segunda-feira, junho 23, 2008
Mudanças climáticas
O Árctico é das regiões do globo que mais tem sentido os efeitos das alterações climáticas. Nos últimos 100 anos, a vida mudou bastante nesta parte do globo e o aquecimento global ainda vai provocar mais alterações no ecossistema e a nível social.
quarta-feira, junho 04, 2008
Aumento de acidez nos oceanos pode prejudicar recifes de coral e ecossistemas marinhos
02.06.2008 - 13h46 ReutersO aumento de acidez nos oceanos pode matar muitos recifes de coral e deixar ilhas como as Maldivas e o Kiribati mais vulneráveis a tempestades marítimas e ciclones. A conclusão vem no relatório de um centro de investigação australiano que estuda a ecologia e o impacto das alterações climáticas na Antárctica (Antarctic Climate & Ecosystems Cooperative Research Centre).Com o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, os oceanos absorvem mais gás e tornam-se mais acídicos. Segundo o relatório, por volta de 2100 o aumento de acidez vai expandir-se para norte a partir da Antárctica. Esta acidez dificulta a produção das partes rijas de animais como a estrela-do-mar e os corais, cujo exoesqueleto é formado por carbonato de cálcio. “A acidificação dos oceanos torna os corais e as algas mais fracos e os sistemas tropicais [as ilhas] ficarão mais vulneráveis ao impacto físico das tempestades e ciclones”, explica o relatório. As ilhas Maldivas no Oceano Índico e o Kiribati no sul do Pacífico vão ficar menos protegidas contra tempestades marítimas.O fenómeno também vai ter um impacto negativo no comércio tanto a nível piscatório como a nível turístico já que todo o ecossistema que depende dos recifes vai ficar em perigo.Cadeia alimentar em perigoQuando o CO2 é absorvido pelo oceano transforma-se num ácido fraco chamado ácido carbónico. Actualmente o aumento de concentração de CO2 é a maior dos últimos 650.000 anos devido à actividade humana.“O oceano é um enorme sumidouro das emissões e têm absorvido cerca de 48 por cento do CO2 emitido pela humanidade desde antes da revolução industrial”, diz o relatório. O Oceano Antárctico é dos oceanos que mais CO2 tem absorvido. Em 2060, a concentração de iões de carbonato nas águas da Antárctica será tão baixa que a aragonite, uma das formas de carbonato de cálcio existente nas conchas dos organismos, deixará de ser produzida.Esta alteração também poderá interferir com a respiração dos peixes, o desenvolvimento larvar dos organismos marinhos e com a capacidade dos oceanos para absorverem nutrientes e toxinas.“A acidificação irá ter provavelmente um efeito em cascata na cadeia alimentar, que é importante para os seres humanos”, diz Will Howard, um dos investigadores do Centro australiano.Segundo o relatório, as calotes polares mostram que o ritmo da subida do nível de CO2 é 100 vezes maior do que o maior que teve lugar durante os últimos 650.000 anos. Os registos sedimentares sugerem que o nível actual do gás é o mais alto dos últimos 23 milhões de anos. As previsões dizem que durante este século o nível do CO2 na atmosfera vai duplicar aquele que existia antes da era industrial. O oceano irá continuar a absorver parte deste CO2.“Muitas espécies [marinhas] necessitaram de milénios para evoluírem e não se sabe se serão capazes de se adaptar a uma acidificação do oceano relativamente rápida, na ordem de décadas e não de milénios”, diz o relatório.
Acção de "Os Verdes" e Ecolojovem no Dia Mundial do Ambiente
03.06.2008 - 14h28
Dia 5 de Junho, o Partido Ecologista “Os Verdes” e a Ecolojovem – “Os Verdes” assinalam o Dia Mundial do Ambiente com uma iniciativa de sensibilização ambiental da população, na Rua Augusta, em Lisboa."A iniciativa consistirá na realização de um jogo de perguntas/respostas pretendendo alertar e consciencializar a população para os diversos problemas ambientais, bem como divulgar certas medidas que se devem adoptar para melhorar a qualidade ambiental".A acção realiza-se às 13h00 e será precedida de acções de distribuição de documentos, entre as 09h00 e as 10h00, em várias saídas de estações de Metro, entre as quais Baixa-Chiado, Marquês de Pombal e Campo Grande.Além destas acções, neste dia “Os Verdes” levarão a campanha “Stop às Alterações Climáticas” a Aguiar da Beira e Fornos de Algodres (Distrito da Guarda) e participarão num debate sobre as Alterações Climáticas que se realizará em Santa Maria, nos Açores.
