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quinta-feira, julho 19, 2007

Biocombustíveis: Brasil vai produzir electricidade a partir de capim

Paulo Dias Figueiredo, da Agência Lusa
Piracicaba, São Paulo, 19 Jul (Lusa) - O Brasil vai ter, a partir do próximo ano, a primeira termo-eléctrica mundial alimentada a capim, no Estado da Baía.
O contrato para o investimento de 80 milhões de reais foi selado na quarta-feira ao final do dia em Piracicaba, Estado de São Paulo, durante a maior feira do sector do etanol brasileiro, o Simtec.
A tecnologia para a Usina de São Desidério, na Baía, será fornecida pela Dedini, uma das principais empresas de equipamentos industriais para o sector alcooleiro, que tem como cliente a Sykué Bioenergia.
Ana Maria Diniz, da empresa cliente, afirma que o objetivo do grupo baiano é "replicar em 10 vezes a capacidade desta primeira usina, que é de 30 megawatts, chegando a 300", através da instalação de novas unidades.
A matéria-prima, capim elefante, "foi escolhida devido a sua alta capacidade de receber de energia solar e transformar em matéria celulósica, através de um ciclo de produção completamente limpo, renovável e economicamente viável", afirma.
O projecto permite ainda a obtenção de crédito de carbono no montante de um milhão de toneladas ano, que poderão ser vendidos no mercado internacional, gerando lucros adicionais aos da venda de electricidade no mercado livre.
A unidade deverá estar operacional em Dezembro de 2008, segundo os promotores.
Para o "designer" do projeto, Paulo Puterman, a biomassa "pode ser um caminho eficaz para a crise anunciada que o Brasil vive na produção e distribuição".
A principal fonte da geração de biomassa no Brasil são hoje os resíduos da produção de cana-de-açúcar.
Actualmente, a capacidade de geração através desta matéria-prima está nos 45 quilowatts por tonelada mas poderá triplicar nos próximos anos, graças ao melhor aproveitamento dos resíduos, incluindo o processamento da própria palha e das folhas da cana, para produção alcoól celulósico.
PDF.
Lusa/Fim

quarta-feira, julho 18, 2007

Ambiente: 100 mil estudantes chineses atravessam país numa "Longa Marcha Verde"

17 de Julho de 2007, 19:18
Pequim, 17 Jul (Lusa) - Mais de 100 mil estudantes chineses preparam-se para atravessar o país numa "Longa Marcha Verde" para registar os projectos locais de conservação ambiental e fomentar a protecção do ambiente junto das populações, anunciou hoje a imprensa chinesa.
Segundo o diário "South China Morning Post", milhares de estudantes chineses vão percorrer dez rotas e atravessar um total de 26 parques naturais, em mais de 22 províncias e regiões, entre eles, as montanhas do Tibete, o deserto de Xinjiang (Nordeste) e a floresta tropical de Yunnan (Sul).
O objectivo da iniciativa - que começa na próxima semana e tem a duração de cerca de um mês - é sensibilizar a população chinesa, especialmente os jovens, para a importância da conservação da natureza e fomentar a protecção do ambiente através dos projectos de conservação que tenham tido êxito nas diferentes regiões do país.
Segundo a organização, os estudantes vão levar a cabo estudos sobre a consciência ambiental, registar as histórias dos projectos desenvolvidos em cada região, assim como sensibilizar os respectivos habitantes locais.
A iniciativa "Longa Marcha Verde", será iniciada por mil estudantes aos quais se vão juntar outros 100 mil dos locais por onde passarão, adianta a organização.
O nome dado à marcha inspira-se na "Longa Marcha" da década de 1930, quando 100 mil comunistas do Exército Vermelho, liderados por Mao Zedong, marcharam 10 mil quilómetros até a província de Jiangxi (Este), onde os nacionalistas de Chaing Kai-shek tinham estabelecido a recém-proclamada "República Soviética".
Os problemas ambientais na China estão a provocar o aumento dos protestos entre a opinião pública do país, que de acordo com a imprensa chinesa, se recusa cada vez mais a aceitar a rápida degradação do meio ambiente provocado pelo rápido crescimento económico e industrial.
Na sequência de uma série de notícias relacionadas com a degradação ambiental, o governo chinês afirmou recentemente que a situação ambiental na China se encontrava perto "do ponto de ruptura e a colocar em perigo a vida dos habitantes".
Segundo relatórios do governo, mais de 70 por cento dos cursos de água e 90 por cento das águas subterrâneas da China já se encontram contaminadas pela poluição.
Por sua vez, o Banco Mundial afirma que 16 das 20 cidades mais poluídas no mundo são chinesas.
SK.
Lusa/Fim

Ucrânia: Milhares de ucranianos ameaçados por uma nuvem tóxica, Roménia em estado de alerta

