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sábado, janeiro 13, 2007



Embora não poluentes, as energias alternativas não estão isentas de impactos negativos na natureza. É obvio que um complexo hidroeléctrico de grande dimensão ou um parque eólico comprometem seriamente o ambiente das zonas onde estão implantados, tanto mais que para igualar a produção de uma central eléctrica média são necessários aproximadamente 1000 geradores eólicos ou 5Km2 de painéis solares. Por outro lado, algumas formas de captação de energia podem não só não ser economicamente viáveis, como mesmo energeticamente o balanço pode ser negativo. Vejamos um exemplo: em teoria é possível aproveitar a energia das correntes oceânicas, mas na prática, a energia necessária para construir, colocar e manter uma turbina para o efeito, poderia exceder aquela que dali adviria.
Por seu turno, a energia nuclear parece ser aquela cujo saldo matéria prima versus energia obtida parece ser o mais favorável. Com apenas um quilo de urânio 235 pode-se obter a energia correspondente a três mil toneladas de carvão. De resto, os excedentes de uma central nuclear ainda que perigosos parecem justificados face a uma tal eficácia na produção de energia. O problema reside então no risco de um acidente que fure os mais apertados sistemas de segurança e que pode implicar uma catástrofe de proporções inigualáveis por qualquer outro processo de obtenção de energia (veja-se o caso de Chernobil). Face a este cenário, numerosos investigadores têm procurado processos de aproveitar a energia atómica sem os riscos da tecnologia de que actualmente dispomos.
Neste contexto, parece que no futuro a solução para o problema da energia, terá que passar não só pela exploração de um método perfeito, mas sim da procura de um equilíbrio entre os diferentes métodos aplicados a diferentes realidades. Ainda mais importante que procurar novas formas de obter energia, de a aproveitar ou armazenar, é sem dúvida conseguir reduzir os seus gastos. É importante que nos lembremos que sempre que saímos de casa, um autocarro é, energeticamente, seis vezes mais eficiente que o automóvel e que o comboio é três vezes mais eficiente que o autocarro, e que obviamente andar a pé ou de bicicleta é muitas vezes mais eficiente que o comboio.

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