Semana do Ambiente da cidade de Lisboa
03.06.2008 - 14h39
A Câmara Municipal de Lisboa promove, para comemorar o Dia Mundial do Ambiente, entre 3 e 8 de Junho um conjunto de iniciativas que visam chamar a atenção para as questões ambientais, "procurando provocar a reflexão e a consciencialização individual e colectiva neste domínio".Extensão Cine'Eco (3 a 8 de Junho): no Espaço Monsanto, Cinema S. Jorge, Padrão dos Descobrimentos e Biblioteca Orlando Ribeiro.Lançamento das Rotas Auto-Guiadas (3 de Junho): no Espaço Monsanto.III Congresso da Criança (5 e 6 de Junho): no Cinema S. Jorge e no Espaço Monsanto.Apresentação da Campanha "O Ar que Respiramos" (5 de Junho): no Cinema S. Jorge.Reabertura do Parque Bensaúde: São Domingos de Benfica.Workshop de Geocaching (7 de Junho): no Espaço Monsanto, seguido de actividade no Parque Florestal de Monsanto.Freecycle na Quinta das Conchas (7 de Junho)Travessia do Aqueduto Águas Livres (7 de Junho)Passeio de Cicloturismo "Lisboa Antiga" (8 de Junho): na zona histórica.Contactos:Telef: 21.817.02.00/233Email: desa@cm-lisboa.pt
Eco-Bike na Marinha Grande
03.06.2008 - 15h31
A Câmara Municipal da Marinha Grande organiza, a 5 de Junho, a Eco-Bike, do Parque da Cerca à Mata Nacional, no âmbito da Semana da Criança e do Ambiente. A participação é gratuita.A Eco-Bike realiza-se a partir das 09h30. A partida e a chegada estão marcadas para o Parque da Cerca, na Marinha Grande, com percurso que passará pelo interior da Mata Nacional.Espera-se a participação de cerca de meio milhar de alunos e professores das Escolas do 2º / 3º ciclos e Secundário do concelho da Marinha Grande."É obrigatório o uso de capacete devidamente colocado durante todo o percurso. O passeio estará aberto ao movimento de outros veículos pelo que todos os participantes deverão respeitar as regras de trânsito. O Eco-Bike não terá qualquer intuito competitivo sendo apenas uma manifestação desportiva de lazer. O Eco-Bike contará com o apoio da Polícia de Segurança Pública da Marinha Grande e a Guarda Nacional Republicana de S. Pedro e o patrocínio do Hipermercado Modelo que oferecerá o lanche aos participantes.Ao concretizar esta iniciativa pretende-se que a Autarquia fomente a reutilização da bicicleta, que durante vários anos foi uma forte tradição nesta cidade, dando o primeiro passo através deste envolvimento da comunidade escolar.O uso da bicicleta como meio de transporte, no passado por ser um veículo de custos de valor reduzido, hoje como uma forma de combater o sedentarismo e adaptar um estilo de vida saudável, tentando desta forma contribuir para a diminuição do sedentarismo instalado concelho, estimulando toda a comunidade para a prática desportiva.Os principais motivos para fomentar o uso da bicicleta, nesta cidade, são os seus benefícios quer para a saúde individual das pessoas, quer para a saúde do meio-ambiente, nomeadamente na redução das emissões dos veículos automotores. Existe também uma outra questão, relacionada com o menor uso do solo, tanto para a circulação na via pública como também para estacionamento público".
A Câmara Municipal da Marinha Grande organiza, a 5 de Junho, a Eco-Bike, do Parque da Cerca à Mata Nacional, no âmbito da Semana da Criança e do Ambiente. A participação é gratuita.A Eco-Bike realiza-se a partir das 09h30. A partida e a chegada estão marcadas para o Parque da Cerca, na Marinha Grande, com percurso que passará pelo interior da Mata Nacional.Espera-se a participação de cerca de meio milhar de alunos e professores das Escolas do 2º / 3º ciclos e Secundário do concelho da Marinha Grande."É obrigatório o uso de capacete devidamente colocado durante todo o percurso. O passeio estará aberto ao movimento de outros veículos pelo que todos os participantes deverão respeitar as regras de trânsito. O Eco-Bike não terá qualquer intuito competitivo sendo apenas uma manifestação desportiva de lazer. O Eco-Bike contará com o apoio da Polícia de Segurança Pública da Marinha Grande e a Guarda Nacional Republicana de S. Pedro e o patrocínio do Hipermercado Modelo que oferecerá o lanche aos participantes.Ao concretizar esta iniciativa pretende-se que a Autarquia fomente a reutilização da bicicleta, que durante vários anos foi uma forte tradição nesta cidade, dando o primeiro passo através deste envolvimento da comunidade escolar.O uso da bicicleta como meio de transporte, no passado por ser um veículo de custos de valor reduzido, hoje como uma forma de combater o sedentarismo e adaptar um estilo de vida saudável, tentando desta forma contribuir para a diminuição do sedentarismo instalado concelho, estimulando toda a comunidade para a prática desportiva.Os principais motivos para fomentar o uso da bicicleta, nesta cidade, são os seus benefícios quer para a saúde individual das pessoas, quer para a saúde do meio-ambiente, nomeadamente na redução das emissões dos veículos automotores. Existe também uma outra questão, relacionada com o menor uso do solo, tanto para a circulação na via pública como também para estacionamento público".
Investigação critica relatórios da NASA sobre alterações climáticas
03.06.2008 - 16h27 PÚBLICOUm relatório de 48 páginas divulgado ontem com o resultado de uma investigação, pedida em 2006 por 14 senadores, sobre a informação científica prestada pela NASA sobre alterações climáticas revela que houve um padrão de distorção e sonegação de informação.O relatório, assinado por Kevin H. Winters, denuncia um padrão sustentado de actividades, orientadas por conselheiros políticos, que incluíram a não divulgação de comunicados de imprensa sobre alterações climáticas e o condicionamento das relações de um cientista, James E. Hansen, com os jornalistas.“A nossa investigação concluiu que, durante o Outono de 2004 e durante 2006, o gabinete de relações públicas da NASA geriu a questão das alterações climáticas de forma a reduzir ou marginalizar a ciência que foi veiculada ao público em geral”, escreve o relatório, cita o “New York Times”.O relatório identificou ainda relações intrincadas entre a política e a divulgação científica naquele período, num padrão “inconsistente com a responsabilidade de comunicar as descobertas científicas” definida nos estatutos da NASA, “especialmente sobre um tema que tem tanto interesse científico mundial”.Um porta-voz da NASA, Michael Cabbage, comentou que esta situação já se verificou há mais de dois anos e que, depois de se aperceber do que estava a acontecer, a NASA reviu a sua política de divulgação de informação científica”.“A resposta do nosso Governo às alterações climáticas deve basear-se na ciência e a manipulação da administração Bush à informação viola a confiança do público”, disse o senador democrata Frank R. Lautenberg, um dos 14 senadores que pediu a investigação.Há dois anos, James E. Hansen e outros funcionários da NASA denunciaram o que disserem ser distorção de informação relativa às alterações climáticas.A administração Bush recusou, em Março de 2001, ratificar o Protocolo de Quioto sobre alterações climáticas, alegando que ainda não existia um consenso mundial sobre a evidência científica do fenómeno.
