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sexta-feira, abril 27, 2007

Novo telescópio procura planetas como a Terra



Agência Espacial Europeia lançou, esta quarta-feira, para o espaço um telescópio preparado para descobrir planetas rochosos, como a Terra. Os resultados serão conhecidos nas próximas décadas e não permitem detectar a existência de vida.



A Agência Espacial Europeia lançou, esta quarta-feira, para o Espaço um telescópio preparado para medir pequenas variações de luz fora do sistema solar. Um sistema inovador que permitirá descobrir planetas rochosos, como a Terra. O telescópio permitirá encontrar planetas rochosos com atmosfera, como é o caso da Terra, ou sem atmosfera, como Mercúrio. Um tipo de planetas que nunca foi descoberto fora do sistema solar.Até ao momento, os astrónomos apenas descobriram planetas gasosos como Júpiter. No entanto, a descoberta de planetas rochosos não significa a existência de vida.O cientista da Agência Espacial Europeia Malcolm Fridlund explicou à TSF que o telescópio vai procurar mini-eclipses, ou seja, ocultações de luz que apenas tapam uma pequena parte de um sol longínquo.Esta «é a primeira missão espacial internamente dedicada a encontrar planetas fora do sistema solar», enfatizou Malcolm Fridlund, ressalvando, no entanto, que este trabalho não terá um retorno imediato, mas provavelmente só serão conhecidos resultados nas próximas décadas.

Portugal participa pela primeira vez no Ano Polar Internacional


Vários investigadores portugueses vão participar pela primeira vez no Ano Polar Internacional, um programa científico centrado nos pólos Norte e Sul, que este ano vai centrar-se nas alterações climáticas. Portugal vai ainda participar com um programa educativo para os mais jovens.

( 12:17 / 28 de Fevereiro 07 )

Portugal participa pela primeira vez no Ano Polar Internacional, um programa científico e educativo centrado no Árctico e na Antártida, que envolve mais de 50 mil cientistas, entre os quais 15 portugueses, de nove centros de investigação e universidades nacionais. No programa, que vai ser apresentado esta quarta-feira em Lisboa, os cientistas vão tentar responder a 200 questões centrais, dispondo de 330 milhões de euros para investigações nos pólos Norte e Sul. Com vista a estudar o fenómeno das alterações climáticas, sendo que os pólos são um motor do sistema climático, os cientistas quererem estudar a química da atmosfera polar, bem como a geologia e a biologia dos ecossistemas do gelo e ainda astronomia, com recolha de meteoritos na Antártida.«As regiões polares são das mais sensíveis do planeta às variações climáticas. É nessas regiões que se prevê que haja um maior aumento das temperaturas nos próximos anos e é ai que se têm verificado as maiores mudanças ao nível ambiental», explicou à TSF Gonçalo Teles Vieira, investigador do Centro de Estudos Geográficos. No programa do IV Ano Polar Internacional, que se estende até Março de 2009 com dois ciclos anuais, os cientistas portugueses envolvidos vão investigar desde as ciências biológicas às ciências da terra e criosfera, ciências atmosféricas, planetárias e astronomia. Gonçalo Teles Vieira disse também esperar esta iniciativa leve ao aumento do número de investigadores portugueses na zona polares, tendo em conta que nos últimos 30 anos estiveram na Antártida apenas oito cientistas nacionais. O investigador lamentou assim que as investigações portuguesas sejam um trabalho isolado, sendo que nestas «colaborações com programas estrangeiros» é possível trabalhar em conjunto, e acrescentou que falta um «interesse oficial que dê mais apoio às investigações». Gonçalo Teles Vieira lembrou ainda que um esforço de investigação a nível internacional desta dimensão já não acontecia «há 50 anos».O programa tem também uma vertente educativa, a que foi dado o nome de "LATITUDE60", patrocinado pela Agência Ciência Viva, que visa educar e sensibilizar os estudantes do ensino básico e secundário sobre as regiões polares e mostrar-lhes a sua importância para a dinâmica e regulação climática do planeta.Trata-se de uma iniciativa portuguesa que é também um concurso nacional, cujo primeiro prémio consiste numa visita a uma base científica na Antártida.

