
Observatório criado para garantir eficiência energética e evitar desperdícios
01h00m
INÊS SCHRECK
Os edifícios produzem 55% das emissões de CO2, já que a electricidade é a energia mais usada e poluente. O número tem de diminuir e a "arma" chama-se: Observatório para a Sustentabilidade Energética dos Edifícios do Porto.
Formalizado ontem, depois de uma fase experimental, o observatório, a cargo da Agência de Energia do Porto (AdePorto), tem a missão de verificar o desempenho energético e ambiental dos edifícios, novos ou reabilitados, e de garantir que na hora da aprovação de projectos, na Câmara do Porto ou na Sociedade de Reabilitação Urbana Porto Vivo, tudo seja feito para evitar desperdícios e obter uma boa eficiência energética.
O observatório não tem poderes para chumbar projectos. É uma unidade externa ao processo de licenciamento urbanístico, constituída por engenheiros civis e mecânicos, com acesso aos processos em curso, que funcionará como uma espécie de "conselheiro" para a excelência energética dos edifícios.
Para Oliveira Fernandes, presidente do Conselho de Administração da AdePorto, este é o momento certo para o aparecimento do observatório, já que se assiste a uma mudança na utilização da energia doméstica. Por enquanto, o aquecimento de água é a razão que leva ao maior consumo de electricidade nos edifícios, seguido do aquecimento do ambiente para conforto e da energia dispendida na cozinha. Mas, refere Oliveira Fernandes, na Europa a climatização dos espaços está à frente, pelo que é de esperar uma mudança também em Portugal. Aliás, no Porto, há cada vez mais edifícios com sistemas energéticos para climatização.
"Mais conforto pode significar mais energia", refere o responsável, lembrando a necessidade de melhorar a eficiência dos edifícios e de promover o uso de energias renováveis e do gás natural.
"Precisamos primeiro de convencer a população de que não há razões para ter medo de usar gás; temos de criar condições para a regulação de preços porque é escandaloso que o uso do gás possa ser mais caro do que a electricidade; e temos de fomentar uma instalação massiva do gás natural", enumerou Oliveira Fernandes, exemplificando que uma refeição cozinhada a electricidade produz mais do dobro de CO2 do que quando preparada a gás.
Os efeitos das melhorias ao nível da eficiência energética podem não se sentir hoje nem amanhã, mas vão sentir-se muito no futuro, realçou o presidente da Câmara Municipal do Porto, lamentando a resistência geral da sociedade civil às mudanças. "É preciso muita persistência para levar estas coisas avante", notou Rui Rio, considerando que o observatório é "mais um passo para a qualidade do urbanismo".
01h00m
INÊS SCHRECK
Os edifícios produzem 55% das emissões de CO2, já que a electricidade é a energia mais usada e poluente. O número tem de diminuir e a "arma" chama-se: Observatório para a Sustentabilidade Energética dos Edifícios do Porto.
Formalizado ontem, depois de uma fase experimental, o observatório, a cargo da Agência de Energia do Porto (AdePorto), tem a missão de verificar o desempenho energético e ambiental dos edifícios, novos ou reabilitados, e de garantir que na hora da aprovação de projectos, na Câmara do Porto ou na Sociedade de Reabilitação Urbana Porto Vivo, tudo seja feito para evitar desperdícios e obter uma boa eficiência energética.
O observatório não tem poderes para chumbar projectos. É uma unidade externa ao processo de licenciamento urbanístico, constituída por engenheiros civis e mecânicos, com acesso aos processos em curso, que funcionará como uma espécie de "conselheiro" para a excelência energética dos edifícios.
Para Oliveira Fernandes, presidente do Conselho de Administração da AdePorto, este é o momento certo para o aparecimento do observatório, já que se assiste a uma mudança na utilização da energia doméstica. Por enquanto, o aquecimento de água é a razão que leva ao maior consumo de electricidade nos edifícios, seguido do aquecimento do ambiente para conforto e da energia dispendida na cozinha. Mas, refere Oliveira Fernandes, na Europa a climatização dos espaços está à frente, pelo que é de esperar uma mudança também em Portugal. Aliás, no Porto, há cada vez mais edifícios com sistemas energéticos para climatização.
"Mais conforto pode significar mais energia", refere o responsável, lembrando a necessidade de melhorar a eficiência dos edifícios e de promover o uso de energias renováveis e do gás natural.
"Precisamos primeiro de convencer a população de que não há razões para ter medo de usar gás; temos de criar condições para a regulação de preços porque é escandaloso que o uso do gás possa ser mais caro do que a electricidade; e temos de fomentar uma instalação massiva do gás natural", enumerou Oliveira Fernandes, exemplificando que uma refeição cozinhada a electricidade produz mais do dobro de CO2 do que quando preparada a gás.
Os efeitos das melhorias ao nível da eficiência energética podem não se sentir hoje nem amanhã, mas vão sentir-se muito no futuro, realçou o presidente da Câmara Municipal do Porto, lamentando a resistência geral da sociedade civil às mudanças. "É preciso muita persistência para levar estas coisas avante", notou Rui Rio, considerando que o observatório é "mais um passo para a qualidade do urbanismo".
Sem comentários:
Enviar um comentário