Retiradas seis toneladas de peixe morto em barragem do Alandroal

03.06.2008 - 16h47 Lusa
Seis toneladas de carpas mortas já foram retiradas das margens da Barragem de Lucefecit, no concelho do Alandroal, distrito de Évora. O peixe começou a aparecer morto a 27 de Maio.A Câmara Municipal do Alandroal enviou para o local “máquinas para a sua remoção”, disse Joaquim Galhardas, vereador do ambiente da autarquia. No local estão duas retro-escavadoras e prevê-se que hoje outra máquina comece a trabalhar.As brigadas do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR estão no local a recolher os peixes e já efectuaram análises aos animais mortos e às águas. Não registaram “presença de químicos ou intoxicação”, afirmou o comandante da GNR. “Os animais mortos estão a ser enterrados nos terrenos limítrofes para evitar o apodrecimento do peixe nas águas", explicou o vereador. Os proprietários dos terrenos deram autorização para se poder enterrar o peixe.A Câmara Municipal está à espera dos resultados químicos das amostras de peixe e da água que enviaram para um laboratório.Uma das hipóteses avançada pelo SEPNA para explicar o fenómeno é a temperatura da água que está mais baixa do que o normal para a altura do ano. As carpas estão na altura da desova. A barragem é utilizada para retenção de águas para rega. A entidade responsável é a Associação de Beneficiários do Lucefecit. Na barragem são permitidas a pesca e actividades de lazer como a vela, o windsurf e o ski.
Seis toneladas de carpas mortas já foram retiradas das margens da Barragem de Lucefecit, no concelho do Alandroal, distrito de Évora. O peixe começou a aparecer morto a 27 de Maio.A Câmara Municipal do Alandroal enviou para o local “máquinas para a sua remoção”, disse Joaquim Galhardas, vereador do ambiente da autarquia. No local estão duas retro-escavadoras e prevê-se que hoje outra máquina comece a trabalhar.As brigadas do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR estão no local a recolher os peixes e já efectuaram análises aos animais mortos e às águas. Não registaram “presença de químicos ou intoxicação”, afirmou o comandante da GNR. “Os animais mortos estão a ser enterrados nos terrenos limítrofes para evitar o apodrecimento do peixe nas águas", explicou o vereador. Os proprietários dos terrenos deram autorização para se poder enterrar o peixe.A Câmara Municipal está à espera dos resultados químicos das amostras de peixe e da água que enviaram para um laboratório.Uma das hipóteses avançada pelo SEPNA para explicar o fenómeno é a temperatura da água que está mais baixa do que o normal para a altura do ano. As carpas estão na altura da desova. A barragem é utilizada para retenção de águas para rega. A entidade responsável é a Associação de Beneficiários do Lucefecit. Na barragem são permitidas a pesca e actividades de lazer como a vela, o windsurf e o ski.
Tóquio vai lançar quotas de emissões de dióxido de carbono

03.06.2008 - 16h57 AFP
A cidade de Tóquio, onde vivem 13 milhões de pessoas, prepara-se para instaurar quotas de emissões de dióxido de carbono para lutar contra as alterações climáticas, informou hoje a municipalidade.O governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, anunciou hoje na assembleia da capital que quer criar o primeiro sistema de quotas de emissões de carbono do Japão. “A cidade de Tóquio visará uma redução de 25 por cento das emissões de carbono em 2020, em relação ao ano de 2000”, declarou Katsunori Yano, responsável do departamento de Ambiente do município.A proposta será submetida a 10 de Junho à assembleia municipal, onde a maioria é do partido do governador Ishihara, o Partido Liberal Democrata (PLD), direita, igualmente no poder no Japão.Em 2010 será lançado um mercado de carbono, com a fixação de quotas de emissão para as indústrias poluentes. Estas poderão comprar licenças para poluir às empresas mais limpas, precisou Yano. A região de Tóquio - que inclui a cidade de Tóquio propriamente dita e outras cidades, como Yokohama – constitui a maior cidade do mundo com 35 milhões de habitantes.O Japão está longe de cumprir os objectivos do Protocolo de Quioto, que lhe impõe uma redução das suas emissões de gases com efeito de estufa de seis por cento até 2012, em relação a níveis de 1990.De 7 a 9 de Julho, o país vai organizar a cimeira do G8, em Hokkaido, com prioridade dada à luta contra as alterações climáticas. Segundo a agência de imprensa Kyodo, que não cita fontes, as negociações entre os países do G8, antes da cimeira, estão a ser bloqueadas pelos Estados Unidos. Washington não quer um compromisso do G8 contra as alterações climáticas e defende que os países emergentes, como a China e a Índia, se associem a decisões vinculativas.A iniciativa de Tóquio segue a ideia de uma iniciativa do estado norte-americano da Califórnia, que votou em 2002 uma lei impondo aos construtores de automóveis uma redução de 30 por cento das emissões poluentes dos veículos, entre 2009 e 2016. A administração recusou legislar um plano nacional de reduções.
A cidade de Tóquio, onde vivem 13 milhões de pessoas, prepara-se para instaurar quotas de emissões de dióxido de carbono para lutar contra as alterações climáticas, informou hoje a municipalidade.O governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, anunciou hoje na assembleia da capital que quer criar o primeiro sistema de quotas de emissões de carbono do Japão. “A cidade de Tóquio visará uma redução de 25 por cento das emissões de carbono em 2020, em relação ao ano de 2000”, declarou Katsunori Yano, responsável do departamento de Ambiente do município.A proposta será submetida a 10 de Junho à assembleia municipal, onde a maioria é do partido do governador Ishihara, o Partido Liberal Democrata (PLD), direita, igualmente no poder no Japão.Em 2010 será lançado um mercado de carbono, com a fixação de quotas de emissão para as indústrias poluentes. Estas poderão comprar licenças para poluir às empresas mais limpas, precisou Yano. A região de Tóquio - que inclui a cidade de Tóquio propriamente dita e outras cidades, como Yokohama – constitui a maior cidade do mundo com 35 milhões de habitantes.O Japão está longe de cumprir os objectivos do Protocolo de Quioto, que lhe impõe uma redução das suas emissões de gases com efeito de estufa de seis por cento até 2012, em relação a níveis de 1990.De 7 a 9 de Julho, o país vai organizar a cimeira do G8, em Hokkaido, com prioridade dada à luta contra as alterações climáticas. Segundo a agência de imprensa Kyodo, que não cita fontes, as negociações entre os países do G8, antes da cimeira, estão a ser bloqueadas pelos Estados Unidos. Washington não quer um compromisso do G8 contra as alterações climáticas e defende que os países emergentes, como a China e a Índia, se associem a decisões vinculativas.A iniciativa de Tóquio segue a ideia de uma iniciativa do estado norte-americano da Califórnia, que votou em 2002 uma lei impondo aos construtores de automóveis uma redução de 30 por cento das emissões poluentes dos veículos, entre 2009 e 2016. A administração recusou legislar um plano nacional de reduções.
