31 de Outubro de 2007, 13:41
Hamburgo, Alemanha, 31 Out (Lusa) - A construção de novas centrais a carvão na Europa compromete a meta estabelecida pelos Estados-membros da União Europeia de reduzir em 20 por cento as emissões de dióxido de carbono ate 2020, afirmou hoje a organização ecologista Greenpeace.
No Conselho Europeu de Março último, os 27 Estados-membros da UE comprometeram-se a reduzir a emissão de gases com efeito de estufa em 20 por cento até 2020 (em relação a 1990), mas a proposta poderá ir até 30 por cento, dependendo do empenho internacional que sair da Convenção-Quadro da ONU sobre as Alterações Climáticas, que se realiza entre 03 e 14 de Dezembro em Bali, Indonésia.
No entanto, a Greenpeace alertou hoje em comunicado que esta meta está comprometida, uma vez que está prevista a construção de 68 novas centrais a carvão na Europa, 33 das quais na Alemanha, oito no Reino Unido e na Itália, seis na Polónia, cinco na Holanda e duas na Hungria.
De acordo com a organização ambientalista, está ainda prevista a construção de uma única central em países como a Grécia, Bulgária, Áustria e Espanha, bem como na França e na Eslováquia.
Em Portugal existem duas centrais a carvão, uma em Sines com cerca de 1.200 mega watts (MW) e outra em Pego, Abrantes, com cerca de 600 MW e, de acordo com o com o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira, está prevista a construção de "uma central a carvão limpo (com tecnologia de sequestração de carbono) até 2014".
No caso da Alemanha - país que actualmente é responsável pela emissão de 880 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) -, os responsáveis da Greenpeace temem que a entrada em funcionamento das 33 centrais venha a representar um acréscimo de 140 milhões de toneladas de C02 e comprometer os objectivos de reduzir as emissões em 260 milhões de toneladas.
Nesse sentido, a organização internacional apelou hoje ao Governo alemão para que não conceda as respectivas autorizações de construção.
Este apelo surge no mesmo dia em que Berlim apresentou um pacote de 30 medidas que, segundo o ministro do Ambiente alemão, Sigmar Gabriel, podem reduzir as emissões de CO2 em 36,6 por cento (em relação a 1990) até 2020.
Estas medidas estão relacionadas com o estímulo de fontes de energias renováveis e com o aumento da eficiência energética e, segundo o governante alemão, vão favorecer a longo prazo não só o ambiente como também a industria.
De acordo com Sigmar Gabriel, a aposta nas energias renováveis pode evitar emissões de 50 milhões de toneladas de Co2 até o horizonte de 2020, enquanto que o aumento da eficiência energética nas novas construções pode levar a evitar 35 milhões de toneladas de emissões.
SK.
Lusa
Hamburgo, Alemanha, 31 Out (Lusa) - A construção de novas centrais a carvão na Europa compromete a meta estabelecida pelos Estados-membros da União Europeia de reduzir em 20 por cento as emissões de dióxido de carbono ate 2020, afirmou hoje a organização ecologista Greenpeace.
No Conselho Europeu de Março último, os 27 Estados-membros da UE comprometeram-se a reduzir a emissão de gases com efeito de estufa em 20 por cento até 2020 (em relação a 1990), mas a proposta poderá ir até 30 por cento, dependendo do empenho internacional que sair da Convenção-Quadro da ONU sobre as Alterações Climáticas, que se realiza entre 03 e 14 de Dezembro em Bali, Indonésia.
No entanto, a Greenpeace alertou hoje em comunicado que esta meta está comprometida, uma vez que está prevista a construção de 68 novas centrais a carvão na Europa, 33 das quais na Alemanha, oito no Reino Unido e na Itália, seis na Polónia, cinco na Holanda e duas na Hungria.
De acordo com a organização ambientalista, está ainda prevista a construção de uma única central em países como a Grécia, Bulgária, Áustria e Espanha, bem como na França e na Eslováquia.
Em Portugal existem duas centrais a carvão, uma em Sines com cerca de 1.200 mega watts (MW) e outra em Pego, Abrantes, com cerca de 600 MW e, de acordo com o com o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira, está prevista a construção de "uma central a carvão limpo (com tecnologia de sequestração de carbono) até 2014".
No caso da Alemanha - país que actualmente é responsável pela emissão de 880 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) -, os responsáveis da Greenpeace temem que a entrada em funcionamento das 33 centrais venha a representar um acréscimo de 140 milhões de toneladas de C02 e comprometer os objectivos de reduzir as emissões em 260 milhões de toneladas.
Nesse sentido, a organização internacional apelou hoje ao Governo alemão para que não conceda as respectivas autorizações de construção.
Este apelo surge no mesmo dia em que Berlim apresentou um pacote de 30 medidas que, segundo o ministro do Ambiente alemão, Sigmar Gabriel, podem reduzir as emissões de CO2 em 36,6 por cento (em relação a 1990) até 2020.
Estas medidas estão relacionadas com o estímulo de fontes de energias renováveis e com o aumento da eficiência energética e, segundo o governante alemão, vão favorecer a longo prazo não só o ambiente como também a industria.
De acordo com Sigmar Gabriel, a aposta nas energias renováveis pode evitar emissões de 50 milhões de toneladas de Co2 até o horizonte de 2020, enquanto que o aumento da eficiência energética nas novas construções pode levar a evitar 35 milhões de toneladas de emissões.
SK.
Lusa
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