Novo plano de estratégia europeia para a energia
2010-11-19 - Por Marlene Moura
Ciência Hoje
Apresentação do plano estratégico para a energiaO plano de estratégia lançado pela Comissão Europeia (CE) - «Europa 2020» – que diz respeito ao crescimento sustentável visa, antes de mais, promover uma economia hipocarbónica competitiva em termos de recursos e com uma poupança de 20 por cento. No início do próximo ano, haverá um plano de energia já disponível, mas ainda não tem uma legislação implementada.
Bárbara Sellier, responsável da DG Energia da CE, esteve hoje presente no Seminário Internacional «Europa 2020: Nova estratégia, novos instrumentos de financiamento» – promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e pelo «ON.2 - O Novo Norte» (Programa Operacional Regional do Norte) – para apresentar as novas medidas para a política energética.
Segundo a representante, “estamos [Europa] longe dos objectivos de poupança de energia por não investimos o suficiente em inovação”; contudo admite que “a interdependência entre os países é crescente e que existem esforços na investigação”. Sellier sustenta que apesar de o plano estratégico depender de uma continuidade, existe uma prioridade: “Poupar energia, em pelo menos 20 por cento”.
Manuel Laranja, do gabinete do secretário de Estado da Energia e da Inovação, argumentou que Portugal ultrapassou esse objectivo há muito e que já estamos nos 47 por cento. “Este ano foi particularmente rico em chuvas e produziu bastante energia hídrica e eólica". Agora, a gestão das redes inteligentes, “dependem do ‘mix’ de energia”. O interveniente alertou para o facto de Portugal se estar a tornar “num dos líderes europeus nas políticas de energias renováveis” e tem dado um novo impulso à rede, com “maior conforto quanto à dependência da importação energética”.
Inovação e redução
As cinco dimensões prioritárias do plano de estratégia explanado por Sellier enfatizam em larga medida que “a poupança de energia é urgente, assim como conseguir um mercado com preços competitivos, com cooperação em espaços de transição, reduzir as emissões de carbono e apostar na liderança tecnológica (redes e cidades inteligentes), através da inovação”.
O gabinete da Energia e da Inovação apresentou três pontos para chegar aos resultados desejáveis em 2020. Manuel Laranja sustentou que "60 por cento da energia deverá ser produzida a partir de fontes renováveis", para contribuir de forma positiva para o défice da balança comercial (que depende em boa parte da importação energética).
Uma das estratégias que o gabinete propõe é evitar o desequilíbrio regional e que a energia seja distribuída com a participação de todas as localidades – micro ou mini-geração. O responsável acrescentou ainda que para chegar a esta economia verde é necessário que existam compromissos de acção.
A nova estratégia para a energia apresentada pela CE, há escassos dias, pretende assentar na "segurança e competitividade". Segundo Paulo Gomes, vice-presidente da CCDR Norte, esta é a aposta do milénio, mas é crucial que a Europa se comprometa a desenvolver "uma economia eficiente e hipocarbónica".
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