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Semana Verde: A ecologia começa a tornar-se central para as empresas

03.06.2008 - 20h55 Paulo Miguel Madeira
A Comissão Europeia considera ser necessário mudar a maneira como a sociedade produz e consome de modo a que se torne possível ter um desenvolvimento sustentável e pretende impor padrões obrigatórios de produção e consumo com vista a aproximar-se deste objectivo, e é por isso que este ano a sua Semana Verde, que teve início hoje em Bruxelas, decorre centrada no lema do uso sustentável dos recursos.O mote e o cenário foram dados pelo comissário europeu do Ambiente, o grego Stavros Dimas, que no discurso que fez na sessão de abertura do evento afirmou também que a solução para um consumo sustentável é utilizar menos energia e menos matéria prima, pelo que “precisamos de pôr as nossas economias a fazer mais com menos”. Disse que proteger o ambiente cria empregos, num discurso em que teve um tom muito determinado quanto à necessidade e inevitabilidade de mudar a economia e a sociedade. Stavros Dimas lembrou que desde 1987 a Terra perdeu cerca de 20 por cento da sua biodiversidade, o que testemunha a enorme pegada ecológica deixada pela produção humana. Para o responsável pela política europeia de Ambiente, “ainda estamos longe dos objectivos ambientais de base”, apesar de hoje “testemunharmos um novo nível de consciencialização das questões ambientais”, segundo a directora executiva do Programa da ONU para o Ambiente, Angela Cropper.A atestar esta tese, Cropper disse que “vemos agora mais claramente os limites da produção e consumo” e lembrou que o assunto vai estar na agenda do encontro de Julho do G8 (o grupo dos oito principais países industrializados) – a questão ecológica “tornou-se central na sociedade”, rematou.
A Comissão Europeia considera ser necessário mudar a maneira como a sociedade produz e consome de modo a que se torne possível ter um desenvolvimento sustentável e pretende impor padrões obrigatórios de produção e consumo com vista a aproximar-se deste objectivo, e é por isso que este ano a sua Semana Verde, que teve início hoje em Bruxelas, decorre centrada no lema do uso sustentável dos recursos.O mote e o cenário foram dados pelo comissário europeu do Ambiente, o grego Stavros Dimas, que no discurso que fez na sessão de abertura do evento afirmou também que a solução para um consumo sustentável é utilizar menos energia e menos matéria prima, pelo que “precisamos de pôr as nossas economias a fazer mais com menos”. Disse que proteger o ambiente cria empregos, num discurso em que teve um tom muito determinado quanto à necessidade e inevitabilidade de mudar a economia e a sociedade. Stavros Dimas lembrou que desde 1987 a Terra perdeu cerca de 20 por cento da sua biodiversidade, o que testemunha a enorme pegada ecológica deixada pela produção humana. Para o responsável pela política europeia de Ambiente, “ainda estamos longe dos objectivos ambientais de base”, apesar de hoje “testemunharmos um novo nível de consciencialização das questões ambientais”, segundo a directora executiva do Programa da ONU para o Ambiente, Angela Cropper.A atestar esta tese, Cropper disse que “vemos agora mais claramente os limites da produção e consumo” e lembrou que o assunto vai estar na agenda do encontro de Julho do G8 (o grupo dos oito principais países industrializados) – a questão ecológica “tornou-se central na sociedade”, rematou.
Mais verdades inconvenientes
Glosando o filme-documentário do ex-Presidente dos EUA Al Gore, a responsável da ONU, com sotaque americano e feições asiáticas, disse que “há mais verdades convenientes que precisam de ser abordadas” além da relativa às alterações climáticas, como é o caso da sustentabilidade da produção e consumo. O caminho, segundo disse, será afastarmo-nos do paradigma da sociedade que deita fora para passarmos a ser uma sociedade que recicla.O presidente da Cadbury para a Europa, Chris van Steenbergen, deu a perspectiva empresarial da questão. Lembrou que há muitos anos que as empresas têm programas ambientais, mas disse que nos últimos anos a questão tornou-se mais premente.“Os consumidores interessam-se mais pelo currículo ambiental das empresas, que nunca foram tão escrutinadas como agora”, afirmou, sem esquecer que se não produzirem porque não há, por exemplo água, também não vendem. Por isso a empresa definiu uma série de metas, como a redução em 50 por cento das emissões líquidas de carbono, ou produzir dez por cento menos embalagem. Não disse no entanto dentro de que prazo.De acordo com os padrões actuais de produção e consumo dos europeus, se toda a população humana vivesse da mesma maneira, seriam nessessários 2,6 planetas Terra, lembrou director executivo da Footprint Nertwoork, Athis Wackernagel, para quem “a sustentabilidade não é só uma questão moral, é uma questão pragmática”.
