O Turismo será um dos sectores económicos mais afectados pelas alterações climáticas e, apesar dessas consequências ainda não se fazerem sentir, algumas regiões de turismo antevêem dias difíceis para o sector. Já o secretário de Estado do Ambiente garante que estão a ser tomadas medidas adequadas.
( 13:02 / 29 de Janeiro 07 )
O Turismo será um dos sectores da economia portuguesa mais afectados pelo aquecimento global, caso não se tomem medidas urgentes para encarar as alterações climáticas que têm vindo a ocorrer nos últimos anos.Em declarações à TSF, o secretário de Estado do Ambiente opinou que «a actividade turística é inteligente ao ponto de também pensar em alternativas» e em medidas para encarar as alterações climáticas, uma preocupação que, na sua opinião, já está a merecer a atenção dos profissionais do sector. «Não prevemos qualquer cenário iminente de dificuldade transcendental em termos de água», porque o sector está a saber geri-la, como por exemplo, ao usar águas residuais na rega de campos de golf.Pelo menos na Serra da Estrela e do Algarve, as Regiões de Turismo já estão a tomar medidas para se adaptarem às possíveis consequências das alterações climáticas, embora este fenómeno ainda não esteja a ser sentido junto dos agentes turísticos.«Não podemos dizer que as alterações são visíveis a partir de agora ou desde há alguns anos porque continuaremos a assistir», na última década, a «anos em que neva muito e mais cedo e outros em que neva menos e mais tarde», contou à TSF o presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela.Jorge Patrão adiantou que «este Inverno é daqueles em que a falta de neve está a ser sentida», com o turismo da Serra da Estrela a registar uma diminuição de 20 por cento. Contudo, «como ela está a chegar, talvez as pessoas possam vir a ultrapassar aquilo que foi o ano passado», acrescentou.Também no Algarve, as mudanças de clima não têm afastado os turistas, tendo mesmo o número de visitantes aumentado nos últimos dois anos. A seca dos últimos tempos não tem sido, no entanto, um bom cartão de visita para a região, confessou o presidente da Região de Turismo do Algarve, ao contar quando promovem a região no estrangeiro, como por exemplo a «Taça do Mundo de Golfe», a «primeira pergunta» é se a região tem «água para regar os campos de golfe». «Este aquecimento de um ou dois graus pode ter implicações» e é necessário «estarmos «preparados para reagir e ir criando reservas estratégicas», por exemplo, «a nível de água para não estarmos dependentes excessivamente da água do subsolo», alertou Hélder Martins, presidente da Região de Turismo do Algarve.
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