a eminência de desastre ambiental. "As actividades humanas e as tecnologias estão a afectar o clima de tal forma que poderão mudar a vida na Terra para sempre", disse Stephen Hawking. Defendeu que, como cidadãos, os cientistas têm o dever de alertar o público para os "riscos desnecessários" com que vivemos diariamente e para os perigos que prevêem se os "governos e as sociedades não agirem no sentido de abolir as armas nucleares e de prevenirem mais mudanças climáticas". Segundo o matemático inglês, as mudanças climáticas terão efeitos catastróficos, no entanto, a ameaça nuclear continua a ser a maior preocupação. "É importante enfatizar que 50 das actuais armas nucleares podem matar 200 milhões de pessoas", disse. O relógio do Juízo Final, que é gerido desde 1947 pelos directores do Boletim dos Cientistas Atómicos, foi criado por alguns dos responsáveis pela primeira bomba atómica para alertar para os perigos da proliferação nuclear. Acertado em 1947 para as 23:53 (sete minutos antes da meia-noite), os p onteiros do relógio foram mexidos 18 vezes (incluindo o acerto de hoje) em resposta a acontecimentos mundiais. A última mudança aconteceu em 2002, quando o relógio foi adiantado dois minutos na sequência da saída dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Anti-Balísticos e depois de ter sido revelado que organizações terroristas procuravam obter armas nucleares e biológicas. O acerto de hoje coloca o relógio na posição mais perigosa desde o fim da Guerra Fria (1990), quando os ponteiros foram posicionados nos 10 minutos para a meia-noite. A posição mais próxima da meia-noite - apenas a dois minutos -foi registada em 1953 na sequência do teste de uma bomba de hidrogénio feito pelos Estados Unidos. As ambições nucleares do Irão e da Coreia do Norte, a escalada do terrorismo, a proliferação de materiais nucleares em várias partes do mundo, o estado de "pronto a disparar" de 2 mil das 25 mil armas atómicas detidas pelos Estados Unidos e pela Rússia são os motivos que levaram ao adiantamento do relógio. Fundado em 1945 por cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica, o Boletim de Cientistas Atómicos conta 17 prémios Nobel entre os seus directores e patrocinadores. Inicialmente apenas focado na ameaça de uma guerra nuclear, alargou as suas preocupações à generalidade das ameaças à sobrevivência humana. Nesse sentido, passará igualmente a acompanhar o aumento da temperatura no planeta, segundo o seu editor Mark Strauss.
Agência LUSA
O relógio simbólico, que é gerido desde 1947 pelos directores do Boletim dos Cientistas Atómicos para alertar para os perigos da proliferação nuclear, será adiantado às 14h de hoje em cerimónias simultâneas em Washington e Londres.
As ambições nucleares do Irão e da Coreia do Norte, a escalada do terrorismo, a proliferação de materiais nucleares em várias partes do mundo, o estado de «pronto a disparar» de 2 mil das 25 mil armas atómicas detidas pelos Estados Unidos e pela Rússia são os motivos que levaram ao adiantamento do relógio.
Segundo os cientistas, o acerto da hora também assinala a entrada na «segunda era nuclear, marcada por graves ameaças».
Acertado em 1947 para as 23h53 (sete minutos antes da meia-noite), os ponteiros do relógio foram mexidos 17 vezes em resposta a acontecimentos mundiais.
A última mudança aconteceu em 2002 quando o relógio foi adiantado dois minutos na sequência da saída dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Anti-Balísticos e depois de ter sido revelado que organizações terroristas procuravam obter armas nucleares e biológicas.
Actualmente, o relógio está novamente nos sete minutos para a meia-noite, a posição mais perigosa desde o fim da Guerra Fria (1990), quando os ponteiros foram posicionados nos 10 minutos para a meia-noite.
Fundado em 1945 por cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica, o Boletim de Cientistas Atómicos conta 17 prémios Nobel entre os seus directores e patrocinadores.