Educação pública
Mas, lembrou Angela Cropper, um político que tomasse decisões radicias contra o bem-estar da sua base eleitoral seria muito estúpido”, a não ser que o eleitorado percebece as razões e concordasse com elas. Daí a importância que atribuiu à Semana Verde da Comissão Europeia, que apontou como “um exemplo de educação pública”.E é disso que se trata. Até sexta-feira, largas dezenas de conferencistas abordam questões ligadas aos recursos e gestão dos lixos, consumo e produção sustentáveis, natureza e biodiversidade e alterações climáticas. Responsáveis políticos e da administração pública, académicos, membros de organizações não governamentais, há um pouco de tudo. E de muitas nacionalidades, mas nenhum dos conferencistas é português.Entretanto, ao fim da tarde foram atribuídos os Prémios Europeus de Negócios para o Ambiente, em quatro categorias. A maior cooperativa de consumo do Reino Unido, o Co-operative Group, ganhou o Prémio de Gestão, atribuído devido à sua abordagem do desenvolvimento sustentável, em que identifica e mede anualmente impactos-chave de âmbito ambiental, social e ético.Projectos de energia muito premiadosNa categoria Prémio de Produto o vencedor foi a Ertex-solar, da Áustria, pelas suas células fotovoltaicas de alta qualidade para a produção de energia solar, que podem ser aplicadas em edifícios sem necessidade de adaptações especiais de “design”.O Prémio de Processo e o Prémio de Cooperação Internacional foram ambos para projectos no domínio do biodiesel. O primeiro foi para a Choren, da Alemanha, pelo processo que desenvolveu para “para produzir biofuel com elevado grau de pureza a partir de biomassa”, “que não utiliza plantas destinadas à alimentação”, com poucas emissões poluentes, é quase neutro em dióxido de carbono e compatível com a actual e futura tecnologia de motores diesel”, segundo o comunicado de imprensa distribuído. Por seu lado, o Real Instituto Tropical dos Países Baixos venceu no domínio da cooperação, juntamente com a Mali BioCarburant. Trata-se de um projecto no Mali de produção de biodiesel sustentável a partir de nozes de jatropha, que é “resistente à seca e que pode crescer em solos não agrícolas”, ajudando a suplementar o rendimento dos agricultores.
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domingo, junho 01, 2008
Reciclagem do vidro está a crescer a um ritmo lento perante as metas até 2011

19.05.2008 - 11h35 Ricardo Garcia
O vidro já foi pioneiro da reciclagem em Portugal. Mas, embora os portugueses coloquem cada vez mais garrafas nos "vidrões", a evolução está com pouco fôlego. Ao ritmo actual, Portugal poderá ter dificuldades em cumprir as metas a que está obrigado por uma directiva comunitária até 2011.O assunto está a preocupar a Sociedade Ponto Verde (SPV), responsável pela reciclagem da maior parte das embalagens no país. A taxa de reciclagem do vidro pela SPV subiu de 34 por cento em 2005 para 35,6 por cento em 2006. Em 2007 chegou aos 38 por cento.A empresa tem necessariamente de duplicar o passo para cumprir a meta até 2011, que é de 60 por cento. "O vidro é o material que mais nos preocupa", afirma Luís Veiga Martins, director-geral da SPV. A recolha de vidro pela SPV aumentou 13 por cento entre 2006 e 2007. Mas o efeito está a ser atenuado pelo facto de haver mais garrafas a circular - mais seis por cento em 2007. "O mercado do vidro continua a crescer", diz Luís Martins. Directiva em riscoA SPV está obrigada às mesmas metas de reciclagem que se aplicam ao país como um todo. As fileiras do papel, metais e madeiras já cumprem hoje o que será obrigatório dentro de quatro anos. Os plásticos (18,4 por cento, em 2007) não estão longe dos 22,5 por cento até 2011. O vidro é o que está mais atrasado.Embora haja resíduos de embalagem recolhidos fora do sistema Ponto Verde, os números da SPV são decisivos para a contabilidade nacional da reciclagem. No ano passado, a empresa respondia pelo destino de 71 por cento das embalagens. No caso do vidro, a proporção era de 93 por cento em 2005 - data dos dados mais recentes do Ministério do Ambiente sobre a reciclagem total no país.Ou seja, se a SPV não conseguir atingir as suas metas para o vidro, Portugal provavelmente terá dificuldade em cumprir a directiva comunitária sobre reciclagem de embalagens.O grande desafio da empresa, agora, é identificar onde param as garrafas que não estão a ser depositadas nos ecopontos. Está já em curso um estudo sobre a quantidade de vidro nos caixotes de lixo dos restaurantes e hotéis, que não chega, por isso, aos "vidrões". Segundo os responsáveis da SPV, os resultados - que deverão estar prontos no final deste semestre - permitirão estudar medidas para se aumentarem os níveis de recolha.Dentro das casas, também, ainda há muitas garrafas a serem deitadas para o lixo normal. Uma parte acaba por dar às três incineradoras de resíduos que há no país - nas regiões de Lisboa, Porto e Madeira - de onde o vidro sai misturado, em pequenas fracções, às cinzas de fundo. A SPV está a avaliar quanto vidro há nessas escórias, as quais podem ser reutilizadas, por exemplo, como sub-base para estradas. Se isto ocorrer, seria uma forma de reaproveitamento do vidro. Na óptica da empresa, isto poderia ser contabilizado nos resultados da reciclagem.
