
Energia solar - sistemas fotovoltaicos(enviado a 2006-06-30)Portugal é um dos países da Europa com maior disponibilidade de radiação solar (o número médio anual de horas de Sol, varia entre 2200 e 3000, enquanto que, por exemplo, na Alemanha varia entre 1200 e 1700 horas). Assim, Portugal possui excelentes condições para a conversão fotovoltaica. A conversão da radiação solar em energia útil pode ser realizada pela via fotovoltaica, ao produzir directamente electricidade através de células fotovoltaicas. Geralmente um sistema fotovoitaico inclui um conjunto de painéis, uma unidade de controlo de potência e, caso seja necessário, uma unidade de armazenamento de energia. Os sistemas podem ser isolados ou estarem ligados à rede de distribuição eléctrica. No primeiro caso, em geral, existe alguma forma de armazenamento de energia (mediante, por exemplo, o recurso a baterias de ácido-chumbo). Consequentemente, a utilização de um regulador de carga que tem como principal função evitar que haja danos na bateria devido a uma sobrecarga ou descarga profunda. Nos sistemas ligados à rede a totalidade da energia produzida é entregue directamente na rede, através de inversores, sem a necessidade do recurso à utilização de baterias. Os sistemas fotovoltaicos produzem energia eléctrica com elevada fiabilidade e a sua manutenção é baixa, limitando-se, essencialmente, ao sistema de acumulação de energia no caso dos sistemas autónomos. São também conhecidas as vantagens ambientais deste tipo de sistemas, que não emitem gases de efeito de estufa e não produzem ruído. Entre as principais utilizações dos referidos sistemas encontra-se a electrificação remota, ou seja a possibilidade de fornecer energia eléctrica a lugares distantes, nos quais os custos da montagem de linhas eléctricas são superior ao sistema fotovoltaico, ou existe a impossibilidade deste tipo de fornecimento. Salientam-se ainda os sistemas autónomos incluindo a bombagem de água para irrigação, sinalização, alimentação de sistemas de telecomunicação, entre outros. O Projecto da Central Fotovoltaica de Moura, promovido pela Amper, prevê uma potência somada dos painéis instalados de 62 MW e uma potência a injectar na rede de 49,6 MW. Iniciada em 2006, prevê-se que a central entre em funcionamento dentro de 3 anos. Com um investimento previsto de aproximadamente 250 milhões de euros e uma área de instalação de painéis de 114 ha, a central, que ficará instalada na frequesia da Amareleja, será a maior central solar fotovoltaica do Mundo. Mas, até à entrada em funcionamento do complexo de Moura, o título de maior central solar fotovoltaica do Mundo pertence à central de Serpa, inaugurada em Março de 2007, com uma potência total de 11 MW. Encontra-se instalada perto de Brinches numa área de cerca de 60 hectares, dos quais 32 se encontram cobertos por 52 mil painéis solares. A Central Solar Fotovoltaica de Serpa produz para a Rede Eléctica Nacional a energia suficiente para alimentar oito mil residências. Com uma capacidade de produção de 20 gigawatts/hora por ano, permitirá poupar mais de 30 mil toneladas por ano em emissões de gases de estufa, numa comparação equivalente de co consumo de combustível fóssil. O projecto implicou um investimento total de 61 milhões de euros. A central de energia solar fotovoltaica de Serpa, receberá um incentivo de 3,7 milhões de euros do PRIME – Programa de Incentivos à Modernização da Economia.
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