Lusa / SOL
Mudanças climáticas vão matar mais peixes

Sabia-se, por verificação estatística, que o aumento da temperatura do mar está implicado no declínio de alguns stocks de peixes. Mas o mecanismo exacto que determina essas perdas era até agora desconhecido. Dois cientistas alemães encontraram o fio à meada e garantem que isso tem um efeito biológico nos peixes, ao alterar a sua capacidade de absorção de oxigénio. Com esta descoberta, que é publicada hoje na revista Science, os dois investigadores do Instituto de Investigação Marinha e Polar Alfred Wegener, em Bremerhaven, Alemanha, estabelecem a primeira relação directa entre os dois fenómenos, e juntam mais uma peça ao puzzle dos efeitos do aquecimento global.Hans Otto Portner e Rainer Knust estudaram o peixe-carneiro europeu (Zoarces viviparus), um peixe costeiro com pouco interesse comercial, no seu ambiente natural, no Báltico e mar do Norte, e compararam o seu comportamento com experiências feitas em laboratório."Quando as temperaturas aumentam, o processo de alimentação do organismo através do oxigénio deteriora-se", explicam os dois investigadores, sublinhando que essa insuficiência ligada às condições climáticas será "um factor determinante para a sobrevivência da espécie no futuro". A migração de espécies e a reconfiguração dos actuais ecossistemas marinhos é outra possibilidade a prazo, asseguram.As observações no mar do Norte e Báltico revelaram que estes peixes crescem mais lentamente e que as suas populações têm uma taxa de mortalidade superior à média quando a temperatura da água se eleva acima dos 17 graus Celsius. A partir dos 21 graus, não sobrevivem durante muito tempo. A temperatura no mar do Norte aumentou 2,4 graus Celsius nas últimas quatro décadas, como consequência indirecta do aquecimento global, esclarecem os investigadores no seu artigo, citando fontes meteorológicas alemãs. Em Outubro do ano passado, por exemplo, a temperatura média foi ali de 14,2 graus Celsius.
Fórum Económico Mundial

O Fórum Económico Mundial terminou hoje, em Davos, a sua reunião anual com a promessa de converter em acções os compromissos assumidos no encontro, em questões como as alterações climáticas e o comércio mundial
«Estamos no epicentro dos compromissos mundiais. Não seria justo que os compromissos destes dias fiquem no ar», disse o presidente e director executivo da Coca-Cola, Neville Isdell, que integra o comité organizador do Fórum, na conferência de imprensa final do encontro.
O 36º Fórum Económico Mundial reuniu mais de 2.400 líderes políticos e empresariais, que participaram em mais de 220 debates sobre temas como o impacto das alterações climáticas na economia e na sociedade, a crise no Médio Oriente, as perspectivas da economia global e do êxito da Ronda de Doha (na Organização Mundial do Comércio, OMC).
Pelo menos 17 sessões e mesas-redondas foram dedicadas às alterações climáticas, este ano um dos principais temas do Fórum.
Além das discussões formais e informais dedicadas ao «negócio», o Fórum Económico Mundial pretende ser também «socialmente responsável», interessando-se pela pobreza e a situação em África, patente numa discussão entre o cantor irlandês Bono e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair.
Aberta pela chanceler alemã, Angela Merkel, e encerrada por Blair, a reunião acolheu este ano mais chefes de Estado e de Governo, com uma representação importante da América Latina e do Médio Oriente.
O presidente brasileiro, Lula da Silva, apelou aos países ricos para reduzirem os subsídios agrícolas, um dos temas que têm travado um acordo no seio da OMC.
Os membros da OMC reuniram-se sábado, à margem do Fórum, para tentar relançar as negociações, paradas desde o Verão de 2006.
Contrariamente ao que tem acontecido em outras edições, o Fórum deste ano não foi palco para nenhuma estrela de Hollywood.