Lviv, Ucrânia, 17 Jul (Lusa) - Uma nuvem tóxica que escapou de um comboio acidentado no ocidente da Ucrânia ameaçava hoje milhares de habitantes, convidados a usar máscaras de gás e a evitar sair de casa, enquanto na vizinha Roménia se impunha o estado de alerta.
Seis vagões-cisternas de um comboio acidentado segunda-feira, que transportavam fósforo amarelo, incendiaram-se deixando escapar " uma quantidade importante de fumo e de gás tóxicos ", anunciou um responsável da administração regional, Taras Batenko, durante uma conferência de imprensa em Lviv.
No total, 21 pessoas intoxicadas, entre as quais sete bombeiros e dois polícias foram hospitalizadas na noite de segunda-feira para hoje, segundo a administração regional.
Um dos feridos está em estado grave.
A nuvem branca formada por esta substância muito tóxica cobriu um território de 86 Km2 desde o local do acidente, perto da aldeia de 'Ojydiv (a cerca de 500 quilómetros a ocidente de Kiev) antes de dispersar, precisou um porta-voz do Ministério da Saúde, Oleg Chtangret.
O vice-primeiro ministro Alexandre Kouzmouk, que se deslocou ao local do acidente chegou a compará-lo com a catástrofe nuclear de Tchernobyl em 1986, falando de "uma verdadeira ameaça para a população ".
Cerca de 11.000 ucranianos habitam na zona sinistrada, segundo Batenko, e cerca de 900 foram deslocados para outras zonas a seu pedido.
Os médicos esperam que nos próximos dias surjam novas vítimas que tenham absorvido fósforo juntamente com os alimentos.
O incidente semeou o pânico na região.
Vários estabelecimentos oficiais estiveram fechados hoje.
Em Lviv, cidade de 800.000 habitantes situada a 70 quilómetros do drama, os habitantes evitaram hoje sair com os filhos para a rua com medo de intoxicações.
Os países vizinhos da Ucrânia manifestaram também inquietação. A Roménia, a Hungria e a Polónia comprometeram-se a trocar informações sobre o acidente, temendo ser atingidas pela nuvem tóxica.
O comboio acidentado, procedente do Cazaquistão, dirigia-se para a Polónia, que tem fronteira com a região de Lviv.
As autoridades de protecção civil da Roménia estão em estado de alerta embora confiantes de que nas próximas 36 horas não haja perigo de a nuvem tóxica chegar ao país.
O fósforo amarelo é uma substância muito perigosa para a saúde humana: na proporção de 1,3 miligramas por quilograma do corpo produz graves lesões hepáticas, renais, cardiovasculares e respiratórias, asseguraram hoje toxicólogos romenos.
TM.
Lusa/Fim

sexta-feira, julho 13, 2007

Notícias breves

Governo vai apoiar a instalação de painéis solares térmicos nos edifícios existentes. O anúncio desta medida está para breve, disse Manuel Pinho, ministro da Economia, no seminário sobre energias renováveis que está a decorrer em Lisboa no âmbito da presidência portuguesa da UE.
38mil toneladas de embalagens usadas separadas e enviadas para reciclagem em Maio, segundo dados da Sociedade Ponto Verde, segundo a qual este foi o melhor mês de sempre na sua história.
Nos últimos 17 anos, mais de 1700 tartarugas foram devolvidas ao mar no âmbito do programa de recuperação do Aquário de Okinawa Churaumi, no Japão. No dia 8 de Julho, foram libertados vários indivíduos da espécie tartaruga-boba (Caretta caretta) na praia de Motobu, ilha de Okinawa. Esta espécie está em declínio devido à poluição e à destruição do habitat onde as tartarugas põem os ovos.
Seminário "Descontaminação de Solos e Águas Subterrâneas"

De 10 a 14 de Setembro decorre no Parque das Nações, em Lisboa, o Seminário "Descontaminação de Solos e Águas Subterrâneas", organizado pelo Geota (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) e CIGA/UNL.
Legislação

Delta aposta na valorização energética das «borras» de café

O grupo Novadelta quer desenvolver soluções ecológicas para valorizar as «borras» de café, no âmbito de uma parceria com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade que prevê acções para compensar impactos negativos e beneficiar os ecossistemas.
A parceria, que é hoje formalizada, insere-se no âmbito da iniciativa «Business&Biodiversity», uma das prioridades da presidência portuguesa da União Europeia, tornando-se a Delta na quarta empresa portuguesa a aderir ao objectivo europeu de «Parar a perda da biodiversidade até 2010», depois do banco BES, da EDP e da cimenteira Secil.
O memorando de entendimento define vários objectivos: gestão da bioversidade ao nível da produção de café na origem, impactes sobre os ecossistemas da transformação e distribuição de café e sensibilização da sociedade.
A Delta pretende, por exemplo, encontrar soluções ecológicas para a valorização energética e agrícola dos resíduos resultantes da utilização do café, as chamadas «borras».
Apoiar a formação de técnicos superiores na área de Agronomia, através de bolsas de estudo nos países produtores de café, e desenvolver um programa de comércio justo em Angola são outras das iniciativas propostas.
Ainda neste país, a empresa do grupo Nabeiro quer fazer o levantamento das necessidades locais a nível de plantas de café em Angola, na província de Luanda, em cooperação com o Instituto Nacional de Café Angola (INCA) para melhorar as práticas agro-ambientais e fitofisiológicas de aproveitamento e desenvolvimento da planta do café.
Outras acções estão relacionadas com a compra e comércio de um leque alargado de variedades de espécies de café que não sejam geneticamente modificadas, provenientes de várias origens, aumentar as vendas e consumo de café certificado e reduzir e compensar emissões de gases com efeito de estufa.
Diário Digital / Lusa
12-07-2007 12:56:00

