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quinta-feira, novembro 25, 2010

Temperatura dos lagos aumentou dois graus em 25 anos

Estudo da NASA é publicado amanhã na «Geophysical Research Letters»



2010-11-24

Os lagos do planeta aqueceram em média dois graus desde 1985. Segundo estudo publicado amanhã pela NASA, na revista «Geophysical Research Letters», esta subida de temperatura foi duas vezes mais rápida do que a da atmosfera. A Agência Espacial Norte-Americana chegou a esta conclusão depois de medir a temperatura superficial da água em 167 lagos, através da tecnologia de satélite do Laboratório de Propulsão a Jacto.
O estudo revela que os lagos aumentaram 0,45 graus Celcius por década e alguns aumentaram a um ritmo de um grau por década. Os que aqueceram mais foram os do hemisfério norte, especialmente os situados a latitudes médias e altas.

Foi o maior lago da Europa, o Ladoga, situado na Rússia, que aqueceu mais: quatro graus em 25 anos. Segue-se o lago Tahoe, situado nas montanhas da Serra Nevada, Estados Unidos, com um aumento de três graus. Segundo um dos autores do estudo, Simon Hook é no norte da Europa que se regista um aquecimento mais consistente, enquanto que o sudeste, arredores do mar Negro e mar Cáspio, a temperatura da água aumenta menos bruscamente.
Na Sibéria, na Mongólia, no norte da China e no Cazaquistão a tendência para o aquecimento está a aumentar. Na América do Norte, os lagos que aquecem mais são os do sudoeste dos Estados Unidos, a um ritmo ligeiramente superior ao dos Grandes Lagos do norte. O aumento é mais lento nos trópicos e no hemisfério sul, especialmente nas latitudes médias.
Estas mudanças de temperatura têm um impacto negativo para os ecossistemas. Uma das consequências pode ser a proliferação de algas que tornam os lagos tóxicos para os peixes. Pode também provocar a introdução de espécies exógenas (não nativas) da qual resulta a perda de biodiversidade.

Para realizarem estas medições, os investigadores da NASA utilizaram a tecnologia de infravermelhos da Agência Nacional do Oceano e da Atmosfera norte-americana (NOAA) e da Agência Espacial Europeia (ESA). Analisaram as temperaturas entre os meses de Julho e Setembro, no hemisfério norte, e entre Janeiro e Março, no sul.
Segundo Philipp Schneider, outros dos autores do estudo, os resultados são consistentes com as mudanças associadas ao aquecimento global.

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