Estudo publicado na revista «Nature» atribui origem a lémures ou lóris
2009-10-23
Considerada como a “Pedra da Roseta da história da evolução” pelos investigadores, a Ida – um fóssil, com 47 milhões de anos, considerado ancestral do ser humano e um dos mais completos já encontrados –, afinal, pode não ter qualquer relação com o Homem.
Num estudo publicado na revista «Nature», uma equipa de paleontólogos nova-iorquina avançou que a Ida se parece mais com um pequeno lémure ou um lóris (pequeno primata encontrado na Índia tropical e África, e particularmente em ilhas como o Bornéu, Madagascar e Sri Lanka).
Jorn Hurum, um paleontólogo norueguês, acompanhou o alegado primata fossilizado a que atribuiu o nome de “Ida”, em uma honra da sua filha, foi bastante criticado pela campanha mediática que criou em torno da descoberta.
Erik Seiffert, investigador da Stony Brook University (Nova Iorque, EUA), e os seus colegas vêm contestar as origens do Darwinius masillae (nome técnico). Os especialistas compararam 360 características anatómicas específicas de 117 espécies de primatas extintos e vivos que esboçam a árvore genealógica e concluíram que não pertence à mesma categoria ancestral dos humanos e macacos.
Em entrevista ao «The New York Times», Seiffert referiu que a criatura se assemelha ao grupo a que pertencem os lémures e outros cientistas concordaram, como Eric Sargis, docente em Antropologia na Universidade de Yale (EUA) ou David Begun, paleo- antropólogo na Universidade de Toronto (Canada).
Os investigadores (Jorn Hurum e a sua equipa) a cargo da descoberta defenderam imediatamente a sua interpretação, sublinhando que foi baseada em dois anos de meticulosas análises aos despojos encontrados. O artigo recentemente publicado abriu uma discussão científica que poderá durar semanas ou meses.


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