Bragança quer criar eco-cidade exportadora de energia «verde»


Transformar Bragança numa eco-cidade produtora e exportadora de energia «verde» e de inovação na área do ambiente é a aposta para os próximos anos da autarquia local.
A ideia está a ser trabalhada há cinco anos e o presidente da Câmara, Jorge Nunes, quer agora aproveitar os financiamentos do novo quadro comunitário de apoio para concretizar aquele que apelida de «um conceito para o município e para a região».
O ambiente é o elemento central deste conceito que tem como base física um centro de inovação e um ecoparque orçados em cerca de 18 milhões de euros e cuja localização ainda não foi decidida.
Estes dois espaços destinam-se à investigação e acolhimento de empresas e, consequentemente, à criação de emprego qualificado, segundo o autarca.
«Há espaço e oportunidade para o desenvolvimento da área económica e uma estratégia que se coaduna melhor com a natureza do território e os recursos e daí a aposta no ambiente», explicou.
Ainda segundo o autarca, esta estratégia terá quatro pilares: o eco-turismo, ecoconstrução, produtos tradicionais ecoenergia.
Na área energética, Nunes acredita que Bragança tem condições para ser «produtora e exportadora de energia verde, em vez de ser consumidora de energia poluente».
«Se Bragança conseguir exportar quatro ou cinco vezes mais a energia que consome está a dar um contributo enorme para a sustentabilidade do planeta», exemplificou.
Para o autarca, esta ambição é possível com parques eólicos, painéis solares e outras soluções como mini-hídricas.
Jorge Nunes quer que Bragança desenvolva também conceitos novos a nível de construção bioclimática e que essa investigação dê origem a projectos industriais capazes de gerar riqueza
O autarca acredita também que é possível alargar esta estratégia ao quotidiano do município, adoptando uma rede de transportes menos poluente ou alterações às regulamentações das construções.
O propósito final é «subordinar as actividades económicas ao conceito ambiental, criando uma eco-cidade, que Nunes deseja alargar a uma eco-região, a pensar em todo o Trás-os-Montes.
O responsável pela Sociedade Portuguesa de Inovação, a empresa de consultadoria que realizou o estudo, Augusto Medina, considerou possível que, dentro de dois anos, o projecto esteja a funcionar.
O Instituto Politécnico de Bragança será o principal parceiro da rede de parcerias que a autarquia pretende para estabelecer.


Diário Digital / Lusa
12-07-2007 20:17:00

Cientistas comprovam existência de água fora do sistema solar

O objectivo dos caçadores de planetas é encontrar um planeta telúrico com água

Cientistas detectaram, pela primeira vez, vestígios de vapor de água na atmosfera de um planeta exterior ao sistema solar, comprovando que este elemento essencial à vida existe fora do nosso mundo, segundo um estudo hoje publicado na revista “Nature”.
A descoberta foi feita com a ajuda do potente telescópio de infra-vermelhos Spitzer com o qual a equipa observou o exoplaneta gasoso, conhecido entre os astrónomos pela sigla HD 189733b, localizado na constelação Vulpecula (Pequena Raposa), a 63 anos-luz da terra. Trata-se de um planeta da classe dos " hot jupiters ", assim conhecidos por serem gigantes gasosos como Júpiter, mas quentes, porque se encontram muito perto da estrela que orbitam. O planeta foi descoberto em 2005 por uma equipa liderada pela astrónoma Giovanna Tinetti, da Agência Espacial Europeia (ESA), University College de Londres e Instituto de Astrofísica de Paris. A grande novidade, segundo os autores do estudo, é que a análise espectral das imagens de infra-vermelhos recolhidas pelo Spitzer, durante a passagem do planeta em frente à estrela, mostraram a presença de água na atmosfera de um astro deste tipo. "Ainda que este exoplaneta esteja longe de ser habitável e apresente um ambiente hostil, a nossa descoberta prova que a água pode ser mais comum no nosso Universo do que pensávamos", comentou Tinetti, coordenadora do estudo. O objectivo actual dos "caçadores de planetas" é encontrar um planeta telúrico (rochoso) com água. "Quando isso acontecer teremos uma verdadeira prova sobre a possibilidade de encontrar planetas com vida fora do sistema solar. A presença de água num gigante gasoso é um passo importante ", sublinhou a astrónoma.