LUSA/SOL
quarta-feira, janeiro 24, 2007
A Aposta nas energias renováveis

10-01-2007 - Reuters, AFP
A Comissão Europeia anunciou hoje um ambicioso plano energético, assente numa redução da dependência dos combustíveis fósseis, importados de países terceiros, e na diminuição dos gases com efeito de estufa em 20 por cento até 2020.
"Se for adoptada, esta será de longe a política mais ambiciosa, não apenas na Europa mas em todo o mundo, contra as alterações climáticas", afirmou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso na apresentação da estratégia.
Novamente confrontada com a interrupção no abastecimento petrolífero da Rússia (o seu principal fornecedor energético), a União Europeia (UE) vê-se obrigada a reduzir a sua dependência em relação ao exterior e ao mesmo tempo combater o sobre-aquecimento global – objectivos que só poderão ser alcançados através da redução do consumo e da aposta em energias alternativas.
"Precisamos de novas políticas para enfrentar uma nova realidade, políticas que mantenham a competitividade da Europa, protejam o ambiente e tornem as nossas fontes energéticas mais seguras", afirmou Barroso, para quem a iniciativa hoje anunciada pela Comissão abre a porta a uma "revolução pós-industrial".
A estratégia comum prevê que a União Europeia reduza até 2020 a emissão de gases com efeito de estufa em 20 por cento, relativamente aos valores de 1990, admitindo chegar aos 30 por cento se outros países desenvolvidos aderirem à iniciativa.
Esta meta vai muito além do compromisso assumido em 2004 pelos Estados-membros, que previa uma redução de oito por cento das emissões no período de 2008 e 2012, e que os ambientalistas consideraram insuficiente para combater o sobre-aquecimento global.
Aposta nas energias renováveis
Para que tal seja possível, o novo plano – em elaboração há um ano, mas que terá de ser aprovado pelos 27 Estados-membros antes de entrar em vigor – estabelece novas metas para o uso das energias renováveis, como a eólica e a solar. Até 2020, estas fontes deverão fornecer 20 por cento da energia usada na UE (a meta actual, que não deverá ser cumprida, previa um objectivo de 12 por cento até 2010, refere a AP).
A estratégia prevê também um aumento no recurso aos biocombustíveis – que deverão representar dez por cento da energia gasta pelo sector dos transportes – e uma aposta na investigação de formas para diminuir as emissões de carbono libertadas pela combustão das energias fósseis, em especial o carvão.
A estratégia aposta ainda numa redução do consumo, promovendo um uso mais eficiente da energia por parte da indústria, dos transportes e dos consumidores privados. O plano prevê que até 2020, a UE esteja a consumir menos 14 por cento de energia, o que representaria uma poupança estimada em cem mil milhões de euros.
O documento deixa, contudo, ao critério dos Estados-membros o recurso à energia nuclear – um dos temas mais polémicos em discussão. "Não nos compete dizer aos Estados-membros se devem recorrer mais ou menos ao nuclear, ou se não devem recorrer de todo", afirmou Durão Barroso. "O que é importante é progredir na direcção de uma economia menos dependente do carbono", sublinhou.
Contudo, o presidente do executivo europeu admitiu que o encerramento de centrais nucleares poderá tornar mais difícil o cumprimento da redução dos gases com efeito de estufa. Para limitar as consequências, a Comissão Europeia aconselha os países que estão a ponderar diminuir o recurso à energia nuclear, como é o caso da Alemanha, a substituí-la por fontes energéticas não poluentes.
O Sol: energia solar
O vento: energia eólica
Os rios e correntes de água doce: energia hidráulica
Os mares e oceanos: energia mareomotriz
A matéria orgânica: biomassa
O calor da Terra: energia geotérmica
As energias renováveis são consideradas como "energias alternativas" ao modelo energético tradicional, tanto pela sua disponibilidade (presente e futura) garantida (diferente dos combustíveis fósseis que precisam de milhares de anos para a sua formação) como pelo seu menor impacto ambiental; ainda que em alguns casos este possa ser muito grande, como o causado pela Barragem das Três Gargantas, recentemente finalizada na China e que provocou o deslocamento de milhões de pessoas e a inundação de muitos quilómetros quadrados de terras.