O vidro já foi pioneiro da reciclagem em Portugal. Mas, embora os portugueses coloquem cada vez mais garrafas nos "vidrões", a evolução está com pouco fôlego. Ao ritmo actual, Portugal poderá ter dificuldades em cumprir as metas a que está obrigado por uma directiva comunitária até 2011.O assunto está a preocupar a Sociedade Ponto Verde (SPV), responsável pela reciclagem da maior parte das embalagens no país. A taxa de reciclagem do vidro pela SPV subiu de 34 por cento em 2005 para 35,6 por cento em 2006. Em 2007 chegou aos 38 por cento.A empresa tem necessariamente de duplicar o passo para cumprir a meta até 2011, que é de 60 por cento. "O vidro é o material que mais nos preocupa", afirma Luís Veiga Martins, director-geral da SPV. A recolha de vidro pela SPV aumentou 13 por cento entre 2006 e 2007. Mas o efeito está a ser atenuado pelo facto de haver mais garrafas a circular - mais seis por cento em 2007. "O mercado do vidro continua a crescer", diz Luís Martins. Directiva em riscoA SPV está obrigada às mesmas metas de reciclagem que se aplicam ao país como um todo. As fileiras do papel, metais e madeiras já cumprem hoje o que será obrigatório dentro de quatro anos. Os plásticos (18,4 por cento, em 2007) não estão longe dos 22,5 por cento até 2011. O vidro é o que está mais atrasado.Embora haja resíduos de embalagem recolhidos fora do sistema Ponto Verde, os números da SPV são decisivos para a contabilidade nacional da reciclagem. No ano passado, a empresa respondia pelo destino de 71 por cento das embalagens. No caso do vidro, a proporção era de 93 por cento em 2005 - data dos dados mais recentes do Ministério do Ambiente sobre a reciclagem total no país.Ou seja, se a SPV não conseguir atingir as suas metas para o vidro, Portugal provavelmente terá dificuldade em cumprir a directiva comunitária sobre reciclagem de embalagens.O grande desafio da empresa, agora, é identificar onde param as garrafas que não estão a ser depositadas nos ecopontos. Está já em curso um estudo sobre a quantidade de vidro nos caixotes de lixo dos restaurantes e hotéis, que não chega, por isso, aos "vidrões". Segundo os responsáveis da SPV, os resultados - que deverão estar prontos no final deste semestre - permitirão estudar medidas para se aumentarem os níveis de recolha.Dentro das casas, também, ainda há muitas garrafas a serem deitadas para o lixo normal. Uma parte acaba por dar às três incineradoras de resíduos que há no país - nas regiões de Lisboa, Porto e Madeira - de onde o vidro sai misturado, em pequenas fracções, às cinzas de fundo. A SPV está a avaliar quanto vidro há nessas escórias, as quais podem ser reutilizadas, por exemplo, como sub-base para estradas. Se isto ocorrer, seria uma forma de reaproveitamento do vidro. Na óptica da empresa, isto poderia ser contabilizado nos resultados da reciclagem.
Planeta perdeu 27 por cento da vida selvagem desde 1970
16.05.2008 - 15h20 Helena GeraldesAs populações de animais selvagens do planeta registaram uma queda global de 27 por cento desde 1970, revela o Índice Planeta Vivo 2008 realizado pela Sociedade Zoológica de Londres para a organização WWF (Fundo Mundial da Natureza) e divulgado hoje.As populações das espécies terrestres diminuíram 25 por cento, as marinhas 28 por cento e as de água doce, 29 por cento, revela este Índice que monitoriza quatro mil populações de 302 espécies de mamíferos, 811 de aves, 241 de peixes, 83 de anfíbios e 40 de répteis.Nos gráficos que denunciam as tendências populacionais, são mais as linhas que descem do que as que sobem. A WWF receia que o Baiji (Lipotes vexillifer) ou golfinho do rio Yangtzé (China), se tenha perdido. O espadarte do Atlântico (Xiphias gladius) é outra espécie que está a perder terreno, assim como o abutre indiano (Gyps bengalensis). Mas também há populações que estão em recuperação. É o caso do elefante africano na Tanzânia (Loxodonta africana) e do salmão atlântico (Salmo salar) na Noruega.Apesar disso, os números não são de todo animadores se pensarmos que a comunidade internacional tem apenas mais dois anos para cumprir o ambicioso desígnio a que se propôs em 2000: conseguir reduzir “significativamente” o ritmo de perda da biodiversidade mundial até 2010. A WWF aponta a destruição de habitats e o comércio ilegal como os grands responsáveis por um declínio que se mantém constante desde 1976. Tudo isto leva a crer que “é muito provável que a meta de 2010 não seja cumprida”, diz o relatório de apresentação do Índice. “A menos que sejam tomadas medidas imediatas para reduzir as pressões sobre os ecossistemas naturais, a perda da biodiversidade global vai continuar inalterada”.A tarefa não será fácil porque, segundo as contas do Índice, todos os anos a humanidade consome 25 por cento mais recursos naturais do que aqueles que o planeta consegue repor.De 19 a 30 deste mês, os líderes mundiais reúnem-se em Bona, Alemanha, na nona Convenção das Partes (COP) da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica. Em cima da mesa estará, precisamente, a meta de 2010.
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Estudo americano diz que num planeta mais quente haverá menos furacões
19.05.2008 - 13h45 PÚBLICOO planeta do final do século, mais quente, terá menos furacões, conclui um estudo norte-americano, publicado ontem na revista “Nature Geoscience”. Este é um trabalho contra-corrente, num mar de previsões de tempestades mais frequentes.A investigação da NOAA (Administração Nacional Atmosférica e Oceânica), liderada por Thomas R. Knutson, quis saber quais serão os impactos das alterações climáticas no Atlântico Norte, através de um novo modelo informático regional. “Os nossos resultados não apoiam a teoria do aumento da frequência das tempestades, originadas pelas concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera”, revela Knutson.A investigação projecta para o oceano Atlântico no final deste século uma diminuição de 27 por cento no número de tempestades tropicais e de 18 por cento de furacões. No entanto, os cientistas ainda não conseguem apontar as razões para este decréscimo. “As razões para a redução da frequência de tempestades continuam a ser investigadas”. Mas as “alterações na circulação e/ou humidade são os factores mais prováveis de influenciar” este quadro, adianta.O estudo de Knutson conclui também que, apesar de serem em menor quantidade, os furacões serão ligeiramente mais fortes.Knutson não espera que estas conclusões ponham um ponto final do debate científico sobre o impacto das alterações climáticas nas tempestades. “Não vemos neste estudo a última palavra sobre esta questão”, cuja pertinência foi reforçada desde os furacões Katrina, Wilma e Rita, em 2005, comentou o cientista aos jornalistas, citado pela BBC online.Na verdade, em Janeiro, Mark Saunders e Adam Lea do University College de Londres publicaram na revista “Nature” um estudo, segundo o qual a subida em meio grau da temperatura das águas superficiais do oceano Atlântico estava associada ao aumento de 40 por cento da frequência dos furacões.Segundo um relatório de Dezembro de 2007 da Federação Internacional da Cruz Vermelha, em 2006 registaram-se 427 catástrofes naturais. O número de furacões e ciclones duplicou desde 1950
Estudo diz que pesticidas aplicados nas colheitas na Índia danificam ADN das populações

19.05.2008 - 14h55 PÚBLICO
Um estudo feito na Índia relacionou o uso de pesticidas na agricultura do país com a degradação do ADN nas populações expostas aos tratamentos, fazendo aumentar o número de casos de cancro.Um grupo de agricultores foi seguido durante vários meses por cientistas da Universidade de Patiala, no estado de Punjab, no norte da Índia. Segundo os cientistas, o ADN destas comunidades tem vindo a ser alterado, o que aumenta a probabilidade de desenvolverem cancro. “Encontrámos uma alteração significativa no ADN e o risco de cancro aumenta muito quando estas alterações são altas”, explica Satbir Kaur à BBC News, professor e investigador na Universidade. Segundo Kaur, a investigação excluiu outros factores que poderiam danificar o ADN como a idade, o uso de álcool ou tabaco. Sugerindo que a exposição aos pesticidas é a causa mais provável.O porta-voz da associação para o comércio da indústria de colheitas, Salil Singhal, disse à BBC News que não existe nenhuma ligação entre o uso de pesticidas e alteração do ADN. “Hoje em dia, não há um uso de pesticida suficiente para causar cancro”, disse. Singhal afirma que só se aplica pesticidas algumas vezes em cada época.Mas segundo a BBC, vários agricultores da região usaram muitas vezes os químicos. Um dos agricultores, que tem cancro, aplicava os pesticidas diariamente.
