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quarta-feira, novembro 04, 2009

Kilimanjaro sem gelo dentro de 20 anos



A neve que cobre o monte Kilimanjaro, o pico mais alto de África, está a diminuir rapidamente e poderá desaparecer dentro de 20 anos, alerta um estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Esta foi a primeira vez que investigadores calcularam os valores de perda de gelo em áreas montanhosas e os resultados não foram positivos.
A camada de gelo diminuiu 26 por cento desde o ano 2000 até aos dias de hoje. Os dados são mais alarmantes ao comparar-se esta camada entre 1912 e 2007, pois neste espaço de tempo, a capa de neve diminuiu 85 por cento.
As principais causas apontadas pelos especialistas para a evolução deste fenómeno são o aumento das temperaturas do planeta e as mudanças na nebulosidade e nas precipitações.
Tanto a norte, como a sul, os cumes do Kilimanjaro sofreram uma redução de 1,9 e 5,1 metros, respectivamente. Um exemplo disso é o pequeno glaciar Furtwangler, que diminuiu 50 por cento entre 2000 e 2009. Segundo Lonnie Thompson, co-autor do estudo e professor da Universidade de Ohio, este glaciar montanhoso corre o risco de desaparecer de um ano para o outro.
Os especialistas referiram ainda no estudo que esta rápida fusão do gelo demonstra que as condições climáticas que afectam actualmente o Kilimanjaro jamais foram vividas durante 11 milénios.
Um dos principais impactos do desaparecimento destes glaciares poderá ocorrer ao nível da disponibilidade de água em nascentes e poços que são parcialmente abastecidos com água de origem glaciar.

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