Os combustíveis renováveis, além de serem fontes inesgotáveis de energia, não geram aumento de CO2 e outros gases nocivos na atmosfera, uma vez que as emissões geradas pela queima dos mesmos é re-absorvida pela biomassa. Ao contrário dos combustíveis renováveis, que representam um ciclo fechado de carbono, os combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão mineral lançam carbono adicional na atmosfera (na verdade carbono que estava armazenado há milhões de anos), agravando o efeito estufa.
Como todas as gorduras, os óleos vegetais são ésteres de glicerina e uma mistura de ácidos gordos e são insolúveis em água, mas solúveis em solventes orgânicos.
Óleos à base de sementes:
caju
semente do ricínio - óleo de ricíniobeto
sementa da linhaça - óleo de linhaça
semente da uva - óleo de uva
cânhamo (cannabis)
mostarda
semente da papoila - óleo de papoila
colza
semente de sésamo - óleo de sésamo
girassol
Outros óleos vegetais:
amêndos
alperce
abacate
milho - óleo de milho
algodão
côco - óleo de côco
avelã
neem
azeitona - azeite
palma - óleo de palma
amendoim - óleo de amendoin
abóbora
soja - óleo de soja
noz
De acorco com o Departamento de Agriculura dos Estados Unidos, o total de consumo de óleos vegetais em 2000 era o seguinte:
Soja - 26.0 milhões de toneladas métricas (t)
Palma- 23.3 t
Colza- 13.1 t
Girassol- 8.6 t
Amendoim- 4.2 t
Algodão- 3.6 t
Palma- 2.7 t
Azeite- 2.6 t
Note que estes dados além do consumo humano reflectem igualmente a utilização industrial e alimentação animal. A maioria do óleo de colza europeu é utilizado para a produção de biodiesel, ou utilizado como combustível em motores diesel com modificados desenvolvidas pela companhia alemã Elsbett para suportarem óleos com elevado teor de viscosidade. O uso como combustível pode causar surpresa, mas o proprio Rudolf Diesel originalmente desenhou o seu motor para rodar com óleo de amendoin em 1912 quando apresentou para o Institudo inglês de Engenharia Macânica (IMechE), depois disso seu uso como combustível retornou após a crise do petróleo, com a invenção do motor multicombustível Elsbett em 1970.
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Ãleo_vegetal"
Poluição atmosférica: principal causa do aquecimento global


A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento de poluentes, principalmente de gases derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, gás carbônico e monóxido de carbono, principalmente) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.
Conseqüências do aquecimento global - Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;- Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas em nosso planeta;- Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;- Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.
Protocolo de Quioto
Aquecimento global pode beneficiar norte da Europa
» Aquecimento global diminui capacidade respiratória de peixe
Como conseqüência do chamado efeito estufa, menos pessoas do norte da Europa morrerão de frio do que atualmente, e a costa do Mar do Norte pode se transformar em uma nova "Riviera", afirma o relatório, que vazou para o jornal Financial Times.
Também acabariam as migrações anuais dos ricos europeus do norte em direção ao sul, o que teria, por sua vez, conseqüências dramáticas para países que são destinos turísticos, como Espanha, Grécia e Itália. Um sexto dos turistas do mundo - 100 milhões de pessoas por ano - habitualmente viaja para o sul durante suas férias e gasta lá cerca de 100 bilhões de euros.
"Quanto mais turistas ficarem em casa ou escolherem outros destinos, maior será o impacto distributivo sobre a Europa", afirma o documento a que o jornal britânico teve acesso. Enquanto no norte menos pessoas morrerão de frio, ocorrerá o contrário no sul, onde dezenas de milhares de pessoas não resistirão aos efeitos do calor. Além disso, a desertificação e a ocorrência de incêndios aumentarão.