Um estudo feito na Índia relacionou o uso de pesticidas na agricultura do país com a degradação do ADN nas populações expostas aos tratamentos, fazendo aumentar o número de casos de cancro.Um grupo de agricultores foi seguido durante vários meses por cientistas da Universidade de Patiala, no estado de Punjab, no norte da Índia. Segundo os cientistas, o ADN destas comunidades tem vindo a ser alterado, o que aumenta a probabilidade de desenvolverem cancro. “Encontrámos uma alteração significativa no ADN e o risco de cancro aumenta muito quando estas alterações são altas”, explica Satbir Kaur à BBC News, professor e investigador na Universidade. Segundo Kaur, a investigação excluiu outros factores que poderiam danificar o ADN como a idade, o uso de álcool ou tabaco. Sugerindo que a exposição aos pesticidas é a causa mais provável.O porta-voz da associação para o comércio da indústria de colheitas, Salil Singhal, disse à BBC News que não existe nenhuma ligação entre o uso de pesticidas e alteração do ADN. “Hoje em dia, não há um uso de pesticida suficiente para causar cancro”, disse. Singhal afirma que só se aplica pesticidas algumas vezes em cada época.Mas segundo a BBC, vários agricultores da região usaram muitas vezes os químicos. Um dos agricultores, que tem cancro, aplicava os pesticidas diariamente.
Portugal não acompanha os outros países da UE nas ajudas à protecção ambiental

21.05.2008 - 14h35 Lusa
Os Estados Membros da União Europeia têm concedido cada vez mais auxílios estatais para a protecção do ambiente, uma tendência que não é acompanhada por Portugal, revela um estudo divulgado hoje em Bruxelas pela Comissão Europeia.O mais recente painel de avaliação das ajudas de Estado indica que as despesas relativas aos auxílios estatais para financiar projectos de protecção do ambiente aumentaram significativamente na UE nos últimos sete anos, tendo passado de 7 mil milhões de euros em 2001 para o dobro, 14 mil milhões, em 2006. Contudo, Portugal figura na "cauda" da lista. Entre 2004 e 2006, as despesas médias por ano em auxílios estatais para a protecção do ambiente em Portugal foram de um milhão de euros, exactamente o mesmo montante médio para o período entre 2001 e 2003.Este valor - o quinto mais baixo entre os 27, a par de Chipre e Letónia - não tem sequer expressão em termos de percentagem do PIB português, enquanto a nível da UE o valor médio anual de 13.365 milhões de euros entre 2004 e 2006 representa 0,12 por cento da riqueza da União e o crescimento verificado entre 2001 e 2006 representa em termos relativos um aumento de 50 por cento em termos de percentagem do PIB. O país que mais auxílios destinou ao ambiente entre 2004 e 2006 foi a Suécia, com mais de 2 mil milhões de euros, equivalente a 0,77 por cento da sua riqueza.Num comentário geral a este painel de avaliação, a Comissão Europeia considera que a tendência de crescimento das ajudas estatais a favor do ambiente revela que os Estados-Membros utilizaram cada vez mais as possibilidades proporcionadas pelas disposições comunitárias em matéria de auxílios estatais. O executivo comunitário faz notar, todavia, que há que ter em consideração o facto de uma grande proporção dos auxílios (estimada em 53 por cento) consistir em isenções de impostos ambientais, beneficiando, de forma geral, indústrias de grande consumo energético, incluindo por vezes grandes poluidores que tiveram de ser aceites a fim de permitir a introdução de determinadas medidas que excedem os mínimos impostos pelas directivas da UE.A Comissão considera, no entanto, que esses auxílios "proporcionam benefícios indirectos para o ambiente". "É encorajador que os Estados-Membros concentrem os seus auxílios em medidas ambientais. Esta tendência deve ser reforçada com as novas orientações em matéria de auxílios ambientais", observou a comissária europeia responsável pela Concorrência, Neelie Kroes.
