O governo alemão deu luz verde a uma missão científica de "fertilização" do oceano com nanopartículas de minério de ferro para avaliar o potencial de absorção de dióxido de carbono, como medida de combate ao aquecimento global.
A experiência foi aprovada pela ministra alemã que prevê a "fertilização" de uma área de 300 quilómetros quadrados no Atlântico Sul com seis toneladas de nanopartículas de minério de ferro.
"Depois de analisados relatórios de peritos estou convencida de que não há qualquer objecção científica ou legal à experiência LOHAFEX", diz um comunicado da ministra alemã da Investigação, Annette Schavan, referindo-se à utilização de minério de ferro para promover o crescimento de fitoplâncton (plâncton vegetal) que por sua vez consome e armazena dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases responsáveis pelo efeito de estufa.
A decisão de Annette Schavan interpõe-se a um diferendo entre os ministérios do Ambiente e da Investigação da Alemanha sobre as consequências e efeitos secundários da técnica de "fertilização", em que o ministério do Ambiente alegava que a experiência entra em contradição com uma moratória sobre esse método de promover a absorção de CO2 aprovada na conferência da ONU sobre biodiversidade realizada em Bona em Mai de 2008.
O Convénio de Londres para a Contaminação Marítima e o Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas da ONU proíbem também práticas deste tipo.
A favor da experiência, o instituto de investigação polar alemão Alfred Wegener AWI - cujo navio oceanográfico Polarstern está envolvido no mapeamento do fundo oceânico a fertilizar - invocou uma cláusula da decisão da ONU que estipula que a moratória não se aplica a "projectos de investigação científica de pequena escala".
A eficácia da "fertilização" dos oceanos com minério de ferro é, no entanto, posta em questão desde Abril de 2007 depois da publicação na revista científica Nature dos resultados de um estudo realizado ao largo das ilhas Kerguelen - no sul do oceano Índico, entre o cabo da Boa Esperança e a Antártida - que revelou que a utilização do minério de ferro será entre 10 e 100 vezes menos eficaz que os processos naturais, uma vez que cerca de 90 por cento do ferro lançado acaba por se dispersar sem produzir os efeitos desejados.
Organizações ambientalistas têm também advertido para os potenciais, e ainda desconhecidos, efeitos secundários da fertilização dos oceanos com ferro, desde o impacto das nanopartículas nos ecossistemas marinhos até às reacções químicas entre o ferro e a água salgada que poderão dar origem a gases como o protóxido de Azoto (N2O) que tem um efeito de estufa muito mais grave que o CO2.
A experiência foi aprovada pela ministra alemã que prevê a "fertilização" de uma área de 300 quilómetros quadrados no Atlântico Sul com seis toneladas de nanopartículas de minério de ferro.
"Depois de analisados relatórios de peritos estou convencida de que não há qualquer objecção científica ou legal à experiência LOHAFEX", diz um comunicado da ministra alemã da Investigação, Annette Schavan, referindo-se à utilização de minério de ferro para promover o crescimento de fitoplâncton (plâncton vegetal) que por sua vez consome e armazena dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases responsáveis pelo efeito de estufa.
A decisão de Annette Schavan interpõe-se a um diferendo entre os ministérios do Ambiente e da Investigação da Alemanha sobre as consequências e efeitos secundários da técnica de "fertilização", em que o ministério do Ambiente alegava que a experiência entra em contradição com uma moratória sobre esse método de promover a absorção de CO2 aprovada na conferência da ONU sobre biodiversidade realizada em Bona em Mai de 2008.
O Convénio de Londres para a Contaminação Marítima e o Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas da ONU proíbem também práticas deste tipo.
A favor da experiência, o instituto de investigação polar alemão Alfred Wegener AWI - cujo navio oceanográfico Polarstern está envolvido no mapeamento do fundo oceânico a fertilizar - invocou uma cláusula da decisão da ONU que estipula que a moratória não se aplica a "projectos de investigação científica de pequena escala".
A eficácia da "fertilização" dos oceanos com minério de ferro é, no entanto, posta em questão desde Abril de 2007 depois da publicação na revista científica Nature dos resultados de um estudo realizado ao largo das ilhas Kerguelen - no sul do oceano Índico, entre o cabo da Boa Esperança e a Antártida - que revelou que a utilização do minério de ferro será entre 10 e 100 vezes menos eficaz que os processos naturais, uma vez que cerca de 90 por cento do ferro lançado acaba por se dispersar sem produzir os efeitos desejados.
Organizações ambientalistas têm também advertido para os potenciais, e ainda desconhecidos, efeitos secundários da fertilização dos oceanos com ferro, desde o impacto das nanopartículas nos ecossistemas marinhos até às reacções químicas entre o ferro e a água salgada que poderão dar origem a gases como o protóxido de Azoto (N2O) que tem um efeito de estufa muito mais grave que o CO2.
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