Se o aumento das temperaturas for de 3%, o número anual de mortes em decorrência do calor crescerá em 87 mil até 2071, segundo os cálculos dos especialistas. Caso os esforços para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa consigam limitar o aumento das temperaturas a 2,2%, a alta no número de mortos seria de 36 mil por ano.
No pior dos casos, o nível do mar pode aumentar em até um metro, o que obrigaria a construção de defesas litorâneas, diz o estudo, segundo o qual este tipo de medida pode contribuir para economizar dois terços dos custos econômicos desse fenômeno.
De acordo com o cenário mais otimista - um aumento de apenas 2.2% das temperaturas - o custo econômico total seria de 4,4 bilhões de euros até 2020, em comparação com os 5,9 bilhões de euros no caso mais extremo, que elevaria o custo a 42,5 bilhões de euros até 2080.
Outras conseqüências do aquecimento global seriam a acidificação dos oceanos, o que afetaria a pesca, e uma intensificação tanto das secas como das inundações, o que teria graves conseqüências humanas e econômicas. O alarmante relatório foi preparado pela diretoria para o meio ambiente da CE com dados do serviço de observação por satélite do bloco.
A publicação do relatório, prevista para a semana que vem, coincidirá com a presença em Washington do presidente da CE, José Manuel Barroso, que tentará convencer o presidente George W. Bush a apoiar um mecanismo de troca mundial de emissões de C02 como o defendido pelos europeus.
Os autores do estudo chegaram à conclusão de que reduzir as emissões dos gases do efeito estufa em 25% custaria apenas 0,19% do Produto Interno Bruto anual da UE, o que consideram totalmente viável.
EFE
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Buraco na camada do ozono

últimas décadas tentou-se evitar ao máximo a utilização do CFC e, mesmo assim, o buraco na camada de ozônio continua aumentando, preocupando cada vez mais a população mundial. As ineficientes tentativas de se diminuir a produção de CFC, devido à dificuldade de se substituir esse gás ,principalmente nos refrigeradores, fêz com que o buraco continuasse aumentando, prejudicando cada vez mais a humanidade. Um exemplo do fracasso na tentativa de se eliminar a produção de CFC foi a dos EUA, o maior produtor desse gás em todo planeta. Em 1978 os EUA produziam, em aerossóis, 470 mil toneladas de CFC, aumentando para 235 mil em 1988. Em compensação, a produção de CFC em outros produtos, que era de 350 mil toneladas em 1978, passou para 540 mil em 1988, mostrando a necessidade de se utilizar esse gás em nossa vida quotidiana. É muito difícil encontrar uma solução para o problema. De qualquer forma, temos que evitar ao máximo a utilização desse gás, para que possamos garantir a sobrevivência de nossa espécie.
O buraco
A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida. Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozono que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema.
O que são os raios ultravioleta
Raios ultravioletas são ondas semelhantes a ondas luminosas, as quais se encontram exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível. O comprimento de onda dos raios ultravioletas varia de 4,1 x 10-4 até 4,1 x 10-2 mm, sendo que suas ondas mais curtas são as mais prejudiciais.
A reacão
As moléculas de clorofluorcarbono, ou Freon, passam intactas pela troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até uma altitude média de 10.000 metros. Em seguida essas moléculas atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de CFC (ClFC) liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2).
A reação tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um átomo de oxigênio de outra molécula de ozônio, e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia.
Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozono. Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio. Estes óxidos de nitrogênio são produzidos continuamente pelos veículos automotores, resultado da queima de combustíveis fósseis. Infelizmente, a produção de CFC, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio, consegue, devido à reação em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis.
Porque na Antártida?