Os Estados Membros da União Europeia têm concedido cada vez mais auxílios estatais para a protecção do ambiente, uma tendência que não é acompanhada por Portugal, revela um estudo divulgado hoje em Bruxelas pela Comissão Europeia.O mais recente painel de avaliação das ajudas de Estado indica que as despesas relativas aos auxílios estatais para financiar projectos de protecção do ambiente aumentaram significativamente na UE nos últimos sete anos, tendo passado de 7 mil milhões de euros em 2001 para o dobro, 14 mil milhões, em 2006. Contudo, Portugal figura na "cauda" da lista. Entre 2004 e 2006, as despesas médias por ano em auxílios estatais para a protecção do ambiente em Portugal foram de um milhão de euros, exactamente o mesmo montante médio para o período entre 2001 e 2003.Este valor - o quinto mais baixo entre os 27, a par de Chipre e Letónia - não tem sequer expressão em termos de percentagem do PIB português, enquanto a nível da UE o valor médio anual de 13.365 milhões de euros entre 2004 e 2006 representa 0,12 por cento da riqueza da União e o crescimento verificado entre 2001 e 2006 representa em termos relativos um aumento de 50 por cento em termos de percentagem do PIB. O país que mais auxílios destinou ao ambiente entre 2004 e 2006 foi a Suécia, com mais de 2 mil milhões de euros, equivalente a 0,77 por cento da sua riqueza.Num comentário geral a este painel de avaliação, a Comissão Europeia considera que a tendência de crescimento das ajudas estatais a favor do ambiente revela que os Estados-Membros utilizaram cada vez mais as possibilidades proporcionadas pelas disposições comunitárias em matéria de auxílios estatais. O executivo comunitário faz notar, todavia, que há que ter em consideração o facto de uma grande proporção dos auxílios (estimada em 53 por cento) consistir em isenções de impostos ambientais, beneficiando, de forma geral, indústrias de grande consumo energético, incluindo por vezes grandes poluidores que tiveram de ser aceites a fim de permitir a introdução de determinadas medidas que excedem os mínimos impostos pelas directivas da UE.A Comissão considera, no entanto, que esses auxílios "proporcionam benefícios indirectos para o ambiente". "É encorajador que os Estados-Membros concentrem os seus auxílios em medidas ambientais. Esta tendência deve ser reforçada com as novas orientações em matéria de auxílios ambientais", observou a comissária europeia responsável pela Concorrência, Neelie Kroes.
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Poluidores vão passar a ser criminalizados e alvo de sanções
21.05.2008 - 15h01 LusaO Parlamento Europeu aprovou hoje, em Estrasburgo, uma directiva de Bruxelas que criminaliza as infracções ambientais, prevendo sanções penais contra os poluidores. O texto estabelece um conjunto de infracções que serão punidas como crime por todos os Estados-Membros da União Europeia (UE) e estabelece um conjunto de "regras mínimas" onde define o que é considerado crime ambiental. A partir do momento em que a directiva entre em vigor, os países têm dois anos para adoptar as medidas.A directiva, apresentada em Fevereiro de 2007, permite que cada Estado-membro tenha a liberdade de adoptar ou manter medidas mais rigorosas que as "regras mínimas" no seu direito penal. Bruxelas propunha molduras penais consoante a gravidade do crime ambiental, mas o PE lembra que tal é ilegal, sustentado num acórdão do Tribunal de Justiça Europeu, de Outubro passado. Assim, a fixação do tipo e do grau das sanções penais a aplicar é da competência dos 27, sendo que a directiva prevê que sejam punidas como crime, por exemplo, a morte, destruição, posse e captura de espécies protegidas da fauna ou da flora selvagem.O texto criminaliza ainda "a produção, importação, exportação, colocação no mercado ou utilização de substâncias que empobrecem a camada de ozono". Também a "descarga, emissão ou introdução de uma quantidade de matérias ou de radiações ionizantes na atmosfera, no solo ou na água, que causem ou sejam passíveis de causar a morte ou lesões graves a pessoas, ou danos substanciais à qualidade do ar, à qualidade do solo, à qualidade da água, ou a animais ou plantas" passa a ser um crime ambiental, entre outros.A decisão do PE foi já saudada pela Comissão Europeia, tendo o comissário para o Ambiente, Stavros Dimas, sublinhado, em comunicado, que "este rápido acordo é um grande sucesso para o ambiente e para a UE". A directiva foi aprovada em primeira leitura.
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Estaremos à beira do descontrolo climático?
Os especialistas do clima tentam perceber há décadas algo que aconteceu há cerca de 635 milhões de anos: o que transformou a Terra, que estava há 45 milhões de anos reduzida ao estado de bola de gelo, num planeta dezenas de graus mais quente. Uma resposta é avançada hoje na "Nature" por cientistas que receiam que o mesmo possa tornar a acontecer, provocando uma mudança radical e repentina do clima actual."Os nossos resultados documentam um abrupto e catastrófico processo de aquecimento global que conduziu, sem transição, de um clima muito frio e estável a um clima muito quente e estável", diz o geólogo Martin Kennedy, líder da equipa da Universidade da Califórnia que realizou o estudo, citado num comunicado da universidade.O que terá acontecido então foi uma libertação maciça de um gás, o metano, preso no solo congelado devido a condições precisas de temperatura e pressão criada pelos glaciares que cobriam o planeta. A libertação terá começado de forma lenta, com o degelo dos glaciares nas latitudes mais baixas, provocando em seguida um desequilíbrio maior que por sua vez conduziu à libertação de mais e mais metano, um potentíssimo gás de estufa, numa espiral descontrolada. Os cientistas recolheram centenas de amostras de sedimentos marinhos no Sul da Austrália e identificaram nelas a assinatura química dessa libertação.Ainda existe muito metano em estado latente no Árctico, "no permafrost e nas margens continentais dos oceanos", diz Kennedy. Permanecerá nesse estado até o "gatilho" do aquecimento desequilibrar novamente o sistema. "O que precisamos de determinar", salienta, "é se a situação actual de aquecimento atmosférico é suficiente para desencadear novamente essa libertação." O mesmo fenómeno já foi proposto para explicar um período de aquecimento global, há uns 55 milhões de anos, em que as temperaturas aumentaram em quatro a oito graus Celsius - e também as extinções em massa que, no passado, afectaram organismos marinhos.
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Primavera na Islândia... que andamos nós a fazer ao planeta???

01-06-2008 8:49:00
Icebergues derretem em Hvannadalshnukur, no galciar de Vatnajokull, a cerca de 330 km da capital do país, Reiquejavique. Este glaciar situa-se no sudeste da Islândia e é o maior da Europa. Fotografia: Ints Kalnins/Reuters
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