O condicionamento do trânsito, o incremento do uso dos transportes públicos e a eficiência energética nos edifícios camarários são medidas que o próximo presidente da autarquia lisboeta deve promover para reduzir as emissões de CO2, defenderam hoje especialistas.
As medidas foram apontadas à Lusa pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Fonseca Ferreira, pelo presidente da Quercus, Hélder Spínola, e pelo presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Cequeira.
Cerca de 80 por cento da poluição atmosférica é resultado das emissões produzidas por combustíveis fósseis na circulação rodoviária, avança o presidente da CCDR-LVT, António Fonseca Ferreira.
O responsável daquele organismo do Ministério do Ambiente afirma que existe um plano da qualidade do ar elaborado pela Universidade Nova de Lisboa que a autarquia de Lisboa devia ter começado a aplicar em 2005, o que, segundo Fonseca Ferreira, não aconteceu.
O condicionamento de trânsito é uma das principais medidas referidas pelo documento, «particularmente no eixo Avenida da Liberdade/Campo Grande», afirmou Fonseca Ferreira.
Na Avenida da Liberdade, «os níveis máximos de poluição foram ultrapassados em 145 dias durante o ano de 2006, quando as directivas europeias ditam que só podem ser excedidos 35 dias por ano», exemplificou o presidente da CCDR-LVT.
«O problema é que até agora não foi tomada nenhuma medida pela Câmara», lamentou Fonseca Ferreira.
Restringir o trânsito é igualmente a principal medida apontada pelo presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza, Quercus, Hélder Spínola.
Este condicionamento terá de ser acompanhado pela promoção do transporte público, mas para isso, alerta o dirigente ambientalista, «há que tornar os transportes públicos mais atractivos, confortáveis e económicos».
Promover a eficiência energética dos edifícios, de acordo com regulamentos já em vigor, é outra das medidas preconizadas por Hélder Spínola.
«Se a Câmara aplicar nos seus edifícios regras de eficiência energética não só dá um bom contributo como ganha legitimidade para exigir o mesmo dos privados», afirmou.
A eficiência energética é conseguida com uma «aposta nas energias renováveis, como o aquecimento através de painéis solares, um bom isolamento dos edifícios, com vidros duplos, e equipamentos de baixo consumo, nomeadamente as lâmpadas».
«Os nossos edifícios são frios no Inverno e quentes no Verão», ilustra o presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Sequeira, para mostrar a importância desta eficiência energética.
Segundo o dirigente ambientalista, a autarquia deveria igualmente «mudar a sua frota para veículos híbridos amigos do ambiente».
Mas a principal medida para reduzir as emissões de CO2, recomendada por Eugénio Sequeira, é também o condicionamento de trânsito, acompanhado do melhoramento da rede de transportes públicos.
«É preciso um metro radial e transversal, autocarros que façam o mesmo ou sejam complementares. Para convencer as pessoas a não trazer o carro é preciso que os transportes tenham boas ligações entre si, sejam cómodos e mais baratos do que actualmente são», conclui Eugénio Sequeira.
As medidas foram apontadas à Lusa pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Fonseca Ferreira, pelo presidente da Quercus, Hélder Spínola, e pelo presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Cequeira.
Cerca de 80 por cento da poluição atmosférica é resultado das emissões produzidas por combustíveis fósseis na circulação rodoviária, avança o presidente da CCDR-LVT, António Fonseca Ferreira.
O responsável daquele organismo do Ministério do Ambiente afirma que existe um plano da qualidade do ar elaborado pela Universidade Nova de Lisboa que a autarquia de Lisboa devia ter começado a aplicar em 2005, o que, segundo Fonseca Ferreira, não aconteceu.
O condicionamento de trânsito é uma das principais medidas referidas pelo documento, «particularmente no eixo Avenida da Liberdade/Campo Grande», afirmou Fonseca Ferreira.
Na Avenida da Liberdade, «os níveis máximos de poluição foram ultrapassados em 145 dias durante o ano de 2006, quando as directivas europeias ditam que só podem ser excedidos 35 dias por ano», exemplificou o presidente da CCDR-LVT.
«O problema é que até agora não foi tomada nenhuma medida pela Câmara», lamentou Fonseca Ferreira.
Restringir o trânsito é igualmente a principal medida apontada pelo presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza, Quercus, Hélder Spínola.
Este condicionamento terá de ser acompanhado pela promoção do transporte público, mas para isso, alerta o dirigente ambientalista, «há que tornar os transportes públicos mais atractivos, confortáveis e económicos».
Promover a eficiência energética dos edifícios, de acordo com regulamentos já em vigor, é outra das medidas preconizadas por Hélder Spínola.
«Se a Câmara aplicar nos seus edifícios regras de eficiência energética não só dá um bom contributo como ganha legitimidade para exigir o mesmo dos privados», afirmou.
A eficiência energética é conseguida com uma «aposta nas energias renováveis, como o aquecimento através de painéis solares, um bom isolamento dos edifícios, com vidros duplos, e equipamentos de baixo consumo, nomeadamente as lâmpadas».
«Os nossos edifícios são frios no Inverno e quentes no Verão», ilustra o presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Sequeira, para mostrar a importância desta eficiência energética.
Segundo o dirigente ambientalista, a autarquia deveria igualmente «mudar a sua frota para veículos híbridos amigos do ambiente».
Mas a principal medida para reduzir as emissões de CO2, recomendada por Eugénio Sequeira, é também o condicionamento de trânsito, acompanhado do melhoramento da rede de transportes públicos.
«É preciso um metro radial e transversal, autocarros que façam o mesmo ou sejam complementares. Para convencer as pessoas a não trazer o carro é preciso que os transportes tenham boas ligações entre si, sejam cómodos e mais baratos do que actualmente são», conclui Eugénio Sequeira.
Diário Digital / Lusa
11-07-2007 13:54:00
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