Astronomia: Novo ciclo de tempestades solares começará em Março de 2008


27 de Abril, 01:12
Washington, 27 Abr (Lusa) - Um novo ciclo de tempestades solares, que afectam as comunicações e põem em perigo os astronautas, começará provavelmente em Março de 2008 e terá o seu apogeu em finais de 2011 ou meados de 2012, anunciou fonte especializada.
As tempestades, que se caracterizam por enormes erupções na coroa do Sol, disparam fotões (partículas elementares que medem a força electromagnética) e matéria com carga eléctrica até à ionosfera e aos campos magnéticos da Terra.
Este fenómeno provoca interrupções e interferências nas comunicações, nos serviços de abastecimento de electricidade, nos satélites e nos sistemas de navegação GPS.
As tempestades, que iluminam o céu nocturno com auroras boreais e austrais nas regiões polares, também são um perigo para os astronautas.
A intensidade das tempestades solares mede-se de acordo com a maior ou menor quantidade de manchas que aparecem na superfície do Sol.
Em comunicado difundido quinta-feira, o Centro de Ambiente Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla inglesa) informou que o "Ciclo 24" de tempestades solares, que durará 11 anos, irá ocorrer 12 meses antes do previsto.
É a terceira vez que se prevê uma actividade solar mas nenhuma das anteriores durou tanto tempo.
Em 1989, um grupo científico anunciou o "Ciclo 22" de tempestades, que teve o seu momento alto nesse mesmo ano.
O "Ciclo 23" foi indicado em Setembro de 1996, seis meses após o seu início.
A possibilidade de se antever mais rapidamente as tempestades solares foi aplaudida quinta-feira pela Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço (NASA, na sigla em inglês).
"A NASA necessita de antevisões mais imediatas, para que os astronautas sejam avisados antecipadamente de que deverão proteger-se das radiações solares", afirmou Dean Pesnell, do Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA.
ER.
Lusa/Fim

domingo, abril 22, 2007

Energia eólica

Não sendo Portugal dos países mais ventosos da Europa, tem condições favoráveis ao aproveitamento da energia do vento. Recorde-se que o País tem grandes tradições no aproveitamento da energia eólica, desde a moagem de cereais à navegação à vela. A conversão da energia do vento em energia eléctrica é conseguida através de um aerogerador (uma turbina movida pelo vento que acciona um gerador de energia eléctrica). Os componentes principais de um aerogerador são a torre, o rotor e as suas pás, e o gerador eléctrico. Em Portugal, o primeiro parque eólico foi criado no Arquipélago dos Açores, em 1988, em Santa Maria mas, actualmente, a distribuição destas centrais abrange quase todo o território nacional, incluindo 106 parques eólicos e 703 turbinas eólicas. Cerca de metade dos parque eólicos em Portugal são parques pequenos, com potências entre 1 a 10 MW. 31% dos parques tem uma dimensão média, com potências entre 10 a 25 MW%. A potência eólica instalada no final do 1.º trimestre de 2006 situava-se em 1 151 MW, distribuída por 112 parques, com um total de 711 aerogeradores ao longo de todo o território continental. Mais de 65% da potência instalada situa-se em parques com potência igual ou inferior a 25 MW. É também de referir que os sistemas de informação geográfica têm um papel fundamental no dimensionamento e implementação dos projectos de parques eólicos, uma vez que a determinação destes locais compreende o levantamento de numerosos parâmetros técnicos, sociais e ambientais. Neste contexto, é necessário avaliar o potencial eólico da zona (como o auxílio dos dados meteorológicos e cartográficos), identificar as constrições técnicas (distância à rede, acessos...), ambientais (paisagísticas, zonas protegidas, de interesse florístico, faunístico...), arqueológicas, hidrológicas, geológicas, de impacte sonoro e sócio-económicas.Em 2005, Portugal foi o País da União Europeia que mais cresceu na capacidade de produção de energia eólica. Em 2006 o País registou o segundo maior crescimento, tendo entrado em funcionamento 36 novos parques eólicos, significando um crescimento de 60% da potência instalada.