quinta-feira, julho 12, 2007

Condicionar trânsito inevitável para reduzir emissão de CO2

O condicionamento do trânsito, o incremento do uso dos transportes públicos e a eficiência energética nos edifícios camarários são medidas que o próximo presidente da autarquia lisboeta deve promover para reduzir as emissões de CO2, defenderam hoje especialistas.
As medidas foram apontadas à Lusa pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Fonseca Ferreira, pelo presidente da Quercus, Hélder Spínola, e pelo presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Cequeira.
Cerca de 80 por cento da poluição atmosférica é resultado das emissões produzidas por combustíveis fósseis na circulação rodoviária, avança o presidente da CCDR-LVT, António Fonseca Ferreira.
O responsável daquele organismo do Ministério do Ambiente afirma que existe um plano da qualidade do ar elaborado pela Universidade Nova de Lisboa que a autarquia de Lisboa devia ter começado a aplicar em 2005, o que, segundo Fonseca Ferreira, não aconteceu.
O condicionamento de trânsito é uma das principais medidas referidas pelo documento, «particularmente no eixo Avenida da Liberdade/Campo Grande», afirmou Fonseca Ferreira.
Na Avenida da Liberdade, «os níveis máximos de poluição foram ultrapassados em 145 dias durante o ano de 2006, quando as directivas europeias ditam que só podem ser excedidos 35 dias por ano», exemplificou o presidente da CCDR-LVT.
«O problema é que até agora não foi tomada nenhuma medida pela Câmara», lamentou Fonseca Ferreira.
Restringir o trânsito é igualmente a principal medida apontada pelo presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza, Quercus, Hélder Spínola.
Este condicionamento terá de ser acompanhado pela promoção do transporte público, mas para isso, alerta o dirigente ambientalista, «há que tornar os transportes públicos mais atractivos, confortáveis e económicos».
Promover a eficiência energética dos edifícios, de acordo com regulamentos já em vigor, é outra das medidas preconizadas por Hélder Spínola.
«Se a Câmara aplicar nos seus edifícios regras de eficiência energética não só dá um bom contributo como ganha legitimidade para exigir o mesmo dos privados», afirmou.
A eficiência energética é conseguida com uma «aposta nas energias renováveis, como o aquecimento através de painéis solares, um bom isolamento dos edifícios, com vidros duplos, e equipamentos de baixo consumo, nomeadamente as lâmpadas».
«Os nossos edifícios são frios no Inverno e quentes no Verão», ilustra o presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Sequeira, para mostrar a importância desta eficiência energética.
Segundo o dirigente ambientalista, a autarquia deveria igualmente «mudar a sua frota para veículos híbridos amigos do ambiente».
Mas a principal medida para reduzir as emissões de CO2, recomendada por Eugénio Sequeira, é também o condicionamento de trânsito, acompanhado do melhoramento da rede de transportes públicos.
«É preciso um metro radial e transversal, autocarros que façam o mesmo ou sejam complementares. Para convencer as pessoas a não trazer o carro é preciso que os transportes tenham boas ligações entre si, sejam cómodos e mais baratos do que actualmente são», conclui Eugénio Sequeira.

Diário Digital / Lusa
11-07-2007 13:54:00

Açores: Furna do Enxofre encerrada devido a níveis de CO2

A Furna do Enxofre, na ilha Graciosa, nos Açores, foi encerrada após o Centro de Vulcanologia ter alertado, terça-feira ao fim do dia, para níveis de dióxido de carbono (CO2) «bastante acima do admissível».
Teresa Ferreira, do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (SIVISA), adiantou que os níveis de CO2 registados no interior da furna são próximos dos 10%, pelo que desaconselha as visitas ao local.
Segundo explicou, a concentração de dióxido de carbono acontece devido à má renovação do ar dentro da furna, sendo que a situação só melhorará quando as condições atmosféricas se alterarem.
As concentrações de CO2 superiores a 10% podem produzir inconsciência em poucos minutos e a partir de 25% podem ocorrer convulsões e morte, uma vez que o gás, incolor e inodoro, actua como asfixiante e os seus sintomas só se fazem sentir quando são atingidas grandes concentrações, que ocupam o lugar do oxigénio.
Os sintomas relacionados com uma sobreexposição confundem-se facilmente com os da fadiga e consistem essencialmente em aceleração da respiração, aumento do ritmo cardíaco, dores de cabeça, suores, tonturas, fraqueza muscular, depressão mental, sonolência e ruídos nos ouvidos.
A Furna do Enxofre, um dos principais pontos turísticos da Graciosa, encontra-se localizada na base da caldeira do vulcão central da ilha, estando cerca de 80 metros abaixo do nível do solo.
As visitas guiadas à furna, que decorrem entre as 11:00 e as 16:00 horas, são sempre acompanhadas de um funcionário da autarquia, que se encontra em permanência no local, com acesso aos dados recolhidos por sensores.

Diário Digital / Lusa
11-07-2007 20:13:00

domingo, julho 08, 2007

O planeta todo em sintonia por 24 horas no Live Earth


Milhões de pessoas em todo o Mundo aderiram à causa da crise climática do Live Earth. O mega-evento, que ontem arrancou com uma mensagem de Al Gore a partir de Washington, nos Estados Unidos, onde foi criado, à ultima hora, o 9.º palco da operação, foi um êxito. Londres, Nova Iorque, Rio de Janeiro, Hamburgo, Joanesburgo, Xangai, Tóquio e Sidney colocaram o mundo inteiro na mesma sintonia. Nem todos os palcos esgotaram, mas todos estiveram cheios. Talvez mais do que causas ambientais como o aquecimento global, a música ou as estrelas pop têm uma capacidade massiva de mobilização. Logo, nem todos os envolvidos na operação Live Earth estariam a par das questões climáticas do planeta. Artistas incluídos.Jactos e concertos geladosEm Londres, no estádio do Wembley, o vocalista dos Duran Duran, Simon LeBon, abriu o concerto com uma crítica "Quem não veio para aqui de jacto privado levante as mãos". Ele e os cerca de 63 milhares presentes levantaram. Foi uma chamada de atenção para as estrelas que não dispensam um dos mais poluentes meios de transporte. Por seu lado, Gerry Hallywell, uma das reunidas Sice Girls, foi honesta: "Nunca pensei muito no assunto. Até ser mãe".O palco inglês, onde os Genesis foram a primeira banda a actuar, foi o que concentrou algumas das actuações mais fortes do evento. Foi aqui que Madonna, num dos momentos mais aguardados do dia, apresentou, pela primeira vez, o tema "Hey you". Entretanto, cinco investigadores do centro britânico da Antárctica, no Pólo Sul, garantiriam o concerto mais gelado do Live Earth. Munidos de luvas, gorros e casacos volumosos, os Nunatak actuaram num cenário gélido e totalmente branco para os seus 17 colegas de pesquisa, juntando-se, via satélite, às centenas de artistas do mega cartaz do evento. Esta equipa de investigadores das alterações climáticas naquela região do globo com aptência para o rock independente,verificou que, nos últimos 50 anos, a temperatura na Antárctica aumentou três graus.