No Brasil, a camada de ozono ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5% dos aerosóis utilizam CFC, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao clorofluorcarbono.
Os males
A principal conseqüência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no efeito estufa, o que causaria o descongelamento das geleiras polares e conseqüente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais aconselha-se a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.
Aquecimento global

Recentemente, muitos meteorologistas e climatólogos tem afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno. Grande parte da comunidade científica acredita que aquecimento observado se deve ao aumento da concentração de poluentes antropogênicos na atmosfera que causa um aumento do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os gases responsáveis pelo efeito estufa (vapor de água, dióxido de carbono, ozonio, CFC´s) absorvem alguma da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam por sua vez alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30ºC mais quente do que estaria sem a presença dos gases «de estufa». Sem esse aquecimento, a vida, como a conhecemos, não poderia existir. O problema é que os poluentes atmosféricos aumentam esse efeito de radiação, podendo ser os responsáveis pelo aumento da temperatura média superficial global que se parece estar a verificar. O Protocolo de kyoto visa a redução da emissão de gases que promovem o aumento do efeito estufa.
Variação de temperatura na Terra de 1860 até 2004
A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correcção dos efeitos de "ilhas urbanas" mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6 ± 0.2 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000(fonte IPCC). De 1945 a 1976, houve um arrefecimento que fez com que temporariamente a comunidade científica suspeitasse que estava a ocorrer um arrefecimento global ( ver Global cooling). O aquecimento verificado não foi globalmente uniforme. Durante as últimas décadas, foi em geral superior entre as latitudes de 40°N e 70°N, embora nalgumas áreas, como a do Oceano Atlântico Norte, tenha havido um arrefecimento . É muito provável que os continentes tenham aquecido mais do que os oceanos (Fonte: IPPC). Há, no entanto que referir que alguns estudos parecem indicar que a variação em irradiação solar pode ter contribuído em cerca de 45–50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.
Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX.
Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retracção dos glaciares e da cobertura de neve das montanhas em regiões não polares durante todo o século XX.(Fonte: IPCC). No entanto, a retracção dos glaciares na Europa já ocorre desde a era Napoleónica e, no Hemisfério Sul, durante os últimos 35 anos, o derretimento apenas aconteceu em cerca de 2% da Antártida; nos restantes 98%, houve um esfriamento e a IPPC estima que a massa da neve deverá aumentar durante este século. A diminuição da área dos glaciares ocorrida nos últimos 40 anos, deu-se essencialmente no Ártico, na Rússia e na América do Norte; na Eurásia (no conjunto Europa e Ásia), houve de facto um aumento da área dos glaciares, que se pensa ser devido a um aumento de percipitação.
Estudos divulgados em Abril de 2004 procuraram demonstrar que a maior intensidade das tempestades estava relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores teriam sido responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furações registrada nos Estados Unidos, México e países do Caribe. No entanto, enquanto, por exemplo, no período de quarto-século de 1945-1969, em que ocorreu um ligeiro arrefecimento global, houve 80 furacões principais no Atlântico, no período de 1970-1994, quando o globo se submetia a uma tendência de aquecimento, houve apenas 38 furacões principais. O que indica que a actividade dos furacões não segue necessariamente as tendências médias globais da temperatura
Evitar andar de carro

- Evite lavar o automóvel com mangueira. Use antes um balde e uma esponja ou leve-o a uma estação de serviço. Calcula-se que, ao utilizar mangueira, gastará cerca de 570 litros de água; se utilizar a esponja, apenas gastará 57.
- Visite uma oficina regularmente e verifique a emissão de fumo que sai do veículo.
- Poupe combustível evitando a condução nervosa e as acelerações bruscas.
- Procure saber se na garagem aceitam óleos e lubrificantes usados e se alguém os recicla.
- Evite as viagens de automóvel desnecessárias. Assim, está a ajudar a reduzir a poluição provocada pelo óxido de azoto.