Energia solar - conversão em energia térmica

O solar térmico activo, em particular, o aquecimento de água com colectores solares, de acordo com o trabalho realizado pelo Grupo Temático “Solar Térmico Activo”, é uma forma de aproveitamento para a qual Portugal dispõe de um recurso energético de grande abundância - entre os maiores a nível europeu. No entanto, a utilização deste recurso para usos tipicamente energéticos tem estado abaixo do seu potencial. Numa instalação solar térmica, a energia da radiação solar é captada por colectores e transferida por meio de um fluido para um ponto de consumo ou para um depósito onde ficará armazenada para utilizações futuras. Basicamente e no que respeita ao meio urbano, os componentes de um sistema de aproveitamento solar são: colector solar destinado à captação de radiação, um depósito para o armazenamento de água quente e o sistema de apoio (esquentador, caldeira de biomassa...). As tecnologias de conversão da energia solar em energia térmica têm desenvolvimentos distintos em função das gamas de temperatura necessárias. No que concerne às aplicações que requerem baixas temperaturas (até 90ºC), geralmente destinadas ao aquecimento de água, os colectores estacionários caracterizam-se como uma tecnologia bem desenvolvida e madura. Também está bem desenvolvida a tecnologia associada aos depósitos de armazenamento de água quente e existem regras de arte bem precisas para o dimensionamento e instalação de sistemas solares destinados a estas aplicações. Em meio urbano, a situação mais vulgar de aproveitamento térmico de energia solar destina-se ao aquecimento de águas sanitárias em habitações. Outras aplicações comuns passam pela produção de águas quentes sanitárias em balneários de infra-estruturas desportivas e em outros edifícios de utilização comum como hospitais, centros de saúde, hotéis, escolas... Nas temperaturas médias (de 90ºC a 150ºC) consideraram-se duas aplicações distintas: industriais e condicionamento de ar (aquecimento e arrefecimento) recorrendo a máquinas frigoríficas. Para temperaturas superiores salientam-se as aplicações industriais. Está prevista em Tavira a implementação de uma central solar térmica que deverá entrar em funcionamento em 2008. Com uma potência de pico de 6,5 MW e uma potência nominal de 5,4 MW esta central será desenvolvida pela Enerpura em consórcio com SHP - Solar Heat Power e a portuguesa Meci.

Energia solar


Energia solar - sistemas fotovoltaicos(enviado a 2006-06-30)Portugal é um dos países da Europa com maior disponibilidade de radiação solar (o número médio anual de horas de Sol, varia entre 2200 e 3000, enquanto que, por exemplo, na Alemanha varia entre 1200 e 1700 horas). Assim, Portugal possui excelentes condições para a conversão fotovoltaica. A conversão da radiação solar em energia útil pode ser realizada pela via fotovoltaica, ao produzir directamente electricidade através de células fotovoltaicas. Geralmente um sistema fotovoitaico inclui um conjunto de painéis, uma unidade de controlo de potência e, caso seja necessário, uma unidade de armazenamento de energia. Os sistemas podem ser isolados ou estarem ligados à rede de distribuição eléctrica. No primeiro caso, em geral, existe alguma forma de armazenamento de energia (mediante, por exemplo, o recurso a baterias de ácido-chumbo). Consequentemente, a utilização de um regulador de carga que tem como principal função evitar que haja danos na bateria devido a uma sobrecarga ou descarga profunda. Nos sistemas ligados à rede a totalidade da energia produzida é entregue directamente na rede, através de inversores, sem a necessidade do recurso à utilização de baterias. Os sistemas fotovoltaicos produzem energia eléctrica com elevada fiabilidade e a sua manutenção é baixa, limitando-se, essencialmente, ao sistema de acumulação de energia no caso dos sistemas autónomos. São também conhecidas as vantagens ambientais deste tipo de sistemas, que não emitem gases de efeito de estufa e não produzem ruído. Entre as principais utilizações dos referidos sistemas encontra-se a electrificação remota, ou seja a possibilidade de fornecer energia eléctrica a lugares distantes, nos quais os custos da montagem de linhas eléctricas são superior ao sistema fotovoltaico, ou existe a impossibilidade deste tipo de fornecimento. Salientam-se ainda os sistemas autónomos incluindo a bombagem de água para irrigação, sinalização, alimentação de sistemas de telecomunicação, entre outros. O Projecto da Central Fotovoltaica de Moura, promovido pela Amper, prevê uma potência somada dos painéis instalados de 62 MW e uma potência a injectar na rede de 49,6 MW. Iniciada em 2006, prevê-se que a central entre em funcionamento dentro de 3 anos. Com um investimento previsto de aproximadamente 250 milhões de euros e uma área de instalação de painéis de 114 ha, a central, que ficará instalada na frequesia da Amareleja, será a maior central solar fotovoltaica do Mundo. Mas, até à entrada em funcionamento do complexo de Moura, o título de maior central solar fotovoltaica do Mundo pertence à central de Serpa, inaugurada em Março de 2007, com uma potência total de 11 MW. Encontra-se instalada perto de Brinches numa área de cerca de 60 hectares, dos quais 32 se encontram cobertos por 52 mil painéis solares. A Central Solar Fotovoltaica de Serpa produz para a Rede Eléctica Nacional a energia suficiente para alimentar oito mil residências. Com uma capacidade de produção de 20 gigawatts/hora por ano, permitirá poupar mais de 30 mil toneladas por ano em emissões de gases de estufa, numa comparação equivalente de co consumo de combustível fóssil. O projecto implicou um investimento total de 61 milhões de euros. A central de energia solar fotovoltaica de Serpa, receberá um incentivo de 3,7 milhões de euros do PRIME – Programa de Incentivos à Modernização da Economia.