Documentação importante

Prioridades da Presidência Portuguesa nos domínios do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional

"Global Trends in Sustainable Energy Investment 2007" (Pnua)

“Interbasin Water Transfers and Water Shortages” (WWF)

Nova Legislação

Decreto que revê a Rede Regional de Áreas Protegidas dos Açores


Portaria que determina espécies a caçar para a época venatória de 2007-2008


Portaria que define o período crítico no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios

Barreiro: população quer que fábrica de amoníaco respeite regras ambientais



07.07.2007Lusa
Um grupo de cidadãos do Lavradio recolheu mais de 1500 assinaturas para garantir que a fábrica AP - Amoníacos de Portugal labore de acordo com as regras ambientais, evitando os alegados danos que provoca na qualidade de vida e bens da população.
"O grupo popular nasce da insatisfação das pessoas pelas partículas libertadas para a atmosfera nos últimos meses e a não existência de informação de nenhuma das entidades sobre o que se passa. Perante a insatisfação generalizada, em conversa de café, decidiu-se fazer um abaixo-assinado que, em menos de 48 horas, recebeu mais de 1500 assinaturas", disse Hugo Abade, um dos impulsionadores da iniciativa. António Varela, outro dos impulsionadores, explica que o objectivo do abaixo-assinado é garantir que a empresa cumpra as regras ambientais. O abaixo-assinado vai ser entregue ao Ministério do Ambiente, Presidência da República, grupos parlamentares e Câmara do Barreiro. "Existem pinturas estragadas dos carros e roupas mas o mais importante são os efeitos no nosso organismo provocados pelas descargas. A fábrica mantém-se fora do diálogo mas deve entender que somos parceiros", salientou António Varela. Luís Almeida, director da AP- Amoníacos de Portugal, explicou que não existem descargas na fábrica, lembrando que as emissões são controladas pelas entidades competentes. "Não existem descargas mas emissões fixas que emitem em continuidade e são controladas. Quando a caldeira é sujeita a intervenções, por vezes, quando se ligam os ventiladores as partículas são expelidas mas em funcionamento isso nunca acontece", garantiu. O responsável explicou que são realizadas análises e estudos e que a empresa assume as suas responsabilidades, numa fábrica que considera "complexa". Luís Almeida referiu que as partículas que são expelidas são aglomerados compostos pela fuligem da caldeira, que está relacionada com a matéria-prima utilizada (hidrocarbonetos fósseis). O presidente da Junta de Freguesia do Lavradio, Adolfo Lobo, disse que a população tem razão e criticou a empresa por não informar quando existem anomalias. "Vamos estar com a população nas suas manifestações de insatisfação. Este foi o caminho seguido, já que todos os outros conseguiram muito pouco. Já disse à empresa que gostaria de saber o que se passa, mas tal não acontece", explicou.

Tinha que ser!Por António V. P. - Barreiro
Os comunas lá do sítio a manifestarem-se contra alguma coisa. Quem não conhecer o Hugo Abade e o Adolgo Lde outros carnavais que acredite neles. Toda a gente sabe que são cumpridas as regras ambientais na fábrica em questão e que é feito controlo regular por quem de direito. Que querem estes dois indíviduos? Só pode ser o protagonismo que sempre procuram mas que não conseguem ter. Dediquem-se a algo de produtivo e com menos charros. Tenham a coragem de se ver num espelho!

Tenho 33 anos e moro no Lavradio...Por Célia Nogueira - Lavradio
Tenho 33 anos e moro no Lavradio bem perto da fabrica (em frente) e posso dizer que o ar é irrespiravel, não so em cheiro a amoníaco como também um "pó fino "que paira no ar que respiramos e nos sufoca, causando tosse engasgo e vómitos além de infecções na pele e vista,e eu sei porque fui vítima destes mesmo sintomas. E tal como eu, de certeza que estes sintomas também se devem ter manifestado em mais população. Não sei se será da empresa AP, mas certamente que de uma empresa sediada aqui no Lavradio é certamente. E já que o Administrador desta mesma empresa poluente, pouco se digna a fazer algo para não prejudicar a saúde pública dos moradores do Lavradio e Barreiro, ao menos que as entidades oficiais tomem as devidas precauções, pois o que aqui se trata é da qualidade de vida humana.

