25 de Outubro de 2007, 20:31
Nova Iorque, 25 Out (Lusa) - Os países continuam sem resolver as ameaças globais como o impacto das alterações climáticas, a extinção das espécies ou a alimentação de uma população em crescimento, afirmou hoje o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUE).
No relatório "Estudo global sobre o ambiente", hoje divulgado, as Nações Unidas sublinham que estes e outros desafios "continuam por resolver" e que "põem em perigo a humanidade".
O documento, conhecido como GEO-4 e no qual trabalharam 390 peritos mundiais, reitera que uma acção imediata e decisiva é indispensável a todos os níveis para garantir a sobrevivência das gerações actuais e futuras.
As advertências do PNUE constantes no documento constituem a primeira informação sobre o Ambiente realizada pelo organismo em 20 anos, depois da Comissão Mundial para o Ambiente e Desenvolvimento publicar o relatório "O nosso futuro comum".
O documento avalia o actual estado da atmosfera, da terra, da água e da biodeversidade a nível mundial, descreve as alterações que ocorreram desde 1987 e identifica uma série de prioridades de actuação.
"O nosso objectivo não é apresentar situações hipotéticas deprimentes e sem solução mas sim realizar uma chamada de atenção para uma acção urgente", refere o estudo de 570 páginas.
Apesar de apontar alguns exemplos positivos, como o tratado de redução das emissões de gás de efeito estufa, as Nações Unidas salientam que "em muitas ocasiões a resposta tem sido lenta e marcada por um ritmo e um grau de actuação que não responde ou que não reconhece a magnitude dos desafios que as populações e o meio ambiente do planeta enfrentam".
Entre os problemas que os peritos consideram que "persistem" encontram-se situações que vão desde o rápido aumento das "zonas mortas", a falta de oxigénio nos oceanos, o reaparecimento de enfermidades conhecidas e desconhecidas relacionadas em parte com a degradação do Ambiente.
Os especialistas sustentam que as alterações climáticas são "uma prioridade mundial" que exige vontade política mas salientam que face a esta prioridade há "falta de sentido de urgência" e uma resposta mundial "lamentavelmente inadequada".
No mês de Dezembro começam, em Bali, na Indonésia, as negociações sobre um tratado que substitua o Protocolo de Quioto, o acordo internacional que obriga os países a ter um controlo sobre as emissões que produzem o efeito de estufa.
TSM.
Lusa/fim
Nova Iorque, 25 Out (Lusa) - Os países continuam sem resolver as ameaças globais como o impacto das alterações climáticas, a extinção das espécies ou a alimentação de uma população em crescimento, afirmou hoje o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUE).
No relatório "Estudo global sobre o ambiente", hoje divulgado, as Nações Unidas sublinham que estes e outros desafios "continuam por resolver" e que "põem em perigo a humanidade".
O documento, conhecido como GEO-4 e no qual trabalharam 390 peritos mundiais, reitera que uma acção imediata e decisiva é indispensável a todos os níveis para garantir a sobrevivência das gerações actuais e futuras.
As advertências do PNUE constantes no documento constituem a primeira informação sobre o Ambiente realizada pelo organismo em 20 anos, depois da Comissão Mundial para o Ambiente e Desenvolvimento publicar o relatório "O nosso futuro comum".
O documento avalia o actual estado da atmosfera, da terra, da água e da biodeversidade a nível mundial, descreve as alterações que ocorreram desde 1987 e identifica uma série de prioridades de actuação.
"O nosso objectivo não é apresentar situações hipotéticas deprimentes e sem solução mas sim realizar uma chamada de atenção para uma acção urgente", refere o estudo de 570 páginas.
Apesar de apontar alguns exemplos positivos, como o tratado de redução das emissões de gás de efeito estufa, as Nações Unidas salientam que "em muitas ocasiões a resposta tem sido lenta e marcada por um ritmo e um grau de actuação que não responde ou que não reconhece a magnitude dos desafios que as populações e o meio ambiente do planeta enfrentam".
Entre os problemas que os peritos consideram que "persistem" encontram-se situações que vão desde o rápido aumento das "zonas mortas", a falta de oxigénio nos oceanos, o reaparecimento de enfermidades conhecidas e desconhecidas relacionadas em parte com a degradação do Ambiente.
Os especialistas sustentam que as alterações climáticas são "uma prioridade mundial" que exige vontade política mas salientam que face a esta prioridade há "falta de sentido de urgência" e uma resposta mundial "lamentavelmente inadequada".
No mês de Dezembro começam, em Bali, na Indonésia, as negociações sobre um tratado que substitua o Protocolo de Quioto, o acordo internacional que obriga os países a ter um controlo sobre as emissões que produzem o efeito de estufa.
TSM.
Lusa/fim
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