quarta-feira, abril 11, 2007

Verões tórridos ameaçam Portugal




Apresentados em Madrid principais impactos do aquecimento global na Europa
Portugal será um dos países mais afectados pelas alterações climáticas até 2070. Em Madrid, foram apresentados os principais impactos do aquecimento global na Europa.





O turismo de Verão, as florestas e a produção de electricidade a partir de barragens são alguns dos sectores que apresentam maior vulnerabilidade perante a mudança climática. Sol e praia. O pacote turístico português, até agora aliciante, pode ser afectado negativamente por um clima com Verões demasiado quentes e secos, e ondas de calor. Todas as regiões da Europa serão afectadas pela mudança climática, mas é nos países do sul, como Portugal, que as consequência serão mais gravosas. Não apenas no ambiente e na qualidade de vida das pessoas, mas também nas próprias actividades económicas, da agricultura, à pesca, do turismo, à procura e produção de electricidade. O mapa apresentado ontem em Madrid aponta nomeadamente para um aumento das secas, diminuição dos recursos hídricos, aumento dos incêndios florestais, redução do turismo de Verão. Num cenário de menos disponibilidades de água, também uma diminuição da produção de electricidade nas barragens. No Sul da Europa, o potencial hidroeléctrico poderá diminuir entre 20 a 50 por cento até 2070. Mais a norte referem-se outros impactos, considerados globalmente menos negativos. Na zona dos Alpes: o desaparecimento dos glaciares com menor temporada de esqui. Na Europa Central, o aumento da frequência e intensidade das inundações de inverno. Na Inglaterra: o aumento da erosão e inundação das zonas costeiras. No norte da Europa: mais tempestades de Inverno. No sudeste europeu menor produtividade agrícola. No norte da Rússia: derretimento da camada gelada. São apenas alguns exemplos das mudanças apontadas pelos cientistas do painel intergovernamental das Nações Unidas, que alertam também para a subida do nível médio das águas do mar. Segundo os investigadores, os impactos são inevitáveis devido ao histórico de emissões de gases com efeito de estufa, e é preciso tomar medidas de adaptação a um clima diferente, para além das medidas tendentes a reduzir a poluição.

Ondas de calor provocaram 1.259 mortos em Portugal em 2006



As cinco ondas de calor registadas em 2006 provocaram 1.259 mortos em Portugal, a maioria dos quais pessoas com mais de 75 anos, anunciou hoje a Direcção-Geral de Saúde.
De acordo com o relatório de avaliação do Plano de Contingência para as Ondas de Calor 2006, o Verão desse ano foi o quinto mais quente em Portugal desde 1931.
Entre 24 de Maio e 09 de Setembro, foram registadas cinco ondas de calor, das quais a registada entre 07 e 18 de Julho foi já considerada como a mais significativa observada em Portugal para o mês de Julho, desde 1941.
Esta onda de calor atingiu quase todo o território e na região do Alentejo durou 11 dias.
De acordo com a DGS, as ondas de calor não resultaram num «acréscimo estatisticamente significativo» da procura de cuidados de saúde nem serviços de urgência.
Contudo, registaram-se mais 28.893 episódios de urgência (mais 12,5 por cento) nestes cinco períodos.
Dados de 67 conservatórias do Registo Civil apontam para mais 1.123 óbitos para a população em geral, dos quais 898 com idades iguais ou superiores a 75 anos para o período entre 07 e 17 de Julho.
No período de 04 a 13 de Agosto, registaram-se mais 136 óbitos para a população em geral, dos quais 118 em pessoas com 75 ou mais anos de idade.
Diário Digital / Lusa