
Aprovado projecto de energia com ondas
Foi publicada, ontem, em Diário da República a portaria que concede à Companhia de Energia Oceânica (CEO), empresa do grupo Enersis, a autorização para a instalação, ao largo da Aguçadoura, Póvoa de Varzim, das primeiras três estruturas de captação da energia das ondas, naquela que é a primeira fase do Parque de Ondas da Aguçadoura - o Okeanós. Depois de vários meses a aguardar a emissão da licença e já com as infra-estruturas praticamente montadas nos Estaleiros de Peniche, a Enersis pode, agora, dar início à instalação do primeiro parque mundial de captação da energia das ondas, conforme o previsto, já em Setembro.
Recorde-se que, conforme o JN noticiou, numa apresentação pública do projecto na Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim, no início de Julho, a Enersis admitiu que se a autorização, pedida em Dezembro de 2005, não chegasse até ao final do Verão, a primeira fase do parque poderia atrasar-se um ano, pondo mesmo em causa a implantação do Okeanós em Portugal.
Ontem, os cinco ministérios - Defesa Nacional, Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, Economia e Inovação, Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e Obras Públicas, Transportes e Comunicações - deram, finalmente, a "luz verde" definitiva ao projecto, isentando a CEO de taxas pela utilização do domínio público marítimo durante a fase experimental.
Numa primeira fase, a Enersis, em parceria com a escocesa Ocean Power Delivery, pretende instalar na Aguçadoura três estruturas de captação da energia das ondas - mais duas se a experiência inicial resultar -, num investimento de 8,5 milhões de euros, 1,25 milhões dos quais financiados pelo programa Prime.
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