- Procure ter o seu carro sempre bem afinado, pois é a maneira mais fácil de o fazer poupar gasolina.
- Mantenha os travões devidamente ajustados. Maus travões podem roubar eficiência quanto ao combustível.
- Adira à iniciativa do Dia Sem Carros.
- Utilize transportes públicos e ande a pé ou de bicicleta sempre que possível.
- Convém conduzir a velocidades moderadas, sem pôr o motor em marcha demasiado lenta; uma aceleração rápida queima grandes quantidades de combustível e produz um maior nível de poluição do que a aceleração gradual.
- Tente descobrir quem, no seu emprego, faz o mesmo percurso que você. Em vez de quatro carros, poder-se-á utilizar apenas um.
- Mantenha os pneus com a pressão correcta. Assim, está a impedir o seu desgaste prematuro devido a uma maior flexibilidade ou aquecimento exagerado. Para além disso, poupa gasolina.
- Compre pneus mais duradouros.
- Não compre um automóvel maior do que as suas necessidades. Automóveis mais pesados utilizam até 50 por cento mais combustível do que os modelos mais leves.
O automóvel dos dias de hoje dispõe, tipicamente, de um motor de combustão interna, de dois ou quatro tempos, propulsionado a gasolina,diesel ou álcool. No entanto, a sua constituição deve a inúmeras invenções em várias artes e ciências, como a física, matemática, design, etc.
No contexto legal, a circulação automóvel encontra-se definida pelo código de estrada que pode variar entre países. Por exemplo, no Brasil, o automóvel encontra-se definido no Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro como um veículo de transporte até 8 passageiros, excluído o condutor e cujo peso não exceda 3500 kg
e quando está frio?

- Para acender a lareira, evite usar acendedores (feitos a partir de petróleo) e usar antes tiras de casca de laranja seca que, além do mais, deixam um cheiro agradável.
- Apague o aquecedor ou a braseira quando já não precisar deles. Ao diminuir gastos de electricidade, ajuda a reduzir a produção de dióxido de enxofre proveniente das centrais eléctricas.
- Evite aquecedores com a resistência eléctrica à vista: o seu consumo é muito elevado e secam demasiado ao ar.
- Mantenha o aquecimento no mínimo para poupar energia.
- Para economizar aquecimento, isole melhor a habitação, por exemplo, os telhados, janelas, portas e paredes. Evitar correntes de ar em redor de portas, caixas de correio e janelas pois podem ser responsáveis por 15 por cento das perdas de calor. Coloque vidros duplos. No entanto, convém deixar espaço para uma ventilação razoável.
- Pergunte nas lojas se aproveitam materiais de aquecedores ou braseiras que já não funcionam. Se sim, não os deite fora e entregue-os para serem reaproveitados ou reciclados.
Um conjunto de outros acessórios podem acompanhar as lareiras. Nestes contam-se os seguintes: portas frontais para proteger de faíscas, os cachorros (barras de ferro que suportam a madeira), uma tenaz para mover os troncos em chamas, uma vassoura e uma pá para varrer cinzas, um fole ou abanador para reavivar as chamas, luvas resistentes ao calor, fósforos e acendalhas.
Em sítios com climas agrestes, ou nas estações frias do ano, a lareira ainda prevalece como centro de um lar - sobrevivendo à televisão. Nestas circunstâncias as pessoas concentram-se em seu redor para conversar ou realizar outras actividades de uma forma mais íntima, disfrutando do calor e do ambiente acolhedor que a luz de uma lareira cria.
Cuidados na Iluminação

- Apague as luzes quando já não precisar delas. Ao diminuir gastos de electricidade, ajuda a reduzir a produção de dióxido de enxofre proveniente das centrais eléctricas.
- Utilizar, sempre que possível, a iluminação natural. Estará a poupar electricidade.
- Instale detectores de presença que desligam as luzes sempre que uma sala está desocupada.
