A Quercus de Bragança concorda com a exploração eólica de Montesinho condicionada e considera «contraproducente uma proibição taxativa» como a proposta no Plano de Ornamento para a área protegida, divulgou hoje aquela organização ambientalista.
O parecer do núcleo regional de Bragança da Quercus faz parte do conjunto de propostas, sugestões e críticas enviadas ao Ministério do Ambiente e ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) durante a fase de discussão pública do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho (POPNM).
A participação na discussão pública do documento proposto pelo ICNB terminou a 17 de Outubro e todos os pareceres recolhidos vão agora ser analisados pela tutela para um decisão final sobre o plano, que será tomada em Conselho de Ministros.
A Quercus de Bragança quis participar também na discussão pública enviando um parecer em que discorda da posição assumida pelo ICNB de proibir peremptoriamente a instalação de parques eólicos na área protegida que se estende pelos concelhos de Bragança e Vinhais.
A associação ambientalista entende que «são irreais e incompatíveis com os objectivos das áreas protegidas» projectos da dimensão do já anunciado nesta região por uma empresa de capitais irlandeses que quer instalar em Montesinho o «maior parque eólico do mosaico Europeu».
Entende, no entanto, que «a construção de pequenos empreendimentos eólicos em contextos específicos, quando devidamente avaliados, pode ser compatível com objectivos de conservação da biodiversidade».
A Quercus sugere que se utilize a figura de «actividade condicionada», com mecanismos de salvaguarda que deverão definir, por exemplo, um limiar de potência instalada e eventualmente o número de aero-geradores.
«Uma proibição taxativa da construção de parques eólicos, por parte do POPNM pode ser contraproducente, uma vez que abre caminho a decisões discricionárias, movidas por interesses políticos de curto prazo», refere.
A Quercus dá parecer positivo, ainda que condicionado, a outro dos projectos que mais polémica tem gerado, a construção da barragem de Veiguinhas, prevista há quase duas décadas para abastecimento do concelho de Bragança e que tem esbarrado em obstáculos ambientais.
A associação ambientalista entende que o POPNM «constitui uma oportunidade para se resolver uma situação claramente insustentável», considerando-se que este deverá viabilizar o projecto inicial de barragem, com uma pequena dimensão, promovendo a substituição do açude existente e introduzindo os mecanismos de salvaguarda ambiental previstos no estudo de impacte ambiental«.
O parecer da associação ambientalista vai de encontro, ainda que com condicionalismos, à contestação das autarquias da área do parque que não aceitam que o POPNM impeça o desenvolvimento dos projectos referidos e expuseram também a sua posição na discussão pública do documento.
O Ministro do Ambiente, Nunes Correia, assumiu também recentemente uma posição contrária à proposta de ordenamento do ICNB, mostrando-se favorável à exploração eólica de Montesinho.
O governante justificou a sua posição com o mesmo argumento usado a nível regional da abundância de aero-geradores no lado espanhol da fronteira, mesmo junto a Montesinho.
Diário Digital / Lusa
18-10-2007 12:50:00
O parecer do núcleo regional de Bragança da Quercus faz parte do conjunto de propostas, sugestões e críticas enviadas ao Ministério do Ambiente e ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) durante a fase de discussão pública do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho (POPNM).
A participação na discussão pública do documento proposto pelo ICNB terminou a 17 de Outubro e todos os pareceres recolhidos vão agora ser analisados pela tutela para um decisão final sobre o plano, que será tomada em Conselho de Ministros.
A Quercus de Bragança quis participar também na discussão pública enviando um parecer em que discorda da posição assumida pelo ICNB de proibir peremptoriamente a instalação de parques eólicos na área protegida que se estende pelos concelhos de Bragança e Vinhais.
A associação ambientalista entende que «são irreais e incompatíveis com os objectivos das áreas protegidas» projectos da dimensão do já anunciado nesta região por uma empresa de capitais irlandeses que quer instalar em Montesinho o «maior parque eólico do mosaico Europeu».
Entende, no entanto, que «a construção de pequenos empreendimentos eólicos em contextos específicos, quando devidamente avaliados, pode ser compatível com objectivos de conservação da biodiversidade».
A Quercus sugere que se utilize a figura de «actividade condicionada», com mecanismos de salvaguarda que deverão definir, por exemplo, um limiar de potência instalada e eventualmente o número de aero-geradores.
«Uma proibição taxativa da construção de parques eólicos, por parte do POPNM pode ser contraproducente, uma vez que abre caminho a decisões discricionárias, movidas por interesses políticos de curto prazo», refere.
A Quercus dá parecer positivo, ainda que condicionado, a outro dos projectos que mais polémica tem gerado, a construção da barragem de Veiguinhas, prevista há quase duas décadas para abastecimento do concelho de Bragança e que tem esbarrado em obstáculos ambientais.
A associação ambientalista entende que o POPNM «constitui uma oportunidade para se resolver uma situação claramente insustentável», considerando-se que este deverá viabilizar o projecto inicial de barragem, com uma pequena dimensão, promovendo a substituição do açude existente e introduzindo os mecanismos de salvaguarda ambiental previstos no estudo de impacte ambiental«.
O parecer da associação ambientalista vai de encontro, ainda que com condicionalismos, à contestação das autarquias da área do parque que não aceitam que o POPNM impeça o desenvolvimento dos projectos referidos e expuseram também a sua posição na discussão pública do documento.
O Ministro do Ambiente, Nunes Correia, assumiu também recentemente uma posição contrária à proposta de ordenamento do ICNB, mostrando-se favorável à exploração eólica de Montesinho.
O governante justificou a sua posição com o mesmo argumento usado a nível regional da abundância de aero-geradores no lado espanhol da fronteira, mesmo junto a Montesinho.
Diário Digital / Lusa
18-10-2007 12:50:00
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