Música abafa emissões de gases com efeito de estufa geradas pelo Live Earth

Os espectadores que se deslocam de Nova Jersey para os concertos de Londres vão emitir 5600 toneladas de GEE


As 24 horas de concertos pelo ambiente, nos palcos dos sete continentes, podem fazer mais do que chamar a atenção para a protecção do planeta. As deslocações dos artistas, alguns em aviões privados, e dos milhões de espectadores, traduzem-se na emissão de milhares de toneladas de gases com efeito de estufa (GEE).
O jornal britânico “The Guardian” fez algumas contas e constatou factos. Os Red Hot Chili Peppers viajam de avião privado de Paris até ao estádio de Wembley, em Londres. Ainda esta noite viajam até à Dinamarca. Os Génesis ainda actuam esta noite em Manchester.O facto de algumas estrelas figurarem entre os maiores ofensores do clima não ajuda a passar a mensagem ambiental. No ano passado, o espectáculo da Madonna “Confessions” emitiu em quatro meses 440 toneladas de dióxido de carbono, segundo John Buckley, no site Carbonfootprint.com, que estimou as emissões dos participantes no Live earth.Os espectadores que se deslocam de Nova Jersey para os concertos de Londres vão emitir 5600 toneladas de GEE, o equivalente a 7270 pessoas a atravessarem o Atlântico de avião.Esta semana, os Artic Monkeys declinaram o convite para participarem no Live Earth porque seria “um pouco hipócrita”. Especialmente “quando estamos a gastar com a iluminação de palco energia suficiente para abastecer dez casas”, explicou o baterista Matt Helders.Mesmo quem se limitar a ver os concertos na Internet deve saber que o site do Live Earth é patrocinado pela Chevrolet, que produz carrinhas pouco eficientes a nível de combustível.Conscientes da necessidade de minimizar a pegada ecológica do Live Earth, os organizadores prometeram abastecer todos os concertos com energia renovável e compensar as emissões dos voos previstos para os concertos de Londres, Nova Jersey, Xangai, Joanesburgo, Tóquio, Sydney e Rio de Janeiro. Além disso, dizem, tentaram que os artistas tocassem nas cidades onde moram, ou nos continentes onde estão actualmente a trabalhar.

quinta-feira, julho 05, 2007

Berlenga: 1ª fase, das energias renováveis, começa no Verão

O secretário de Estado do Ambiente anunciou hoje que a primeira fase do projecto para tornar a Ilha da Berlenga, Peniche, auto-sustentável, arranca depois do Verão com aspiração de ser modelo internacional.
«A primeira fase, das energias renováveis, começa a partir do Verão, uma segunda fase sobre as águas residuais e os resíduos inicia-se daqui a um ano», afirmou Humberto Rosa, após a assinatura da carta de compromisso pelos onze representantes dos parceiros envolvidos no projecto «Berlenga - Laboratório de Sustentabilidade».
Humberto Rosa disse ainda prever que o projecto esteja concluído num prazo de quatro anos.
O projecto foi apresentando no Ministério pelo Presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, Secretário de Estado para o Ambiente, Humberto Rosa, o Engenheiro Pita de Abreu, Administrador da EDP e o Embaixador dos Estados Unidos da América, Alfred Hoffman Jr., devido à presença da NASA no plano.
O projecto «Berlenga - Laboratório de Sustentabilidade» tem o objectivo de minimizar os danos do homem naquela reserva natural, criando para esse efeito infra-estruturas de geração de energia, produção de água potável e tratamento de águas residuais.
Humberto Rosa salientou ainda o exemplo da parceria entre as empresas e entidades públicas no projecto, sublinhando o papel fundamental das autarquias neste processo.
O projecto foi elogiado pelo Embaixador norte-americano em Portugal, que sublinhou a importância das preocupações ambientais e a oportunidade dada ao seu país de «aprender com o trabalho realizado na Berlenga, para o poder aplicar em regiões semelhantes».
«As relações comerciais com Portugal estão cada vez mais fortes. A compra que a EDP realizou de uma empresa de energias renováveis americana do estado do Texas não só demonstra que estão na vanguarda deste sector, como reforça cada vez mais o nome de Portugal nos EUA. Esperamos aprender com o vosso exemplo», disse.
O administrador da EDP, Pita de Abreu, demonstrou o interesse da empresa em investir nestas energias e na promoção do desenvolvimento sustentável, afirmando ser «uma forma de criar valor económico».
O projecto «Berlenga- laboratório de sustentabilidade» prevê um investimento de 2 milhões de euros, dos quais 120 mil euros são suportados pela Câmara Municipal de Peniche.
Diário Digital / Lusa

