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domingo, julho 08, 2007

Barreiro: população quer que fábrica de amoníaco respeite regras ambientais



07.07.2007Lusa
Um grupo de cidadãos do Lavradio recolheu mais de 1500 assinaturas para garantir que a fábrica AP - Amoníacos de Portugal labore de acordo com as regras ambientais, evitando os alegados danos que provoca na qualidade de vida e bens da população.
"O grupo popular nasce da insatisfação das pessoas pelas partículas libertadas para a atmosfera nos últimos meses e a não existência de informação de nenhuma das entidades sobre o que se passa. Perante a insatisfação generalizada, em conversa de café, decidiu-se fazer um abaixo-assinado que, em menos de 48 horas, recebeu mais de 1500 assinaturas", disse Hugo Abade, um dos impulsionadores da iniciativa. António Varela, outro dos impulsionadores, explica que o objectivo do abaixo-assinado é garantir que a empresa cumpra as regras ambientais. O abaixo-assinado vai ser entregue ao Ministério do Ambiente, Presidência da República, grupos parlamentares e Câmara do Barreiro. "Existem pinturas estragadas dos carros e roupas mas o mais importante são os efeitos no nosso organismo provocados pelas descargas. A fábrica mantém-se fora do diálogo mas deve entender que somos parceiros", salientou António Varela. Luís Almeida, director da AP- Amoníacos de Portugal, explicou que não existem descargas na fábrica, lembrando que as emissões são controladas pelas entidades competentes. "Não existem descargas mas emissões fixas que emitem em continuidade e são controladas. Quando a caldeira é sujeita a intervenções, por vezes, quando se ligam os ventiladores as partículas são expelidas mas em funcionamento isso nunca acontece", garantiu. O responsável explicou que são realizadas análises e estudos e que a empresa assume as suas responsabilidades, numa fábrica que considera "complexa". Luís Almeida referiu que as partículas que são expelidas são aglomerados compostos pela fuligem da caldeira, que está relacionada com a matéria-prima utilizada (hidrocarbonetos fósseis). O presidente da Junta de Freguesia do Lavradio, Adolfo Lobo, disse que a população tem razão e criticou a empresa por não informar quando existem anomalias. "Vamos estar com a população nas suas manifestações de insatisfação. Este foi o caminho seguido, já que todos os outros conseguiram muito pouco. Já disse à empresa que gostaria de saber o que se passa, mas tal não acontece", explicou.

Tinha que ser!Por António V. P. - Barreiro
Os comunas lá do sítio a manifestarem-se contra alguma coisa. Quem não conhecer o Hugo Abade e o Adolgo Lde outros carnavais que acredite neles. Toda a gente sabe que são cumpridas as regras ambientais na fábrica em questão e que é feito controlo regular por quem de direito. Que querem estes dois indíviduos? Só pode ser o protagonismo que sempre procuram mas que não conseguem ter. Dediquem-se a algo de produtivo e com menos charros. Tenham a coragem de se ver num espelho!

Tenho 33 anos e moro no Lavradio...Por Célia Nogueira - Lavradio
Tenho 33 anos e moro no Lavradio bem perto da fabrica (em frente) e posso dizer que o ar é irrespiravel, não so em cheiro a amoníaco como também um "pó fino "que paira no ar que respiramos e nos sufoca, causando tosse engasgo e vómitos além de infecções na pele e vista,e eu sei porque fui vítima destes mesmo sintomas. E tal como eu, de certeza que estes sintomas também se devem ter manifestado em mais população. Não sei se será da empresa AP, mas certamente que de uma empresa sediada aqui no Lavradio é certamente. E já que o Administrador desta mesma empresa poluente, pouco se digna a fazer algo para não prejudicar a saúde pública dos moradores do Lavradio e Barreiro, ao menos que as entidades oficiais tomem as devidas precauções, pois o que aqui se trata é da qualidade de vida humana.

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