Encontro internacional identifica os desafios com que a UE vai ter de lidar nos próximos anos
2010-11-19 - Por Luísa Marinho
Domenico Rossetti , Tonnie de Koster, João Faria e Wolfgang MunchIdentificar os principais desafios da Europa actual e definir estratégias para o seu crescimento nos próximos 15 anos, tendo em conta o crescimento regional, foram os objectivos do seminário «Europa 2020: Nova Estratégia, Novos Instrumentos de Financiamento», que hoje se realizou no Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto.
No primeiro painel foi analisado como seria o mundo em 2025, com o crescimento da Ásia e a actual transição “sócio-ecológica”. Antes das intervenções dos três membros da Comissão Europeia, Carlos Lage, presidente da CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte), explicou que este encontro era oportunidade única “para actualizar a informação sobre as políticas comunitárias e desencadear um debate público sobre o futuro”. As regiões, disse, “devem ser envolvidas na estratégia de crescimento da União Europeia (UE), através do reforço da governação regional e do financiamento”.
No painel «A Europa do Futuro: Diagnóstico e Estratégia», Domenico Rossetti identificou os desafios que a UE tem de enfrentar nos próximos anos. O crescimento da Ásia é um dos tópicos de relevo para esta discussão. “Em 2025, 61 por cento da população mundial vai viver na Ásia. Na UE viverá apenas 6,5”. Apesar disso, “a UE vai ter uma grande percentagem de população acima dos 65 anos (30 por cento)”.
Na próxima década, “a China vai tornar-se o primeiro produtor e exportador do mundo, deixando para trás a tríade Estados Unidos-Japão-União Europeia”. Neste quadro entra também a problemática da produção de energia. Rossetti admitiu que em 2030 a UE terá de importar 70 por cento da energia que necessita.
Depois de identificados os desafios, “é necessário saber como encará-los”. As novas estratégias a aplicar, visto que o Tratado de Lisboa não foi suficientemente aplicado, disse Tonnie de Koster, passam por três factores: “crescimento inteligente, crescimento sustentável e crescimento inclusivo”, que devem ser traduzidos a nível nacional, e isso implica “mais juventude, mais energia e mais emprego”.
Essas ideias devem ser aplicadas a nível regional, afirmou Wolfgang Munch. Os diversos estados da União Europeia devem afirmar a sua coesão, a cooperação e dinâmica territoriais.
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