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quarta-feira, outubro 24, 2007

AIEA: Energia nuclear tem ainda um grande futuro pela frente

23 de Outubro de 2007, 23:46
Viena, 23 Out (Lusa) - A energia nuclear continuará a ser uma das principais fontes de energia no mundo nas próximas décadas, devido aos receios sobre as alterações climáticas e a segurança energética, afirmou hoje a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).
"A electricidade nuclear continuará a ocupar um lugar preponderante enquanto grande fonte de energia durante as próximas décadas", segundo um relatório intitulado "Energia, Electricidade e o Nuclear até 2030".
A AIEA fez duas projecções anuais, uma em baixa e outra em alta sobre diferentes cenários. Na projecção em baixa, partindo do estado actual do parque nuclear civil em todo o mundo, sem construção de nova central, a potência nuclear passaria de 370 GW (1 Gigawatt = mil milhões de watts) no final de 2006 para 447 GW em 2030.
Para a projecção baixa a progressão é de 25 por cento enquanto que a projecção alta, incluindo "projectos realizados e prometedores" aposta num crescimento que pode ir até 93 por cento da produção de electricidade nuclear em 679 GW em 2030.
A parte de electricidade de origem nuclear na produção eléctrica mundial passou de menos de 1 por cento em 1960 para 16 por cento em 1986 e mantém-se actualmente quase a esse nível, segundo o relatório.
"A China e a Índia têm economias florescentes, populações crescentes e necessidades energéticas também crescentes", sublinhou Alan McDonald, um analista em energia à AIEA. "Elas devem desenvolver todas as fontes de energia possíveis", acrescentou.
Actualmente, a energia nuclear responde apenas a uma pequena proporção das necessidades energéticas, ou seja, 2 por cento na China e 3 por cento na Índia, indicou.
A China tem em construção quatro reactores e prevê dotar-se com cinco vezes mais instalações nucleares até 2020, segundo a AIEA. Mas, apesar desta expansão, a parte do nuclear não deverá ultrapassar os 4 por cento do total da produção eléctrica até 2020 neste país, segundo as previsões da agência da ONU.
TM.

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