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sexta-feira, outubro 30, 2009

Líderes europeus procuram acordo sobre alterações climáticas após desbloquearem Tratado de Lisboa

Os líderes europeus vão tentar alcançar, esta sexta-feira, um acordo sobre a ajuda aos países pobres no combate às alterações climáticas, após terem chegado a um compromisso para satisfazer as reivindicações do presidente checo para assinar o Tratado de Lisboa.

A conclusão do processo de ratificação do Tratado de Lisboa e o financiamento do combate às alterações climáticas são os dois temas fortes da Cimeira que decorre em Bruxelas, tendo quinta-feira os 27 "fechado" o primeiro, com um acordo no sentido de anexar ao futuro Tratado um protocolo que responde às pretensões de Vaclav Klaus, quanto a uma excepção para o país na aplicação da Carta de Direitos Fundamentais.
Para esta sexta-feira, segundo e último dia de Cimeira, fica adiada a tentativa de acordo em torno da ajuda a conceder aos países mais pobres para estes aceitarem reduzir as emissões de gazes nocivos, tendo o primeiro dia de trabalhos revelado posições ainda muito divergentes entre os 27.
Fontes diplomáticas disseram que a presidência sueca defende a necessidade de os europeus liderarem o processo e avançarem com números, sendo apoiada por países como Portugal, Reino Unido ou Dinamarca.
No entanto, a Alemanha, que lidera um grupo onde também se incluem a França e a Itália, defende que os europeus devem aguardar pelas promessas financeiras dos restantes países desenvolvidos.
Já os países de Leste, com poucos rendimentos e grandes poluidores, chefiados pela Polónia, estão dispostos a avançar em função das suas capacidades financeiras.

A Comissão Europeia calculou em 100 mil milhões de euros anuais, entre 2013 e 2020, a ajuda necessária para que os países mais pobres adoptem medidas contra as alterações climáticas.
Esta é uma das derradeiras oportunidades de conseguir um acordo ao nível da UE antes da conferência de Copenhaga, de 7 a 18 de Dezembro, que visa chegar a um acordo, que deve entrar em vigor antes de expirar a primeira fase do Protocolo de Quioto, em Janeiro de 2013, para travar de forma vinculativa as emissões de dióxido de carbono.
Admitindo que ainda há muitas diferenças entre os 27, Durão Barroso disse todavia acreditar que será possível um acordo esta sexta-feira, de modo a que «a UE não perca agora a liderança que tem tido» no combate às alterações climáticas.
«Seria uma pena que, depois de tanto esforço, não conseguíssemos esse acordo», frisou o presidente do executivo comunitário.

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