Alterações climáticas: Durão defende biocombustíveis

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defendeu hoje a aposta nos biocombustíveis como solução para a segurança energética e as alterações climáticas, advertindo para os riscos do esperado forte aumento do consumo de energia no futuro.
Durão Barroso, que falava, em Bruxelas, na conferência internacional sobre biocombustíveis, destacou que a procura de energia está a aumentar em todo o mundo.
Na União Europeia - que, sublinhou, «é o maior importador e o segundo maior consumidor de energia» -, se nada for feito, o aumento do consumo será da ordem dos 70% até 2030.
Por outro lado, salientou também, «a temperatura do planeta aumentou 0,7 graus Celsius no século XX», valor esse que poderá ultrapassar os «quatro graus até ao final deste século».
Perante este cenário, Barroso salientou que os biocombustíveis podem oferecer várias vantagens, quer de política energética, quer ambientais.
«Esta conferência irá debater os prós e os contras dos biocombustíveis, em diálogo franco com todos os parceiros», salientou.
Um dos objectivos da Comissão Europeia é reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2, um dos principais gases com efeito de estufa) no sector dos transportes, responsável por um terço daquelas emissões poluentes na União Europeia.
Durão Barroso recordou também que a UE importa mais de 80% das suas necessidades de petróleo.
Neste sentido, os biocombustíveis - combustíveis obtidos através de matéria-prima orgânica - podem ser uma solução para diminuir a dependência dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás), ao mesmo tempo que permitem desenvolver a inovação tecnológica.
Durão Barroso teve sempre no horizonte a adopção pelos líderes dos 27, em Março, de uma proposta de política energética prevendo que, até 2020, 20% da energia consumida na UE seja produzida a partir de fontes renováveis.
Por outro lado, Bruxelas pretende ainda que, até 2010, 10% do sector dos transportes da UE utilize biocombustíveis.
O presidente da Comissão Europeia referiu também que o crescente mercado europeu de biocombustíveis irá beneficiar todos, sendo que «o cultivo de matéria-prima vegetal pode ser uma oportunidade para os países em desenvolvimento».
«A UE está determinada em assegurar que os biocombustíveis sejam desenvolvidos de modos que protejam o nosso planeta e não que crie novos riscos», disse.
Entre as desvantagens apontadas ao desenvolvimento de biocombustíveis está o possível aumento do preço de produtos alimentares, como já aconteceu com o milho, e a desflorestação como forma de obtenção de mais terrenos agrícolas, problema já identificado na Indonésia.
Mas Durão Barroso disse acreditar ser possível desenvolver os biocombustíveis de modo a recolher os potenciais benefícios sem causar novos problemas.
Diário Digital / Lusa
05-07-2007 13:55:00

Temperatura do Tibete cinco graus acima da média

A temperatura média no Tibete nos primeiros quatro dias de Julho situou-se cinco graus acima da temperatura média nos últimos anos, alerta hoje a imprensa estatal chinesa, que responsabiliza o aquecimento global pelas altas temperaturas.
A temperatura em Lhasa, capital do Tibete, atingiu os 29 graus na segunda-feira, a temperatura mais alta em 30 anos no mês de Julho, segundo dados da estação meteorológica da região que a agência noticiosa oficial chinesa Nova China hoje divulga.
«O aquecimento global diminuiu a espessura da camada de gelo no planalto Qinghai-Tibete entre quatro e cinco metros nos últimos 50 anos», diz a Nova China.
Os glaciares do planalto, um barómetro das condições climáticas mundiais, derreteram a uma taxa média anual de 131,4 quilómetros quadrados nas últimas três décadas.
A situação, segundo os dados oficiais chineses, tenderá a piorar, uma vez que os termómetros no Tibete registaram em 2007 o terceiro Inverno quente nos últimos sete anos, com um aumento de temperatura de nove graus acima da média.
Apesar das autoridades reconhecerem as consequências do aquecimento global no país, o governo chinês continua a recusar quaisquer metas para a redução de gases de efeito estufa (GEE), causadores do aquecimento global.
A posição chinesa defende que o aquecimento global resulta das emissões de GEE durante dois séculos de industrialização nos países desenvolvidos, sendo por isso injusto estabelecer metas quantitativas de emissões para os países em vias de desenvolvimento, o maior dos quais é a China.
As pressões para que a China tenha um maior papel no combate às alterações climáticas têm vindo a intensificar-se, em especial após a recente divulgação de um estudo no qual a Agência Internacional de Energia (AIE) conclui que a China deverá ultrapassar este ano os Estados Unidos e tornar-se o maior emissor mundial de GEE.
Uma investigação que o governo holandês divulgou no mês passado refere mesmo que a China ultrapassou em 2006 os Estados Unidos como maior emissor mundial.
A China constrói por semana duas novas centrais energéticas a carvão, que assegura dois terços das necessidades energéticas do país mas é também a fonte energética que mais gases de efeito de estufa emite para a atmosfera.
Em 2006, a China emitiu 5,6 mil milhões de toneladas de GEE, enquanto os EUA emitiram 5,9 mil milhões de toneladas, segundo cálculos da AIE, que prevê que em 2007, a China emita seis mil milhões de toneladas, enquanto os Estados Unidos manterão os níveis de 2006.
Diário Digital / Lusa