- Pode reduzir o consumo de electricidade se substituir a iluminação de tecto por iluminação mais directa, como por exmplo, candeeiros em secretárias de trabalho.
- Utilizar, sempre que possível, apenas uma lâmpada em vez de várias.
- Pinte as divisões da casa com cores claras, porque as tintas escuras absorvem a luz enquanto que as claras reflectem-na.
Thomas Alva Edison em 1880 construiu a primeira lâmpada incandescente utilizando uma haste de carvão muito fina que aquecendo até próximo ao ponto de fusão passa a emitir luz.
A haste era inserida numa ampola de vidro onde havia sido formado alto vácuo. O sistema diferia da lâmpada a arco voltaico, pois o filamento de carvão saturado em fio de algodão ficava incandescente, ao invés do centelhamento ocasionado pela passagem de corrente das lâmpadas de arco.
Como o filamento de carvão tinha pouca durabilidade, Edison começou a fazer experiências com ligas metálicas, pois a durabilidade das lâmpadas de carvão não passava de algumas horas de uso.
A lâmpada de filamento de bambu carbonizado foi a que teve melhor rendimento e durabilidade, sendo em seguida substituída pela de celulose, e finalmente a conhecida até hoje com filamento de tungstênio cuja temperatura de trabalho chega a três mil graus Celsius.
Hoje em dia os filamentos são, geralmente, feitos de tungstênio, metal que só derrete quando submetido a temperatura altíssima.
Para evitar que os filamentos entrem em combustão e se queimem rapidamente, remove-se todo o ar da lâmpada, enchendo-a com a mistura de gases inertes, nitrogênio e argônio ou criptônio.
As lâmpadas incandescentes funcionam a baixas pressões, fazendo com que o ar rarefeito funcione como uma fonte de ionização, gerando a corrente elétrica.
Melhorar a vida no nosso planeta

Todos podemos ajudar!
Pilhas
- Utilize, sempre que possível, a electricidade em vez das pilhas.
- Procure utilizar pilhas recarregáveis.
- Procure pilhas com baixo teor de mercúrio;
- Coloque as pilhas que já estão gastas nos pilhómetros espalhados pela cidade e em várias lojas.
obs.: - O metal mais nobre sofre sempre redução - Ânodo = Nele ocorre a oxidação = pólo negativo da pilha - Cátodo = Nele ocorre a redução = pólo positivo da pilha
Central nuclear, o que é?

As centrais nucleares apresentam um ou mais reatores, que são compartimentos impermeáveis à radiação, em cujo interior estão colocados barras ou outras configurações geométricas de minerais com algum elemento radioativo (em geral o urânio). No processo de decomposição radioativa, se estabelece uma reação em cadeia que é sustentada e moderada mediante o uso de elementos auxiliares, dependendo do tipo de tecnologia empregada.
As instalações nucleares são construções muito complexas devido as diversas tecnologias industriais empregadas, e devido ao elevado grau de segurança que é adotado. As reações nucleares, por suas características, são altamente perigosas. A perda do controle durante o processo pode elevar a temperatura a um valor que leve a fusão do reator, e/ou ocorrer vazamento de radiações nocivas para o exterior, comprometendo a saúde dos seres vivos.
A energia nuclear além de produzir uma grande quantidade de energia elétrica também produz resíduos nucleares que devem ser isolados em depósitos impermeáveis durante longo tempo. Por outro lado, os reatores das centrais nucleares não produzem gases tóxicos, que é a característica da combustão dos combustíveis fósseis.
Energia nuclear
Reatores nucleares
Fissão nuclear
Fusão nuclear
Bomba atômica
Bomba H
Radioatividade
Reações nucleares
Central nuclear almirante Álvaro Alberto
Ligações externas
Instituto Tecnológico e Nuclear (Portugal)
Conselho de Segurança Nuclear Espanhol
Forum Nuclear (Espanha)
Seminário de Energia Nuclear
