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domingo, janeiro 28, 2007

Mudanças climáticas são maior ameaça que terrorismo



O cientista inglês Stephen Hawking defendeu em Londres que as mudanças climáticas são uma ameaça maior do que o terrorismo, considerando que a comunidade científica tem o dever de alertar o público para os riscos que corre.

Hawking falava durante a cerimónia de acerto do relógio do Juízo Final, criado na década de 1940 para alertar para os perigos da proliferação nuclear, que foi adiantado das 23:53 para 23:55, aproximando-se da meia-noite, a hora que simboliza o holocausto nuclear e a eminência de desastre ambiental. "As actividades humanas e as tecnologias estão a afectar o clima de tal forma que poderão mudar a vida na Terra para sempre", disse Stephen Hawking. Defendeu que, como cidadãos, os cientistas têm o dever de alertar o público para os "riscos desnecessários" com que vivemos diariamente e para os perigos que prevêem se os "governos e as sociedades não agirem no sentido de abolir as armas nucleares e de prevenirem mais mudanças climáticas". Segundo o matemático inglês, as mudanças climáticas terão efeitos catastróficos, no entanto, a ameaça nuclear continua a ser a maior preocupação. "É importante enfatizar que 50 das actuais armas nucleares podem matar 200 milhões de pessoas", disse. O relógio do Juízo Final, que é gerido desde 1947 pelos directores do Boletim dos Cientistas Atómicos, foi criado por alguns dos responsáveis pela primeira bomba atómica para alertar para os perigos da proliferação nuclear. Acertado em 1947 para as 23:53 (sete minutos antes da meia-noite), os p onteiros do relógio foram mexidos 18 vezes (incluindo o acerto de hoje) em resposta a acontecimentos mundiais. A última mudança aconteceu em 2002, quando o relógio foi adiantado dois minutos na sequência da saída dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Anti-Balísticos e depois de ter sido revelado que organizações terroristas procuravam obter armas nucleares e biológicas. O acerto de hoje coloca o relógio na posição mais perigosa desde o fim da Guerra Fria (1990), quando os ponteiros foram posicionados nos 10 minutos para a meia-noite. A posição mais próxima da meia-noite - apenas a dois minutos -foi registada em 1953 na sequência do teste de uma bomba de hidrogénio feito pelos Estados Unidos. As ambições nucleares do Irão e da Coreia do Norte, a escalada do terrorismo, a proliferação de materiais nucleares em várias partes do mundo, o estado de "pronto a disparar" de 2 mil das 25 mil armas atómicas detidas pelos Estados Unidos e pela Rússia são os motivos que levaram ao adiantamento do relógio. Fundado em 1945 por cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica, o Boletim de Cientistas Atómicos conta 17 prémios Nobel entre os seus directores e patrocinadores. Inicialmente apenas focado na ameaça de uma guerra nuclear, alargou as suas preocupações à generalidade das ameaças à sobrevivência humana. Nesse sentido, passará igualmente a acompanhar o aumento da temperatura no planeta, segundo o seu editor Mark Strauss.

Agência LUSA
2007-01-17 17:13:32
Relógio do Juízo Final aproxima-se da meia-noite nuclear
O relógio do Juízo Final, também conhecido por Pêndulo do Apocalipse, lançado na década de 1940 pelos criadores da primeira bomba atómica, vai ser hoje adiantado alguns minutos, aproximando-se da meia-noite, a hora que simboliza o holocausto nuclear

O relógio simbólico, que é gerido desde 1947 pelos directores do Boletim dos Cientistas Atómicos para alertar para os perigos da proliferação nuclear, será adiantado às 14h de hoje em cerimónias simultâneas em Washington e Londres.
As ambições nucleares do Irão e da Coreia do Norte, a escalada do terrorismo, a proliferação de materiais nucleares em várias partes do mundo, o estado de «pronto a disparar» de 2 mil das 25 mil armas atómicas detidas pelos Estados Unidos e pela Rússia são os motivos que levaram ao adiantamento do relógio.
Segundo os cientistas, o acerto da hora também assinala a entrada na «segunda era nuclear, marcada por graves ameaças».
Acertado em 1947 para as 23h53 (sete minutos antes da meia-noite), os ponteiros do relógio foram mexidos 17 vezes em resposta a acontecimentos mundiais.
A última mudança aconteceu em 2002 quando o relógio foi adiantado dois minutos na sequência da saída dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Anti-Balísticos e depois de ter sido revelado que organizações terroristas procuravam obter armas nucleares e biológicas.
Actualmente, o relógio está novamente nos sete minutos para a meia-noite, a posição mais perigosa desde o fim da Guerra Fria (1990), quando os ponteiros foram posicionados nos 10 minutos para a meia-noite.
Fundado em 1945 por cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica, o Boletim de Cientistas Atómicos conta 17 prémios Nobel entre os seus directores e patrocinadores.
Lusa / SOL

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