Live Earth apela a uma atitude ecológica através da música

Lisboa associa-se no sábado ao Live Earth com uma série de concertos de artistas portugueses e lusófonos no Pavilhão Atlântico, tornando-se um dos mais de sete mil parceiros locais do mega evento mundial de música.
O Live Earth vai decorrer ao longo de 24 horas em Sydney, Tóquio, Xangai, Joanesburgo, Londres, Hamburgo (Alemanha), Nova Jérsia (EUA) e Rio de Janeiro, com transmissão televisiva para uma audiência de cerca de dois mil milhões de espectadores.
A par dos concertos nestas oito cidades, haverá milhares de eventos em todo o mundo, em cidades que se associam localmente ao Live Earth, numa iniciativa intitulada «Friends of Live Earth».
Até segunda-feira, a organização contabilizou a marcação de mais de 7.100 eventos locais em 129 países associados ao Live Earth, mas até sábado espera aumentar aquele número.
Em Lisboa, a partir das 17:00, vão actuar 17 artistas, entre os quais Teresa Salgueiro, Sérgio Godinho, Xutos & Pontapés, Cool Hipnoise, David Fonseca, Blind Zero, Anjos, Viviane e Mercado Negro.
O Live Earth é um evento mundial de consciencialização para os problemas do aquecimento global do planeta e tem como figura de proa o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, protagonista do documentário «Uma verdade inconveniente».
Feito nos mesmos moldes do Live Aid ou do Live 8, ocorridos no passado, o Live Earth pretende aproximar as pessoas através da música para uma atitude ecológica e pró-ambientalista.
Em Lisboa, por exemplo, para conseguir um bilhete para os concertos no Pavilhão Atlântico será preciso participar em actividades ligadas ao ambiente, como a reciclagem de materiais.
Ao longo de 24 horas, o Live Earth contará com cerca de 150 actuações de artistas como Madonna, Police, Roger Waters, Metallica, Shakira, Duran Duran, Smashing Pumpkins, Michael Nyman, Kanye West, Lenny Kravitz e Red Hot Chili Peppers.
A transmissão do Live Earth, assim como os concertos no Pavilhão Atlântico - com cerca de meia hora de duração cada - será assegurada pela RTP.
As receitas da venda de bilhetes naquelas oito cidades que participam no Live Earth reverterão a favor da fundação Alliance for Climate Protection, presidida por Al Gore.
Diário Digital / Lusa

Petróleo


05.07.2007
A petrolífera estatal brasileira, Petrobras, vai quase duplicar a sua produção de petróleo até 2015. Em 2011 deverá atingir os 3,5 milhões de barris diários e 4,5 milhões em 2015. Actualmente, a Petrobras produz 2,3 milhões de barris diários. Foto: Reuters

Comissão Europeia quer desenvolver biocombustíveis sem prejudicar o ambiente


05.07.2007AFP

A Comissão Europeia apelou hoje ao desenvolvimento internacional dos biocombustíveis, na abertura de uma conferência em Bruxelas. No entanto, salientou, a produção desta energia alternativa não deve prejudicar o ambiente.
“Esta fonte de energia limpa e renovável tem o potencial de nos ajudar a responder ao duplo desafio que enfrentamos do sobre-aquecimento global e da segurança energética”, declarou a comissária para as Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner.Em Março, a União Europeia comprometeu-se a que as renováveis sejam responsáveis por 20 por cento do consumo global energético e os biocombustíveis por dez por cento dos combustíveis consumidos até 2020. Nos próximos anos estima-se que a produção mundial de biocombustíveis quadruplique. Mas “não podemos fechar os olhos aos inconvenientes”, insistiu a comissária. “Uma produção mal gerida pode aumentar as emissões de gases com efeito de estufa em vez de as reduzir. Sabemos quais os efeitos negativos na protecção dos solos, da biodiversidade, da protecção do ar e das florestas do mundo”.Outros intervenientes nesta conferência insistiram na necessidade de aliar o desenvolvimento dos biocombustíveis à protecção do ambiente.A Indonésia, que lançou um plano de produção de biocombustíveis para chegar aos cinco por cento do consumo em 2025, garantiu que o ambiente não será perturbado porque vai “utilizar as terras inutilizadas” ou de fraco rendimento, explicou o ministro da Energia, Purnomo Yusgiantora.O seu homólogo moçambicano lembrou que este sector “poderá criar empregos e receitas” nos países pobres.Os participantes na conferência têm os biocombustíveis como alternativas às energias fósseis. Mas estão conscientes de que esta não é a panaceia para todos os males. “Todos reconhecem que, apesar dos projectos desenvolvidos em vários países, o resultado será cinco, sete ou dez por cento do consumo mundial num futuro previsível”, resumiu o director da Agência Internacional de Energia Claude Mandil. “Esta é uma ferramenta importante mas não vai ser ela que vai substituir o petróleo”, acrescentou.

Lula da Silva pede abertura dos mercados aos produtos agrícolas e biocombustíveis

05.07.2007Lusa

O Presidente do Brasil, Lula da Silva, apelou hoje, em Bruxelas, aos países ricos que derrubem as barreiras ao comércio e permitam que os menos desenvolvidos exportem os seus produtos agrícolas e biocombustíveis.
"Não estamos aqui para escolher entre comida e energia", disse Luiz Inácio Lula da Silva, numa conferência internacional sobre biocombustíveis. O Presidente do Brasil incentivou os países desenvolvidos a acabar com "as distorções" ao comércio internacional, que impedem os menos desenvolvidos de exportar bens agrícolas de que são excedentários.Lula da Silva, Durão Barroso (presidente da Comissão Europeia) e José Sócrates (na qualidade de presidente do Conselho Europeu) participaram numa conferência, em Bruxelas, para debater as vantagens e os desafios dos biocombustíveis. A conferência, organizada pela Comissão Europeia, teve como objectivo lançar o debate sobre o desenvolvimento de um mercado internacional de produção, utilização e comércio de biocombustíveis.